quinta-feira, 7 de junho de 2018

A viúva pobre e suas duas moedas


É indiscutível a presença monetária no templo, pois se havia um lugar que depositar-se é óbvio a afirmação.

De tal forma que “todos” ali depositava das suas finanças que almejavam propor. Era tão rápida a execução que muitos podiam ouvir quando caia no gazofilácio, pois naquele tempo ainda não existia o dinheiro em nota, então o barulho era constante.

Havia naquele meio uma classe sacerdotal clerical que almejava serem reconhecidos, e receber favores por causa dos seus prestígios, pois além de trajar-se de maneira superior aos leigos ainda eram conhecidos como os mestres da Lei, isto é, aqueles que as instituiu.

Quem eram esses homens? Era homens [separados, separatista], “membro de um dos principais grupos religiosos dos judeus. Os fariseus seguiam rigorosamente a Lei de Moisés e as tradições e os costumes dos antepassados. Acreditavam na ressurreição e na existência de seres celestiais (Atos 23.8). Os fariseus não se dão com os Saduceus, mas se uniram com eles para combater Jesus e os seus seguidores. (Mateus 16.1). Bíblia da mulher (2009).

Quando Jesus Cristo apresenta aos discípulos aquela viúva trazer duas moedas a fim de depositar na caixa, ele estava querendo mostrar a eles que ela não vivia da aparência igual aqueles homens que se mostram orgulhosos e arrogantes porque tinha uma posição maior.

“Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como lançava ali o dinheiro”. (Marcos 12.41).

O olhar de Jesus às pessoas com suas atitudes identifica quem estava ali. A observação dele refuta tais pessoas, pois ao que parece, não gostou das atitudes daqueles que se faziam presentes naquele lugar.

Chama à atenção dos discípulos com referência a implicação dos atos morais que mesmo consciente ou inconsciente não traduz o que Deus queria.

Mesmo eles (fariseus), tendo um conjunto de regras pré-estabelecidas sobre o aspecto moral do que seja bem ou mal, eles mesmos com suas presunções e autoridades demonstrava que da sua moralidade e ética estavam comprometidas, pois da sua representação era só de exterioridade.

“Exterior e anterior ao indivíduo, há, portanto, a moral constituída, pela qual o comportamento é orientado por meio de normas. Em função da adequação ou não à norma estabelecida o ato será considerado moral ou imoral”. (ARANHA, filosofando, introdução à filosofia, p. 215, 2009).

Então, portanto do lugar que é introduzido a forma que outrora foi direcionada ao povo, a reação ao que parece permeava a todos presentes.

O ato de Jesus em identificar às ações daqueles que faziam presentes contrasta do que realmente Deus queria que eles fizessem.

A problemática que Jesus identifica ao ver todos colocarem das suas moedas nas caixas com o ar de “superioridade”, pois não devemos esquecer de quem estava presente, e o grau que possuíam, revela do engano que tinham quanto a verdadeira adoração.

Qual era o problema daquelas pessoas? O fanatismo presente. Deus não almeja pessoas fanáticas, mas pessoas sinceras. Indivíduos que sirva à Ele, não pelos seus costumes e determinações de homens, entretanto, com uma pura verdade.

Verdade essa que encontramos naquela viúva que tendo tudo que possuía, deu-Lhe.

A verdade daquela viúva não estava na quantia que tinha depositado no templo. Porém, na adoração.

O fanatismo era um mal em si, isto é, naqueles homens, uma vez que tinham introduzido em si próprio o desejo como representante de Deus, mas com defeitos morais e éticos do que realmente eram ser.

“Toda manifestação de fanatismo desvia a mente da evidência da verdade – a própria Palavra”. (WHITE, Ellen G., Mensagens Escolhidas, vl. II, p. 43 – 1988).

Como já conhecemos quem estava no templo, não somente pessoas comuns, mas também, os fariseus, saduceus entre outras castas, seria ilusório não pensar que Jesus Cristo não estivesse falando deles.

Veja o texto: “... Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias”. (verso 41). Percebeu? As castas mais elevadas depositavam muitas moedas; muito do que possuíam.

Considerando a possibilidade de serem ricos, não tinham dificuldades, pois parecia que não se importavam em jogar com “arrogância” do seu dinheiro nas caixas, visto à atenção de Jesus mediante o fato.

A viúva por sua vez refletia da sua condição vulnerável porque ao vermos no verso 40: “os quais devoravam as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo”.  Não temos dúvida nenhuma da constituição presente, os fariseus (escribas).

Não podemos supor que os escribas fossem somente aqueles que estivessem em posição inferior aos ditos fariseus, pois dentre esses eram eles mesmos: “... Que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças”. (Marcos 12.38).

A importância da verdadeira interpretação hermenêutica está direcionada no contexto, e, é ele e não outro que nos mostra o porquê das coisas.

Eram figuras que alto intitulavam-se merecedores de devida autoridade como representante de Deus porque achavam-se os que escreviam as “leis”, que outrora era usado no meio.

Procuravam para si, serem observados, serem homenageados ou o mais até exaltados como “homens de Deus”. Mas o que vemos é Jesus mostrando uma mulher pobre.

Uma mulher que não tinha quase nada, e, é ela que deveria ser exaltada como uma verdadeira adoradora.

O que isso nos mostra? Que não existe posição, exaltação, classe eclesiástica etc., se não estiver com o coração puro no sentido sincero, que seja aceito por Deus.

Deus não está preocupado com dinheiro, porque se tivesse, Jesus não chamaria a devida atenção aos discípulos quanto aquela viúva e aos demais.

Deus não necessita de dinheiro, são os homens. Deus faz a obra dele de qualquer forma.

Você já parou para pensar alguma vez que a atenção de Deus está para mais os necessitados do que para os abastados?

Temos grande exemplos disse na Bíblia. Moisés quando no deserto disse: “Quem sou eu para ir até o Faraó?”

“Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel”?

Êxodo 3:11.
Ora, isso é fato que Moisés já não possuía mais situação financeira.

Ao mandar Elias à uma viúva em Serapta que estava em necessidade.Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos”.

1 Reis 17:12
Isso é, são dois exemplos dos quais poderíamos relatar os de Jesus Cristo diante dos necessitados.
Então não há dúvida da obra de Jesus Cristo e de Deus.

“Então chegou uma viúva pobre”. (Marcos 12.42). Da sua pobreza revela da sua necessidade.

Embora estivesse sem condições não teve vergonha em adorar à Deus.

Sua adoração estava em comum acordo do que Deus realmente quer dos seus filhos – um coração sincero. Posso de dizer com autoridade: Deus quer um coração sincero.

Não adianta fazermos tudo para nos mostrar boas pessoas se em nós não tivermos com a verdadeira sinceridade.

O parecer não é ser. Eu posso manusear bem uma faca, mas isso não me torna um médico.

Eu posso saber muito construir uma casa, mas isso não me torna um engenheiro.

Eu posso saber contar muitas histórias, mas isso não me torna um historiador.

No mundo de Deus, não é a relatividade que leva até Ele, mas a objetividade sincera.

Aquela viúva tinha um objetivo, servir à Deus com toda dedicação, pois deu tudo que tinha.

Deu tudo que tinha, deu do que possuía, deu com sinceridade e deu seu coração.

Muitos pregam por aí, que o importante é dar, do seu dinheiro, dar é o que é mais importante.

Não se toca na sinceridade dos seus fiéis, visto a sinceridade não é aqui (na igreja), que interessa, mas da importância financeira que você possa trazer.

Quanto são que irão se perder por acreditarem nessa afirmação, nessas conjecturas sem se darem conta da verdadeira mensagem da Escritura Sagrada e no caso da viúva pobre.

Jesus Cristo não queria mostrar a quantia que deveria trazer para o templo (igreja), não!

Jesus Cristo não queria mostrar que deveria trazer dinheiro para o templo (igreja), não!

Jesus Cristo não queria mostrar as situações financeiras de cada um no templo (igreja), não!

Então, o que Jesus Cristo queria mostrar para os discípulos e para nós? A verdadeira adoração está num coração sincero e humilde.

“... Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento”. (Marcos 12.43-44), Bíblia da mulher, p.1589 - 2009.

Somente um coração sincero e humilde poderia fazer isso! Pense: Você daria tudo que possuía do seu sustento? Duvido!

Mas aquela mulher era tão sincera e tão disposta em receber de Deus da sua adoração que não hesitou, deu tudo.

O importante aqui não foi o seu dinheiro, foi sua disposição. O importante aqui não foi o seu dinheiro, foi sua perfeição. O importante aqui não foi seu dinheiro, foi da sua pureza e o importante aqui não foi o seu dinheiro, foi seu coração sincero.

Mas os ditos “pastores”, não se dispõe em receber da sua disposição, da sua perfeição, da sua pureza ou é do seu coração sincero, mas do seu dinheiro é da sua importância.

Jesus Cristo repreende a todos quando diz: “... Da sua pobreza deu tudo quanto possuía...” (verso 44), o que equivale dizer, deu da sua sinceridade, mas do que todos aqueles (“Pastores da prosperidade” fariseus), que no estalar das suas moedas e das suas condições, dão.

Diante desses fatos, refutamos as ações desses que estão preocupados somente com aqueles que dão, e que no fundo no fundo – são essas as intenções, arrecadar cada vez mais.

Ora, uma vez que já provamos diante do caso da viúva a noção errônea que permeia nesta sociedade conforme seus pensamentos, ajudasse pensar numa reformulação no sistema religioso, pois se continuarmos com essa perspectiva, o fim será trágico – o inferno. [G].

Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus. (Salmos 9:17)

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http://igrejaremanescente-igrejaremanescente.blogspot.com.br/* Serão permitida reprodução total quanto parcial, onde poder ser incluídos textos, imagens e desenhos, para qualquer meio, para sistema gráficos, fotográficos, etc., sendo que, sua cópia não seja modificada nem tão pouca alterada sua forma de interpretação, dando fonte e autor do mesmo. P.Galhardo.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A IMORTALIDADE DA ALMA EXISTE


“Então IaHaWeH Deus modelou o homem com a argila do solo insuflou [soprou] em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente”. Gênesis 2.7. ´Bíblia de Jerusalém.

Muitos tem pregado que o homem tem uma alma distinta do corpo, e, portanto, separada. Mas isso não passa de uma mentira pregada, pois isso foi pregado na cultura grega, e foi aceita por muitos. Porém, o que falta nas pessoas para deixarem de acreditar nessa farsa?

Bem, primeiro devemos usar o contexto, pois isso nos ensina que texto que r exprimir para nós compreendermos o que o autor quis passar para nós.

Segundo, temos que irmos nos originais a fim de buscar o verdadeiro expressivo do enunciado.

E o por último, levarmos em consideração à dúvida, isto é, ter um pensamento crítico ao assunto, uma vez que precisamos saber ser a preposição é correta.

1)    Na própria Bíblia de Jerusalém, no rodapé encontramos tal citação: Nefesh, é o vocábulo nefesh, que designa o ser animado por um sopro vital (manifestado também pelo “espírito”, ruach em Gênesis 6.17 e Isaías 11.2 quanto em Salmo 6.5).

Em Gênesis 6.17 diz: “Quanto a mim, vou enviar o dilúvio, as águas sobre a terra para exterminar de debaixo do céu toda carne eu tiver sopro de vida tudo que há na terra deve perecer.”  Percebeu? Sopro de vida, ou seja, um ruach. O paralelo é comum em quase todas às citações nos textos bíblicos.

Segundo à Bíblia de Jerusalém a palavra ruach designa o ar em movimento, seja o sopro do vento. Não parece que o vento tem vida? Mas sabemos que é só uma força em movimento.

Vejamos: “Moisés estendeu o bastão sobre o Egito, e o Senhor mandou do Leste um vento que soprou sobre o país o dia inteiro e a noite inteira. Quando amanheceu, o vento tinha trazido os gafanhotos”. (Êxodo 10.13). Bíblia NTLH.

Mas não para por aí, em Jó vem mostrando um Deus que envia um vento quando quer, pois, é Ele e não outro que comanda o tempo.

Assim Está Escrito: “Quando foi que ele os espalhou como a palha ou como a poeira que é levada pela ventania? “(Jó 21.18).

Ora, se o vento pode parar de soprar porque Deus pode limitá-lo, como é que o sopro vital que é o mesmo do vento, pode continuar sendo uma alma viva no sentido absoluto como ser separado em movimento o tempo todo? Isso é absurdo dentro do original quando vemos!

E o mais preocupante é que se ele sai das narinas, como pode ser um ser distinto estando fora do corpo, ser, um ser existente? Isso é uma mentira!

Veja a prova: “... O Senhor soprou no nariz dele uma respiração de vida... “(Gênesis 2.7).

É tão simples, mas o homem gosta de inventar, de conjecturar ao seu bel prazer sem se dá conta dos textos originais, da verdadeira interpretação.

Podemos pensar o mesmo que à Bíblia de Jerusalém em seu rodapé expõe que ele o vento, ou o sopro de vida “designa, pois, a força vital e os pensamentos, sentimentos ou paixões com os quais ela se exprime”. (41.8; 45.27). Portanto, o sopro tem vida vital, mas unido dentro do homem, não fora do corpo.

E essa vida vital, ou seja, os outros aspectos presentes quando o sopro nele reside, faz expor tudo que seja: pensamentos, sentimentos ou paixões.

O sopro ou vento fora do corpo, não pensa e não exprime absolutamente nada!

Para acontecer algo no sentido completo tem que ter o homem formado e sopro vital nele, para assim fazer algo. “– Senhor, - respondeu ela -, eu não estou bêbada. Não bebi nem vinho nem cerveja. Estou desesperada e estava orando daquele jeito porque sou muito infeliz e sofredora.” (I Samuel 1.15).

A aflição de Ana só tem uma realidade concreta porque o sopro vital está presente como uma união com ela mesma como pessoa existente. Percebeu? Não poderia fazer nada se a respiração, isto é, o folego ou sopro de vida não estivesse nela.

Assim para expor da sua tristeza e angústia ela precisaria de algo vital a fim de fazê-la não só viver, mas concretizar das suas ações de emoções.

Quase o mesmo sentimento podemos ver em Acabe: “Então sua esposa Jezabel foi falar com ele e perguntou: - Por que você está assim aborrecido? Por que não quer comer?” (I Reis 21.5).

2)    O homem não vive se sopro vital não estiver nele, pois é algo profícuo para sua existência. Lemos: “... Se cortas a respiração que lhes dás, eles morrem e voltam ao pó de onde saíram”. (Salmo 104.29).

Mas veja a importância do sopro de vida, porque sem ele já era o homem: “Porém, quando lhes dás o sopro de vida eles nascem”. (verso 30) Bíblia NTLH – 2010.

3)    Na literatura “Liberta minha alma” o termo hebraico nefesh ou sopro de vida designa respiração vital que se retira por a ocasião da morte. Esse retirar não quer dizer sair por aí vagando sem ter para onde ir ou está presente em outra pessoa. (Salmo 6.5).

4)    Mas há ainda aqueles que querem introduzir outro fato como concreto para querer impor que existe uma alma que vive entre os mortos ou vai para lá. E usam o termo Xeol ou Sheol. O problema está que ir para lugar dos mortos, é está realmente morto e, portanto, sem vida, isto é, sem folego de vida, sopro, ou força vital nenhuma.

     Veja a expressão e analise, mas nunca sem olhar primeiro para o contexto. Vou deixar você ver e após vou mostrar a verdadeira interpretação: “Assim, desceram vivos para o mundo dos mortos... “(Números 16.33). Aí você diz: - Olha aí, ele desceu vivo para o mundo dos mortos, então existe alma.

O problema é que você não viu o resto do texto e muito menos o contexto. Corá tinha reunido o povo contra Moisés e isso mostra sua rebeldia em relação ao que Deus queria e por fim, o que Moisés almejam-se que fizessem. “E aconteceu que, assim que Moisés acabou de falar, a terra se abriu debaixo deles e os engoliu com as suas famílias, junto com todos os seguidores de Corá e tudo que eles tinham... A terra cobriu, e eles desapareceram. “(Versos 31-34).

Entretanto você pode alegar aonde diz que eles morreram? Ora, é muito simples, é só continuar o contexto onde o povo grita e saem correndo e gritando: - A terra vai engolir a gente também!

Então o Senhor enviou fogo e matou os duzentos e cinquenta homens que haviam oferecido incenso.” (Verso 34 e 35). Ora, é muito fácil perceber, se Deus matou os duzentos e cinquenta depois, porque você acha que os outros ficaram vivos, uma vez que eles saíram correndo e gritando com medo? 

Não faz nenhum sentido os outros estarem vivos como almas no mundo dos mortos. Descer vivos ao mundo dos mortos é o mesmo que dizer: morreram definitivamente.

E por fim:
5)     A própria Bíblia de Jerusalém, em seu rodapé afirma veementemente que a palavra Xeol ou Sheol é de origem desconhecida... Ora, se é desconhecida, então está sem tradução definida do conhecimento do homem por mais que alguns queiram supor ser um lugar onde às almas estejam vagando nas profundezas da terra em eterna agonia. Tudo falacioso e sem verdade escriturística diante das intepretações resultantes de pesquisas sérias.

Olha só que não estou enganado! Veja isso: “Do fundo do Xeol lhes dirão os guerreiros valorosos à espada, já desceram jaz dormem [morrem] (Ezequiel 32.21).

Contudo você ainda pode ter duvidas uma vez que a tradução parece que eles estão vivos por exclamam. Então que tal ir em outra versão ou tradução?

Veja: “Os heróis mais valentes e estes entram no mundo dos mortos. Eles gritam: ‘Esses que não foram circuncidados morreram na batalha, disseram até aqui e aqui estão deitados”. (Ezequiel 32.21) Bíblia NTLH.

Não podemos esquecer que a profecia quando apresentada aos profetas, eram muitas vezes por meios de revelações metaforizadas.  O método de Deus por vezes e quase sempre era de modo simbólico.

A profecia de Ezequiel em seu contexto está afirmando que os egípcios serão mortos assim como os soldados da Assíria morreram, assim também o Elão que havia sido dominado pelos assírios morrera no ano 650 a.C. (Jeremias 49.34 – 39).

Nada de pensar que tem almas falando ou gritando nas profundezas da terra. Isso é falso e enganoso dentro de contexto verificado. [G].

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

A mulher impura - a mulher com fluxo de sangue (Menstruada)


“– Alguém me tocou, pois eu senti que de mim saiu poder”.

“Enquanto Jesus ia caminhando, a multidão o apertava de todos os lados. Nisto, chegou uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Ela havia gastado com os médicos tudo o que tinha, mas ninguém havia conseguido curá-la”. (Lucas 8.43).

É comum por mais que não queiramos julgarmos às pessoas, pois nos achamos superiores aos mesmos.

Dizemos: “ah, ele tá passando por isso porque ele não é fiel! Ele se diz homem de Deus, mas com sua família é diferente”.

Queremos sempre compararmos nossa situação que às vezes são muito boas, porque viemos de boas famílias, bons lares, boa educação etc., aqueles que nem conhecemos intimamente.

Muitos nem se dão conta que seu pai é um pastor, um diretor, um professor etc., sim, aquele que pode comprar boas comidas, boas roupas, bons carros e enviar suas notas para que outros paguem e com isso, temos “tudo de bom”.

A mulher com uma hemorragia poderia ser filha de uma dessas pessoas, pois quando lemos nas Escrituras Sagradas, percebemos que ela possuía uma vida financeira estável, uma vez que havia gastado seu dinheiro com médicos.

Ninguém sabe ao certo se ela possuía família de posses, mas não podemos negar que sua vida era financeiramente ótima.

O problema não se tratava de relacionamento, mas de uma doença. Logo que os problemas aparecem, entendemos e compreendemos que estamos à mercê dos mesmos.

Vivemos querendo e observando os outros, quanto fazendo uma comparação conosco em relação que ele tenha o mesmo paradigma que nós, pois se vivemos bem, achamos que somos referencia para orgulhosamente apresentar como modelo de nossa vida para os outros.

O problema não está somente na nossa vida, porque somos pessoas insignificantes quando uma doença nos aparece, e então, percebemos que o mal que pode também nos atingir.

Alguém já presenciou uma pessoa no estado terminal, ou mesmo que seja uma pequena doença quando internado, como ele fica? Não dá para sentirmos por completo seu estado, só podemos querer compreender.

Eu conheci várias pessoas que aparentemente foram fieis a Deus, e adoeceram quanto morreram – foram muitas.

Quanto aos tratamentos quer sejam pessoais, vi pessoas que se casaram e ficaram viúvas não só somente uma vez, mas três vezes.

Poderíamos pensar: o que tem de errado com essa pessoa uma vez que perdeu seu marido tantas vezes? A resposta pode ser óbvia, nada!

Estamos num mundo cheio de contradições, cheios de dificuldades e problemas que muitas vezes somos incapazes de resolvê-los, e que somente através de Deus que talvez possamos conseguir resolvê-los.

Levamos tempo para resolver nossos problemas e nem sempre conseguimos.

A mulher do fluxo de sangue havia doze anos sofrendo com essa doença e não havia quem a curar-se. Havia gastado todos os seus recursos no tratamento.

Ela tinha culpa? Talvez nenhuma! Ela era filha de pastor (prosélito da época)? Talvez fosse, não sabemos! Ela tinha condições financeira? Sim, pois possuía soluções monetárias. Ela trabalhava numa escola, ou numa instituição que lhe dava condições de pagar das suas despesas? Talvez, não sabemos!

O que sabemos que ela tinha gastado todos os seus “bens” no tratamento dessa enfermidade.

Aquela mulher estava disposta em se humilhar, não era igualzinha aos discípulos que supostamente estavam somente ali por aparência.

“Tudo o que eles fazem é para serem vistos pelos outros. Vejam como são grandes os trechos das Escrituras Sagradas que eles copiam [Leem] e amarram na testa e nos braços! E olhem os pingentes grandes das suas capas! Eles preferem os melhores lugares [ quando chegam com suas mudanças vindo de outros ambientes, ou são transferidos, “a empresa” logo arranjam um lugar para eles no lugar de outros, e quando não transferem aqueles que já ocupam esses lugares, os demitem no intuito de darem esses recintos às mulheres dos pastores (fariseus)] nos banquetes e os lugares de honra nas Sinagogas [igrejas]”. (Mateus 23.5).

Enquanto os discípulos estavam preocupados que ninguém empurrassem Jesus Cristo não porque queriam protege-lo, mas porque queriam está na frente, isto é, ser um dos primeiros, a mulher por outro lado, só queria tocá-lo e sentir do que haviam lhe dito: “Ele pode curá-la!”.

O homem busca aconselhar outros não porque às vezes quer ajudá-lo, porém, a fim de que outros saibam que ele pode fazer isso.

Isso não quer dizer que não existam pessoas que tenham mesmo esse propósito, mas na sua maioria, não.

Somos muito arrogantes em nem querer admitir nossa falha. Só nós somos capazes de tocar em Jesus Cristo, o resto não.

Todos estão supostamente tocando no manto de Jesus Cristo, mas os “doentes (enfermos, separados, filhos(as) de pastores etc.) não podem.

“Ela foi por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele, e logo o sangue parou de escorrer”. (verso 44).

Para os discípulos parecia uma novidade, simplesmente porque o conhecimento expunges estavam em proteger o Mestre. A escala deles frequentemente se disponha em identificar de quem podia ou não chegar perto do seu professor.

A necessidade em estar juntos, entorpeciam-lhes a verdade que lhes impôs não corresponder aos objetivos dAquele que estava presente.

Queriam confrontar o próprio Senhor do sabe tudo, pois logo expõe: “– Mestre, todo o povo está rodeando o senhor e o está apertando”. (Verso 45).

Jesus sabia que alguém havia que lhe tocado, mas seus seguidores somente queriam descentralizar o verdadeiro toque, mesmo não tendo a devida compreensão daquilo que lhe faziam presente.

Não é fácil entender dos mistérios porque somos até mistérios para nós mesmos.

Somos os piores observadores, contudo, achamos que somos bons no que fazemos, uma vez que podemos comprar, viver bem, ter um belo casamento, dinheiro, casas, terrenos, carros e muitos mais.

Talvez se parássemos para observar o toque no manto, compreenderíamos que somos extremamente arrogantes e egoístas quando pensamos que conhecemos aqueles que nos cercam.

O impulso de condenar é muito claro! “Se vc é homem de Deus, então porque não administra bem seu lar?”.

Claro que não compreendemos bem o conhecimento para fazermos tal pergunta, ou seja, não entendemos de psicologia comportamental que não somente envolve nosso ser, mas no trato afetado na outra pessoa.

Geralmente é comum quando vamos ao consultório de um especialista, ele começa nos ouvir, uma vez que quer nos entender quanto nossa aflição ou angústia a fim de chegar de um começo de tratamento, não de cura. Mas isso não quer dizer que não possa alcançar tal propósito.

Tentamos tratar pessoas com nosso conhecimento, mas não basta tê-lo, porém, que outros o aceite.

Os discípulos andavam com Jesus Cristo, eles faziam presente em todos os seus caminhos, todos andavam juntos, comiam e até dormiam unidos, mas não se dispunham em compreender dos seus ensinos. Percebeu?

Imagine-se criado num ambiente onde seu pai é um alcoólatra e sua mãe uma desqualificada, e onde a tradição não seja pagar às contas e por vezes cortem sua luz e água.

Qual seria seu comportamento diante desses fatos? Você teve o privilégio em estudar numa boa escola da vida?

Talvez a mulher menstruada fosse aquela que era filha de um pastor de “sucesso” que pode colocar sua filha numa escola particular.

Talvez ela fosse uma apresentadora de um programa de ensino religioso e tivesse condições de pagar das despesas da sua doença. Quem sabe?

Existem princípios obscuros que supostamente podemos até querer orientar, contudo, estão longe da nossa revelação, uma vez que são abstrusos aos nossos olhos.

Compreendemos da necessidade de queremos ajudar, mas não queira parecer realmente que sabe da angústia da mulher – não está em você a doença.

Não diga: “Ele é homem de Deus e não sabe administrar sua casa!”, pois Davi era homem de Deus e não sabia.

Considere às doenças como fator indiscutível de serem evitadas quando aparecem.

Considere que pessoas estão doentes sem saberem que estão.

Considere os fatores de cultura e criação.

Considere que podemos adoecer.

Considere que morremos.

Considere que ficamos viúvos.

E considere que não queremos tocar o manto.


A teoria é uma forma de mostrar daquilo que supostamente conhecemos. Entretanto, é na experiencia epistemológica que realmente atingimos o verdadeiro conhecimento da pesquisa(fatos).

Mas você poderá me dizer: - Eu já vi e ouvi de muitas histórias de pessoas que foram criadas em ambientes totalmente desqualificado e conseguiram sair e viverem muito bem.

Eu não discordo da sua interpretação, mas lembre-se que isso é resultado de muito esforço e que o índice de sucesso é muito pequeno.

Certa vez ouvi um sermão de um pastor que subia no púlpito e pregava com toda ousadia e intrepidez daquilo que nunca presenciou. E então, até ser repreendido pela sua esposa, que disse: “pregue daquilo que você viveu e não do que não viveu!”. Percebeu?

Sabe, é muito fácil julgamos coisas que nunca estivemos presentes, pois nos é confortável uma vez nunca estivemos em tais circunstâncias.

Dependendo da situação às perspectivas podem serem mudadas. Um código moral num lugar inóspito será diferente para cidade urbana.

Existem tolerância incongruentes em algumas regiões onde seriam um absurdo para nós.

Nós costumeiramente não comemos cachorros, mas na China, sim.

As africanas islâmicas têm por costumes circuncidarem seu clitóris.

“Mas Jesus disse: - Alguém me tocou, pois eu senti que de mim saiu poder”. (verso 46).

Aquela mulher deveria sentir-se a pior das pessoas do mundo porque vivia numa cultura que não admitia esse tipo de “sujeira”, pois isso já fora determinada pela lei de Moisés quanto a respeito de impurezas do homem. 

“A mulher que tiver hemorragia ou que continuar menstruada além do tempo normal ficará impura como durante a menstruação”. (Levítico 15.25).

Considere a aflição dessa mulher vivendo na impureza “infinita”? Considere do seu tormento.

Imagine-se no lugar dessa mulher vivendo numa cultura que não queria ela presente.

Considere ela vivendo em regiões fora do convívio de pessoas. Considere suas angústias.

Quando ela soube que havia um homem que poderia trazer-lhe paz, não pensou duas vezes, correu e se prostrou de joelhos para ser curada.

Mas não sabia que ainda iria enfrentar outro problema que era chegar perto dAquele homem.

As multidões impediam-lhe de aproximar-se dele.

Os guardas (discípulos) ainda não poderiam deixa-la chegar muito perto deste homem.

Havia muito empecilho, mas ela não se desesperou, pois tinha muita fé e rasgando a multidão, tocou-lhe o manto.

O problema nosso é não queremos enfrentar às dificuldades da vida, estamos sempre encontrando guardas que nos impedem de chegarmos na frente mesmo escondidos.

A mulher menstruada nem quis saber de apresentar-se, ela queria somente receber as benesses do poder do homem que cria.

Embora escondida, Jesus a percebeu. Ninguém chega perto de Jesus sem que ele não perceba do seu toque.

“Então a mulher, vendo que não podia mais ficar escondida, veio, tremendo, e se atirou aos pés de Jesus E, diante de todos, contou a Jesus por que tinha tocado nele e como havia sido curada na mesma hora.” (Verso 47).

Considere que não podemos ter dúvidas do que queremos?

“Aí Jesus disse: - Minha filha, você sarou porque teve fé! Vá em paz. (Verso 48).

A sua fé foi o resultado da sua cura, mas não somente isso, ela teve a paz que tanto procurava, pois vivia escondida. Percebeu? Ela foi até Jesus escondida porque não poderia está no meio deles, uma vez que era impura e segundo a tradição deveria estar longe dali.

O que no passado era uma imposição de impureza, no futuro ela vivia o presente da doença adquirida, e, portanto, da humilhação existente em forma de imposição.

Existia várias barreiras para ela, porém, isso não impediu que ela ultrapasse todas elas a fim de poder chegar onde queria.

Havia complexidades demais, mas havia esperança. As pessoas relatavam que havia um profeta que fazia milagres.

Ela foi induzida em acreditar mesmo não o conhecendo. Ela creu. Ela se dispôs em ir na sua presença.

Talvez sua situação financeira já não era mais às mesmas visto havia gastado todo seu dinheiro no tratamento.

Não existiam formulas que pudessem resolver de forma significativamente e contundente da sua peste.

Sua única solução era encontrar aquele que tanto ouvira. Então foi em direção à Ele.

E agora houve salvação – foi curada.

O que importa não é saber, isto é, conhecer, todavia, é crer – ter fé. [G].

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quinta-feira, 24 de maio de 2018

“Mas até mesmo os cachorrinhos comem às migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos”.


Imagine-se vocês no meio dos judeus que já por costume não aceitava uma mulher no meio deles, e agora tomando à palavra para falar? Seria o cúmulo!
Agora pense que essa geração além de ter constituído normas, e saber sobre proibição de carnes imundas, saber de comer no chão das migalhas que caem da mesa? Um absurdo!

É comum para um judeu não consumir nada impuro e principalmente carne de porco: “Não comam carne de porco. Para vocês os porcos são impuros porque tem o casco dividido, mas não ruminam. Não comam nenhum desses animais, nem toquem neles quando estiverem mortos”. (Deuteronômio 14.8).

Se já era costume não comer das carnes imundas, o que dizer daquilo que caia da mesa? Seria como ignorar uma tradição por completa e poderiam pensar que estaria afrontando à Deus.

Lembre-se do caso das acusações dos fariseus quando ao ver os discípulos comendo sem lavar às mãos. “Eles viram que alguns dos discípulos dele [Jesus] estavam comendo com as mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer... – Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos?”. (Marcos 7.2 - 5).

Não estamos defendendo em não lavar as mãos, mas sobre o paradigma que era adotado na época como era tratado a sociedade que não obedecesse aos “valores” que uma geração impunha como habito.

Estamos agora diante de um “pecado grave”, o de comer embaixo de uma mesa, pois segundo uma religião (dos fariseus), não se podia nem comer sem lavar as mãos, imagine comer no chão? O cúmulo da aceitação!

Sim, meus caros, o cúmulo se faz presente aonde Jesus Cristo se apresenta.

O cúmulo é tentar compreender que uma mulher se dispôs em ir ao encontro de um homem, pois como sabemos uma mulher era como um resto, e o que dizer, de uma cananeia? Ora, seria um cúmulo uma estrangeira vir ao encontro de um mestre? Sim, um cúmulo.

Mas como bem tratamos, o cúmulo agora se faz presente, se faz, em precisão, e quer resolver seus problemas, pois para isso, não deixaria de ser o próprio cúmulo.

Não bastava chegar perto para ter um encontro com Jesus, contudo, gritar: “- Senhor, Filho de Davi, tenha pena de mim! A minha filha está horrivelmente dominada por um demônio!” (Mateus 15.22).

Você já se viu em uma situação de desespero? Você já presenciou uma mãe ou pai perdendo seu filho, o que eles são capazes de fazer? Pois é, meus caros, realmente é onde o cúmulo aparece.

Vemos uma mulher rejeitada pela sociedade só por ser mulher, e agora estrangeira? Pior ainda!

Era de tradição, isto é, proibido, que não se podia casar com uma mulher de Canaã, pois além de serem pertencentes de outros povos, ainda tinha como adoração, deuses pagãos, feitos de esculturas, imagens, gessos e pedras.

Leiamos: “Jure pelo Senhor, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho Isaque case com NENHUMA MULHER DESTE PAÍS DE CANAÃ onde estou morando”. (Gênesis 24.3).

O texto não deixa claro sobre o porquê, mas quando estudamos sobre o país compreendemos o motivo da não aceitação dessa união, visto não adoravam o Deus verdadeiro, e, portanto, da sua proibição.

Para os judeus discípulos ou não, o que importava era que somente os homens pudessem se aproximar de seu mestre. E agora uma mulher, seria o improvável, isto é, o impossível por causa da tradição.

Mas como bem tratado, Jesus quebra à lógica, mesmo num primeiro momento sem parecer que não está ouvindo.

Nosso problema é sempre achar que Jesus está surdo para nossas orações.
Nosso problema é sempre ou quase sempre a preocupação com que os outros irão pensar de nós.

Gostamos muito de mulheres caprichosas, pois quem não quer apresentar uma casa perfeita? Quem não quer mostrar aos amigos que tem a mulher melhor do mundo, cuidadosa, que cumpre das suas obrigações? Acredito que todos!

O problema agora se compõe de um desespero, não de beleza. Não de uma mera representação, mas de angústia, e de morte.

Cuidados quase todos tomam nos lares, ao entrar ao sair, ao pisar. Eu mesmo quase sempre não piso no tapete com chinelos, geralmente tiro-os antes de me adentrar, para não contamina-lo com à sujeira que temos embaixo deles advindo de onde pisamos nas ruas.

“Mas Jesus não respondeu nada. Então os discípulos chegaram perto dele e disseram: - Mande essa mulher embora, pois ela está atrás de nós, fazendo muito barulho!”. (verso 23).

Ah, meus caros, como é triste pensarmos que somos o rei da razão, como pensamos que estamos com à lógica. As lógicas às vezes são quebradas afim de mostrar para nós que não somos nada diante dAquele que sabe tudo.

O ouvido de Jesus já havia escutado o clamor daquela mulher. Então, porquê Ele não atendeu logo? Porquê Ele queria ouvir o que os discípulos tinham para dizer.

Jesus quer dá uma lição para os doutores da lógica que não é bem assim.

Jesus quer alegar da sua sabedoria mesmo aos barulhos que encontramos hoje quando vemos os aflitos e não queremos escuta-los.

A mulher cananeia queria tratar da filha doente, mas Jesus queria tratar não somente do seu problema, mas dos discípulos (pastores) contemporâneos também.

Sempre é bom estarmos preparados com inteligência para responder a todos que nos interrogam, como bem estudarmos para compreender dos propósitos da sociedade, da vida e do mundo. Entretanto, não basta sabermos quando se trata da fé, pois ela nos parece sem muita lógica, uma vez que isso depende do sentimento dos outros e por vezes não compreendemos bem disso.

Você consegue enxergar, uma cananeia que nem quer saber quem está presente, homens (discípulos, doutores da lei, fariseus)?

Você consegue enxergar, que ela em dado momento não quer ser mulher, porém uma mulher em desespero, e que só quer a cura de sua filha?

Você consegue enxergar, que ela demonstra que acredita num homem, pois outros diziam-lhe, “somente Ele pode fazer você feliz, e que pode curar sua filha?”

Você consegue enxergar, a fé dessa mulher, querendo comer das migalhas do chão, pois se faz de um(cão)?

Pois bem, aqui está quase traçado o ilógico da aflição, porém, contudo, não é só isso: “Jesus respondeu: - Eu fui mandado somente para as ovelhas perdidas do povo de Israel”. (Verso 25).

A mulher era cananeia, os cananeus segundo a lógica dos discípulos, dos mestre da lei (pastores contemporâneos), era uma perdida, uma sem futuro, sem talvez marido, uma que não tinha cuidado com seu lar no sentido de limpeza, pois queria comer no chão, e de lá é onde está a pior das impurezas, e eles não poderia admitir, uma vez que o que se sabe nada impuro poderia entrar nas bocas dos mesmos.

Perceba que aqui não é uma defesa do que é puro e impuro, mas de como se quebra valores que homens impõe para sua sociedade, e após, da qual é desconhecido.

Em certo sentido eles tem razões suficientes para não gostar. Eles foram ensinados que não se podiam dá atenção para uma mulher, ainda mais barulhenta (verso 23).

Eles foram ensinados que não deveriam casar-se com umas estrangeiras, embora sem em primeiro momento saber das suas origens, mas descoberto depois.

Eles foram ensinados que não poderiam se misturarem com os idólatras que era uma proibição do próprio Deus. (Êxodo 20.5).

Diante desses fatores, o que mais queriam, eram silencia-la, expulsa-la do seu meio.

A resposta de Jesus quando afirma que veio para às ovelhas perdidas em dado momento causam-lhe espantos.

Como pode um homem dá ouvido para uma mulher? A lógica deles estava comprometida.

Agora eles presenciam uma mulher ajoelhar-se diante de um homem. Em certo sentido, poderiam até gostarem, pois estava aos pés de um homem, coisa tragado de suportar, mas não de se dirigir.

“Então ela disse: - Senhor me ajude!” (Verso 25).

Você já pediu ajuda para Jesus da sua presunção afim de ser menos orgulhoso?

Você já pediu ajuda para Jesus da sua arrogância no intuito de ter menos elevação?

Ou você se acha grande demais que não pode ajoelhar-se em forma de humildade, assim como faz um cão?

Todos os dias quando abro a porta da minha casa meus cães balançam o rabo e latem mostrando da sua alegria em ver-me.

A mulher cananeia não se importou em ser uma cadela, pois ela tinha na sua consciência que os estrangeiros, perante os doutores da lei (pastores fariseus) e discípulos, tratavam-na como tal, e, se, pois, de joelhos.

Para ela não se importava o constrangimento, somente que sua filha fosse curada.

Não queria saber de se quem estava presente, não estava presa em meros favorecimentos.

Não estava ali por aparência, pois muitos estavam mesmo sendo até discípulos.

Você consegue enxergar, que na igreja hoje muitos estão supostamente seguindo Jesus Cristo por aparência?

Você consegue enxergar, que muitos dão os dízimos para que seus pastores não os julguem como infiéis?

Você consegue enxergar, que os homens não são os doutores da lei, e muito menos conhecem o que está no coração das pessoas?

Você consegue enxergar, que os pastores contemporâneos podem dá orientações, mas quem dá o milagre é Jesus Cristo?

“Jesus disse: - Não está certo tirar o pão dos filhotes e joga-lo para os cachorros”. (Verso 26).

O próprio Jesus Cristo jogando na cara dela que ela era uma cachorra. Jesus Cristo sempre mostrou os costumes que outrora tinham os judeus com o objetivo de ensiná-los o verdadeiro caminho a seguir.

Não esqueça, ela era mulher, era estrangeira, e, portanto, uma cadela (ou cão).

A cultura trazia-lhe uma raiz profunda de rejeição para uma comunidade puramente masculina e patriarcal.

Uma mulher nos tempos de Jesus Cristo como muitos já sabem, não era nada e pior que nada.

A mulher era usada como reprodutora de filhos, e ainda estrangeira? A sua perspectiva, seria ser mais que nada.

Ela entendia da sua insignificância, pois logo em seguida afirma: “- Sim, Senhor, - respondeu a mulher – mas ate mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos”. (verso 27).

Você está com medo de comer às migalhas por que se juga melhor, e não pode pegar dos restos?

Você tá com medo de casar de novo por que acredita que já casou duas vezes e não deu certo, e agora, o que seria do próximo?

Você tá com medo por que pensa saber de outra pessoa, mas no fundo no fundo, você pensa que sabe, mas na verdade, é que você não sabe nada dessa pessoa?

A mulher cananeia não teve medo do que os outros (homens fariseus ou não) poderiam pensar dela. Sim, o caso dela não era de casamento, não era de trabalho, não era de solidão, mas de cura.

E porque seu problema era de cura, você pensa que ela não agiria do mesmo jeito se fosse outro problema? Ela tinha fé, e acreditava profundamente em Jesus Cristo; quando jogou todos os seus medos longe – aproximando-se dEle.

Se fosse por “N” motivos ela agiria da mesma maneira, visto sua importância não se tratava de pessoas olhando-a, mas de solução.

Por muitas vezes nossos problemas são tão grandes que nenhum homem pode trazer solução.

O único que pode resolver nosso problema é Jesus Cristo.

Você pensa porque tem um bom cargo, tem status na igreja, é conhecido(a), é atuante, é homenageado(a), isso te garante salvação (solução)?

A salvação não é por obras, mas somente pela fé. A mulher cananeia não quis saber de obras, mesmo indo ao encontro do Mestre. Ela usou a única coisa que possuía com toda a convicção: sua fé.

Com sua fé ela estava disposta em comer das migalhas que caia da mesa. 
Você está preocupado(a), porque a pessoa que você está se relacionando já é migalhas de outra pessoa?

Você está preocupado(a) porque não é mais virgem e de o que iria pensar de mim, pois já sou migalha de uma pessoa que me usou e me deixou?

Você está preocupado(a) em comer das migalhas, visto os outros dizem para não fazer isso, uma vez que conhece aquela pessoa e ela não merece você, pois supostamente você é melhor do que ele(a)?

Então você ainda não se tornou um cachorro ou cadela e necessita ainda tornar-se.

Muitos ainda não entendem: mas é melhor ser amigo(a) dum cão do que muitas vezes de pessoas.

Os cães dificilmente te traem, aliás, eu nem sei bem certo se eles têm esse sentimento de traição. Acredito que não!

A estranheza de um cão quando ataca o seu dono por vezes, existem muitos fatores.

Certa vez um veterinário havia falado para meu pai que o fila brasileiro, um cão muito requisitado para desfiles de exposições, tinha o crânio menor que seu tamanho de cérebro, e dai da sua aflição, pois forçava-lhe sua estrutura cerebral.

Geralmente quando saímos ou entramos no nosso portão pra dentro das nossas casas, acreditamos, isto é, temos fé, que eles (os cães), não irão nos atacar.

A fé que eles não nos atacarão é muito grande, acho até que é incompreensível dado a fé que possuirmos neles.

Assim foi o mesmo que fez a cadela cananeia, fé no seu dono. Sim, meus amigos, Jesus Cristo era o dono daquela cadela. Seu coração já estava ligado com seu dono e sabia que ele iria dar-lhe de comer na hora certa.

“– Mulher, você tem muita fé – disse Jesus – Que seja feito o que você quer!”.

Queremos tantas coisas, mas não confiamos no nosso dono. Somos cães sem dono!

Queremos que os homens (fariseus e discípulos), sejam nossos donos, mesmo Jesus Cristo.

O problema está aí! acreditamos e cremos nos homens, mas no verdadeiro dono das coisas, nada.

Acreditamos que água pode nos curar, e vamos às igrejas para beber porque os homens (fariseus), nos dizem que foram trazidas de Israel. Pronto, acreditamos!

Acreditamos que o sal grosso atrás das portas nos protege porque os homens (fariseus), nos dizem que é do mar da Galileia. Pronto, acreditamos!

Acreditamos em véus nas igrejas se passamos por baixo porque os homens (fariseus), nos disseram que o manto do tabernáculo de Jerusalém. Pronto, acreditamos!

Acreditamos em “santos”, isto é, gessos, esculturas e pedras, pois homens (fariseus), nos disseram que nos trazem se usarmos no pescoço ou num altar para adoração. Pronto, acreditamos!

Só que não queremos acreditar no dono de tudo!

Só não queremos acreditar no dono dos cães, pois ainda não nos tornamos um, visto temos vergonha das migalhas.

O que nos impede de sermos como são, são mesmo às migalhas que caem das mesas.

“– Eu não quero comer migalhas nenhuma!”;

“– Eu não fui nascido para comer migalhas!”;

“– Eu quero o melhor dessa vida, um bom casamento, uma boa casa, um bom emprego e bom marido ou esposa!”;

“– Eu quero prosperidade, pois os homens (fariseus), nos dizem que deve ser assim!”;

E por fim: “– Eu não quero ser cão ou cadela de ninguém!”, haja vista teu dono é deste mundo.

Não é nada demais querer coisas boas, afinal pode-se dizer: é muito bom poder usufruir do que seja bom, agora em meio às aflições, o que é bom muitas vezes não te trás a solução, só o dono dos cães pode resolvê-las.

O mundo de hoje prega e dogmatiza eficazmente que um sujeito(a), tem que ter coisas para ser feliz, pois o meio exige isso dele. Você está trocando sua fé pelas coisas sem se dar conta disso!?

Os pastores contemporâneos impõem isso nas nossas mentes que ter é ser um cristão verdadeiro, uma vez que isso demonstra quando vivendo “bem” sobre um montante de coisas, Jesus está conosco. Isso pode ser um engano maligno!

Podemos nem se dá conta que somos ímpios, pois estamos vivendo muito “bem”. Percebeu?

Tendo comida, roupa bonita para apresentarmos nas igrejas todos os sábados ou domingos, um carro moderno, uma casa bonita para recebermos nossos amigos, uma participação na igreja e tudo mais... Pensamos: estamos bem com Deus!

Os discípulos estavam com Jesus Cristo, caminhavam com Ele, presenciavam dos milagres, partilhavam de milagres como no caso dos pães e peixes, mas muito ainda não estavam convertidos ao dono dos cães. Percebeu? Não basta andar, ter, comer ou qualquer outra coisa – o importante é ter fé, é comer das migalhas que caem das mesas.

Enquanto não nos dispusermos em comer das migalhas, não estamos prontos para o dono do cães. (Jesus Cristo). {G}.

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