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sábado, 19 de janeiro de 2013

A Certeza da Salvação - Parte 2



                             Pesquisando os escritos de Ellen G. White, encontraremos abundante material onde ela, de maneira clara e objetiva, afirma que o cristão pode ter certeza da salvação.
                            “Que ninguém deixe sua segurança para a eternidade depender do acaso. Não deixeis que o assunto permaneça em perigosa incerteza. Perguntai-vos sinceramente. Estou eu entre os salvos, ou entre os que não estão salvos?” – Testemunhos para Ministros, pág. 443.
                            “Nem a morte, nem a vida altura ou profundidade, nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus; não porque a Ele nos peguemos com firmeza, mas porque Ele nos segura com Sua forte mão. Se nossa salvação dependesse de nossos próprios esforços não nos poderíamos salvar; mas ela depende de Alguém que está por trás de todas as promessas”. – Atos dos Apóstolos, pág. 553.
                           A aceitação do Salvador traz paz perfeita, perfeito amor, segurança perfeita. A beleza, perfeito amor, segurança perfeita. A beleza e fragrância do caráter de Cristo manifestadas na vida testificam de que em verdade Deus enviou Seu Filho ao mundo para o salvar”. – Parábolas de Jesus, pág. 420.
                          “Satanás deleita-se em fazer com que os filhos de Deus andem penosamente, com temor e tremor sob contínua dúvida”. –Mensagens aos Jovens, pág. 63. Ela prossegue dizendo que fixando o olhar em Cristo as dúvidas e incertezas de desfarão.
                           “Até sua saúde física melhora pelo senso de sua confiança em Cristo”. – Conselhos Sobre Saúde, pág. 28.
                           Nas declarações de Parábolas de Jesus e Mensagens Escolhidas, Ellen G. White está condenando aqueles que afirmam ter certeza da salvação, confiando em suas forças, os que erroneamente pensam que aceitando o salvador estão salvos para sempre.
                           Alguns receiam declarar que tem certeza da salvação, porque isso parece cheirar a farisaísmo. Será realmente se a pessoa pensar que a salvação depende de boas obras e em crer que ela é melhor do que o próximo. Não será quando, conscienciosamente, se crê que a certeza da salvação vem pela aceitação do sacrifício que Cristo fez por nós.
                           A salvação exige convicção pessoal de nosso pecado, exige arrependimento, exige mudança total da vida através do novo nascimento, exige ainda que demos a Cristo o primeiro lugar em nossa vida. Se nos submetermos ao plano divino da salvação e a toda a orientação das Escrituras, poderemos afirmar com toda a certeza de que em Cristo estamos salvos.
                          Não ter certeza da salvação é indicação de falta de fé. Os heróis da fé do capítulo 11 de Hebreus nos comprovam que tiveram absoluta certeza da salvação.
                          A aceitação das verdades escriturísticas de que a salvação não depende de nossa obediência e méritos pessoais, mas unicamente da perfeita justiça de Cristo e da aceitação de Seu sacrifício por nós, leva-nos à conclusão de que aqui e agora devemos ter certeza da salvação.
                         A declaração paulina de Colossenses 1.27: “Cristo em vós, esperança da glória”, deve solidificar a nossa segurança.
                         Confiando em nós não há nenhuma certeza, mas confiando no poder e no amor divino por nós temos absoluta certeza. Rendamos sempre graças a Deus por esta sublime salvação. Amém!


Autoria: Pedro Apolinário
Ex-Professor: Línguas Mortas e Modernas do Antigo, I.A.E.
Livro: Pesquisas Serôdias - Edição - Novembro de 1987.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Certeza da Salvação - Parte 1




Se um pastor perguntasse do púlpito:                                   Sim ( )
Tem você a certeza da salvação? Qual seria sua resposta? Não ( )
                       Diante da situação acima descrita, três procedimentos distintos poderiam ser observados numa congregação: 1. Poucos levantariam a mão confirmando sua plena certeza; 2. Alguns, ao analisar sua claudicante vida religiosa, teriam coragem de confessar que não tem certeza; 3. Um terceiro grupo hesitante, cheio de dúvidas, não se posicionaria nem de um lado nem de outros.
                      Trata-se, realmente, de um assunto delicado. Se por lado há alguns textos que dão ênfase à certeza presente da salvação, por outro há aqueles que parecem questionar tal certeza. Há pouco tempo um irmão me pediu que explicasse a seguinte declaração de Ellen G. White: “Não se deve ensinar aos que aceitam o salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão salvos. Isto é enganoso. Devem-se ensinar cada pessoa a acariciar esperança e fé; mas, mesmo quando nos entregamos a Cristo e sabemos que Ele nos aceita não estamos fora do alcance da tentação”. Parábolas de Jesus, pág. 155.
                       Outra declaração semelhante do Espírito de Profecia deveria ser citada: “Jamais devemos repousar num estado de satisfação, e deixar de fazer progresso, dizendo: ‘Estou salvo’. Se é entretida esta idéia, deixam de existir os motivos para a vigilância, a oração, o esforço sincero em seguir para frente, rumo de consecuções mais elevadas”. – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 314.

                       Existe base segura para uma solução convincente?
                       Antes de qualquer resposta, será útil fixar bem este princípio exegético: Nenhum verso da Bíblia ou declaração do Espírito de Profecia devem ser explicados fora do contexto.
          
                       Os dois trechos da pena inspirada acima citados, embora pareçam decisivos, só poderão ser bem compreendidos se estudados dentro do contexto e comparados com tudo o que Ellen G. White escreveu sobre a salvação.
                       É fácil observar que a citação de Parábolas de Jesus aparece no capítulo chamado “Um sinal de Grandeza”, onde são mencionados os contraditórios adoradores o publicano e o fariseu. A confiança própria do fariseu se assemelhava à jactância de Pedro “Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!” Marcos 14.29. O contexto de Mensagens Escolhidas é claro em mostrar o perigo da confiança própria, os que “repousam num estado de satisfação e deixam de fazer progresso”.
                       Nos dois trechos há uma clara condenação à doutrina Calvinista, muito defendida hoje ainda por alguns grupos evangélicos de que “Uma vez salvo, salvo para sempre”. Ao escrever estas declarações, a Sra. White não estava afirmando que havia qualquer virtude na insegurança, mas apenas se referindo aqueles que criam que, uma vez salvos, nada os poderia afastar desta posição.
                       É oportuna, para elucidar este assunto, a citação da nota da Lição da Escola Sabatina do dia 23.04.1986: “Precisamos evitar os dois erros geminados de negar a certeza e de ter falsa segurança... Negar a certeza é negar a realidade das promessas de Deus. Mas, o erro oposto é ter a falsa certeza por vezes expressa deste modo: Uma vez salvo, salvo para sempre”.
                       A certeza da Salvação nos pertence estando em Cristo, baseados na fidelidade das promessas de Deus, mas se escudada na fragilidade da confiança própria e nos falhos propósitos humanos, deve ser condenada com veemência, como fez Ellen G. White no caso de Pedro. Em outras palavras, enquanto mantivermos nossa ligação com Cristo, temos a certeza de Sua Salvação (João 10.29). Porém, se dEle nos afastarmos, não existe nenhuma certeza como nos indica Hebreus 6.4 a 6.
                       Como Igreja, defendemos a certeza da Salvação, mas para nós ela não tem o mesmo significado da expressão: “Uma vez salvo sempre salvo”.

                                              Plena Certeza

                                                        Alguns textos bíblicos comprovadores da certeza da salvação são os seguintes:
                       1. Jó 9.25 e 26: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus”.
                          2. Salmo 23.6: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor para todos sempre”.
                          3. Isaías 45.22: “Olhai para Mim, e sede salvos, vós, todos os termos da Terra, porque Eu sou Deus, e não há outro”.
                          4. João 5.24: “verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna”.
                          5. João 10.28: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais parecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da Minha mão”.
                          6. Atos 16.30 e 31: “Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa”. A resposta de Paulo e Silas à pergunta do carcereiro indica absoluta certeza na salvação que Cristo nos proporciona.
                          7. Romanos 8.16: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.
                          8. II Coríntios 1.22 e 5.5 nos afirmam que Deus nos outorga o penhor do Espírito. A palavra grega para penhor é arrabon [Promessa – garantia legal], significando no grego clássico o dinheiro pago com entrada ou primeira prestação para realizar um negócio. Tornou-se uma promessa ou garantia legal, que o devedor pagaria o restante. De modo idêntico ao nos convertermos, recebemos de Deus a dádiva do Espírito Santo como o penhor, a garantia, convicção, de que Deus com toda a certeza, no futuro, nos concederá nossa herança.
                          9. Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.
                          10. II Timóteo 1.12: “Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”.
                          11. Hebreus 11.1: “ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam a convicção de fatos que se não vêem”.

                          Outros trechos bíblicos poderiam se alistados, mas os onze citados são suficientes para desfazer qualquer dúvida que paire na mente de alguém.

Autor: Pedro Apolinário
Ex-Professor: Instituto Adventista de Ensino
Livro: Pesquisa Serôdia – págs. 11 a 15.