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sábado, 13 de julho de 2019

A limitação do homem

        


Todos os homens são limitados em alguma coisa. É óbvio o fato que homens não compreende de tudo. Para compreender algo é preciso estudo; mas existe ainda o mau entendimento, pois saber de algum assunto no sentido de ler não nos faz doutor do mesmo.

A questão de um brasileiro que fale e “escreva bem” o português também não irá determinar que este domine (no sentido de compreensão) o que está lendo; assim como um israelita que fale e “escreva bem” também não quer dizer que esteja entendendo o que está sendo lido (entendimento do autor).

Certa vez ouvi de uma pessoa que escutava um engenheiro falar: “Eu duvido que 90% das pessoas aqui estejam entendendo o que ele está dizendo.”

Muitas vezes acreditamos que aquilo que essa pessoa está relatando não tem sentido nenhum, e que não há lógica.

O problema se encontra muitas vezes em nós, uma vez que não temos a capacidade de compreensão que nosso interlocutor tem.

Existem barreiras para um sujeito que nunca leu ou ouviu (sentido pleno) de tal assunto. Devemos ter a capacidade de saber que o que nos parece confuso resulta na “intimidade” que não possuímos com o que ele nos expressa.
A questão apresentada nos fornece que o importante estará diante de um contexto que inicia ou finda nossa capacidade sobre o fundo do entendimento saber: “Nem tão pouco que não se possa brigar e nem tão longe que se possa reatar.” ¹

Se lermos esta frase solta ao vento não compreendemos o que ela nos quer exprimir. Podemos até supô-la, porém, não com certeza absoluta.

O contexto nos serve como parâmetro a fim de saber o real propósito do sentido da oração, pois Ulisses Guimarães estava referindo-se aos políticos.

Entretanto, não basta saber do contexto, mais ainda do seu significado, uma vez que o que aquele que exprime estará por vezes falando de outra coisa.

Agora imagine que você ler de um assunto num livro de biologia sobre uma composição do qual só ouviu falar neste, pois como entender de forma mais completa haja vista teve um encontro de dias ou alguns meses com tal assunto?

Mas mesmo isso que ingenuamente percebeu quando leu e ainda mesmo que tenha compreendido no campo da compreensão, ainda há um fator preponderante a destacar, qual o grau de sabedoria que carrega tal sujeito? Ele poderá estar envolvido sobre os reflexos do que aprendera ser correto, não no sentido pleno, contudo no grau que o ensinaram.

A sua certeza ao referido resultado em admitir tal argumento que agora almeja que todos saibam não se refere que estará exata.

Por exemplo: “Ruschuk, no Danúbio inferior, de onde cheguei ao mundo, era uma cidade maravilhosa para uma criança, e se eu disser que fica na Bulgária darei uma imagem incompleta dela, pois lá viviam pessoas das mais diferentes origens [...].” ²

O autor quer falar de uma cidade, entretanto não se resume em mostrar somente ela, visto lá compõe-se de vários sujeitos que mostra que ela é maior do que se possa admitir. Percebeu?

Ali na visão dele uma cidade com várias naturezas humanas resulta numa sociedade heterogênea.

A qualidade de pessoas diferentes poderá existir várias interpretações quanto na visão do que seja uma habitação como cidade.

A natureza de Jesus Cristo (Yeshua)

O professor Pedro Apolinário, era um mestre em várias línguas. Dizem que ele dominava profundamente o Hebraico e grego, e ainda conhecia na sua linguística, mais oito idiomas. Algumas línguas ainda usadas e cinco línguas mortas.

Pois bem, em seu estudo sobre a onipresença de Cristo (Apolinário 1987) pela editora Unasp (antigo IAE), reforça o texto da escritora White, onde se ler: “Embaraçado com a humanidade, Cristo não poderia estar em toda a parte como pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra.” ³

Se pegarmos essa citação como absoluta no sentido de realidade que Jesus Cristo não poderia estar em outro lugar, isso seria quase que um absurdo de entendimento.

O problema está em não lermos direito o texto, onde se diz: “humanidade”, isto é, como humano.

A humanidade estava limitada sobre os ditames de localidade e de objeto como matéria. Mas não como Deus (divindade).

Segundo Apolinário (1987), retrata que Jesus tinha uma missão a cumprir como homem, não podendo, portanto, usufruir pra si da sua natureza como Deus. “Limitado pela humanidade, Ele não poderia estar em toda parte, mas como divino, isto era perfeitamente possível.”4

“Cristo é Deus, pois o Novo Testamento assim denomina sete vezes (João 1.1; 20.28; Tito 2.13; Heb.1.8; IIPed.1.1; IJoão5.20; Rom. 9.5). Se é Deus é perfeito, logo não pode ganhar em nem perder nada.”4

Não acreditar que Jesus também não era composto de humanidade no sentido pleno é uma falta de lógica, pois como poderia se relacionar de forma concreta, uma vez que o divino na sua majestade e resplendor não pode aparecer ao homem?

“Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.” (Romanos 3.23).

A separação da divindade de Jesus quanto sujeito, não extingue sua forma de ser humano por completo. “Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.” (Gn.1.27).

Fazer um paralelo entre o homem e Jesus não quer dizer que ele fora criado. É só no sentido de semelhança como ser humano.

Essa ideia de que Jesus não tinha uma natureza humana por completo era proveniente de pagãos nos primórdios da igreja primitiva.

Não podemos acreditar só porque alguns eram israelitas que não pudessem aceitar heresias. Isso era comum na antiguidade.

Jesus veio para disseminar a verdade sobre às tradições e costumes impostos por homens que fomentaram dogmas errôneos aos seus seguidores.

Na ressurreição de Jesus ele quando aparece para Pedro e depois aos doze apóstolos, apareceu em forma humana. (I Coríntios 15.5).

Paulo faz uma analogia quanto o fato de Jesus ter sido ressuscitado em forma humana, pois fala da ressurreição de mortos e vida para os judeus; e como sabemos se Jesus tivesse ressuscitado em glória não poderia ter-se apresentado aos discípulos. (I Coríntios 15.12 e 13).

Devemos entender que Paulo estava falando não somente a classe dos judeus, mas dos gregos, que geralmente não acreditavam na ressurreição dos mortos; logo não cria que um corpo em estado de putrefação pudesse voltar a vida como ser humano novamente.

Percebeu a relação de um estado inerte, visto um corpo morto não faz nada, e um que movimentasse no sentido absoluto? Pois bem, assim está sobre o “enigma”, isto é, da glória e humana, a forma de ser divino na sua totalidade não quer dizer que ele não poderia ser humano por completo.

A maior prova que Jesus Cristo tinha uma carne como todo ser humano está no fato de Paulo dizer aos coríntios: “Os seres humanos têm um tipo de carne [...]”. (verso 39). Paulo faz uma analogia dentro do contexto sobre o corpos de carnes, mas dentro de uma estrutura mais completa ele está fazendo um paralelismo sobre o aspecto de igualdade de Cristo com o ser humano, uma vez que usa expressamente o termo, “corpos terrestres e corpos celestes”, dando um entendimento que mesmo Jesus sendo divino sua revelação também era ligada ao humano.

Claro que eu sei que ele estava falando sobre a ressurreição, mas isso não tira o fato de comparação de Jesus com a humanidade.

A ressurreição que Paulo estava falando em relação à compreensão deles eram com referência à uma mudança por completo quando fosse ao céu, porém, isso não mudaria se for com relação na ressurreição terrestre, visto quando Lázaro foi ressuscitado veio em forma humana de novo – corpo e alma.

A alma não é o sangue, mas o homem por completo, isto é, toda a matéria – carne, ossos, órgãos, sangue etc.

“A alma que pecar, essa morrerá”. Se alma fosse um espírito ou sangue não poderia pecar. O espírito e o sangue só possuem vida quando dentro de uma matéria – o corpo.

Não podemos querer acreditar que só o sangue forma a vida, pois a questão é mais que complexa. A vida com relação ao sangue é determinada sobre o fato de quando fora do homem ele morre, porém, o homem pode morrer de outra forma – no caso, uma doença.

A relação do sangue com a vida está envolvida num sistema sobre o fato de salvação.

Veja que o trabalho de Hooke, sobre Citologia (estudo das células) levou outros cientistas como Matthias Schleiden (1804-1881), e Theodor Schwann (1810-1882), que desenvolveram a teoria celular do qual “Todos os seres vivos são formados por células”. “As células são, portanto, as unidades morfológicas e funcionais de seres vivos.” 5

Você consegue enxergar que existem mais complexidades na vida que possamos admitir? A morfologia é uma retratação da origem ou tratado da estrutura da significação ou da classificação. No caso aqui das células. 6

Então mesmo que queremos salientar sobre vida sendo somente sangue é um erro, uma vez que existe um enredamento imenso nele.

Judas beijou Jesus na carne;

Jesus ressuscitou em carne;


Tadeu quis tocar em Jesus na carne.

Portanto, afirmar que Jesus não era homem em carne, ou seja, vida em si, é um erro gravíssimo.

A vida não é resumida em somente sangue. O sangue era uma representação da vida, mas não a vida em si.

O oferecimento dos animais em sacrifício a fim de expiar o homem dos pecados, era somente um simbolismo de uma representação dAquele (Jesus), que iria morrer em prol do homem. O sangue de fato representa a vida no sentido que sem ele o homem não pode viver, mas isso não significa que ele é a vida. Ele retrata a vida no homem, mas não o homem vida.

Alguém tem a capacidade de afirmar concretamente que os anjos têm sangue? Os anjos são compostos de corpos celestiais, contudo, haverá quem me diga que a vida deles são o resultado de terem sangue em si?

Alguém pode dá a certeza que os ressurretos terão sangue?
 
Analise o que Jesus diz sobre corpo e sangue no sentido simbólico.

Ele em Mateus 26.26 alega que o pão é o corpo e o vinho seu sangue. Ora, claro que isso é metafórico, pois não há como afirmar a relação concretamente de formas entre os citados serem iguais em estruturas.

Portanto, isso somente retrata de uma aliança de restauração de renovação de vida quanto expiação aos pecados humanos.

Mas poderia existir vida num corpo sem sangue? Sim. Alguém já presenciou sangue nas formigas, nas plantas e alguns tipos de insetos? Eu ainda não conheço!

Toda essa forma de interpretação está ligada ao fato de uma constância relacionada ao mal.

O mal se distingue da dor que traria para humanidade quando esta, fora aceita. O mal é uma iniquidade, é uma resistência que fixa num paradoxo da bondade de Deus.

Para provar que o mal não é bom, Deus teria que fazer algo sobre o aspecto de transformação na estrutura humana e dá-lhe algo que intermediaria toda a sua vida – o sangue.

Porém, quanto, veja que às bactérias têm vida em si, mas não são compostas de sangue. Ela pode adentrar-se no homem, mas não possuem sangue. Portanto, nelas a vida não significa ser composta de sangue para viver, uma vez que vivem sem eles.

A raiva por exemplo é provinda de uma bactéria que ataca os cães e em contato com o homem pode atingi-los de igual modo. O bom disso tudo foi a descoberta para combate-las na segunda metade do século XIX pelo francês Pasteur, que descobrira a vacina contra tal moléstia. 7

 Claro que não quero ser ingênuo quando se trata de homens, isto é, seres racionais, entretanto não se trata somente de vidas neles, mas se a preposição do assunto tratado é a pura verdade.

“Entender uma proposição significa saber o que é o caso se ela for verdadeira. (Pode-se, pois, entendê-la e não saber se é verdadeira.) Entende-se a proposição caso se entendam suas partes constituintes”. 8

Eu vejo ainda que nós precisamos compreender com mais fundamento alguns conceitos, mas o que nos falta muitas vezes é o básico, não no sentido de conhecimento daquela matéria que queremos defende-la, porém, mais saber em outros campos.

O professor Olavo de Carvalho em um dos seus vídeos no youtube defende isso e concordo com ele.

Quando vejo algumas pessoas falarem de coisas bíblicas que fogem o sentido concreto do acerto; logo sei que lhe faltou ciência (estudos em outros campos), sei que existe algo errado nessa resposta do locutor.

Não estou dizendo que conheço tudo, mas ao menos devemos saber do básico. O professor Olavo de Carvalho defende que o homem para não ser um ignorante por completo deve ao menos conhecer sobre alguns elementos básicos do conhecimento a fim de poder atender aos objetivos que envolve uma sociedade.

A acredito que uma das formas que podemos considerar como fator que pode nos desenvolver na área cultura está na educação.

A própria administração da igreja adventista para aqueles que não conhecem, trabalha incansavelmente sobre esse aspecto quanto no estabelecimento de escolas para formar cidadãos conscientes no que se refere ao conhecimento.

“Que se crie, por meio de generosas contribuições, um fundo para o estabelecimento de escolas destinadas ao desenvolvimento da obra educativa, e que estas, se necessário, venham antes que as próprias igrejas.” (WHITE, 2007e, p.46) 9

Quando se dizia antigamente, “os adventistas é o povo da Bíblia”, em certo sentido tinham razões para se acreditarem nisso, visto não eram somente estudantes da dela, mais ainda outros tópicos educacionais através das suas escolas.

A ciência e a igreja (sentido religioso), só se separaram em trezentos anos passados, então foi que se dissolveram e cada um foi para um lado, mas isso não significa que a religião deixou de acreditar nela; só um pouco com mais de cautela.

Não se pode deixar de acreditar na ciência de verdade, pois isso seria uma contradição de pensamento e não haveria lógica nisso.

A ciência inventou tantas coisas que nos são boas para nossa vida, não é verdade? Por exemplo: a máquina fotográfica.

E cada dia vemos que às máquinas fotográficas tomam mais e mais pixels a fim que tenhamos mais resolução nas imagens.

1 pixel equivale igual a 1 ponto que compõe uma imagem; 1 megapixel é igual 1.000.000 (um milhão) de pixels.

“Quando dizemos que uma câmera digital possui a resolução de 5 megapixels significa que ela tira fotos e grava clipes de vídeos de até 5.000.000 x 5.000.000 pixels (altura e largura), ou seja, uma imagem enorme.” 10

Hoje alguém em dia consegue viver sem elas? Quase impossível haja vista queremos registrar tudo ao nosso redor: Nossa família, o crescimento dos nossos filhos, plantas, comidas, coisas etc., nada passa despercebidos aos nossos olhos.

A tecnologia segue da sua importância dentro de um contexto social, assim como a verdade que ela representa fundamentada na sua existência de nos servir.

Compreendemos bem o que seja tirar uma foto, pois a máquina que adquirimos faz esse trabalho por nós, mas não conhecemos no sentido absoluto como ela funciona (seu maquinário).

Portanto, para que possamos conhece-la muito bem em função de toda à sua estrutura teremos que estuda-la por completo.

Assim, também àqueles que se posicionam falar sobre o ensino bíblico, somos obrigados em no mínimo saber quem era aquela sociedade, seu contexto, sua cultura etc., etc., etc.

Sabemos não ser fácil tal posicionamento, porque isso envolve tantas matérias que permeavam o outrora.

O que não podemos é viver sobre a subjetividade, isto é, determinar como absoluto aquilo que não existia sobre o pensamento dos antigos.

Ora, temos que admitir que por exemplo, o apóstolo Paulo quando viajava estava enfrentando outros povos, portanto, outras formas de aceitação cultural e religiosa.

Devemos entender que o paralelismo que Paulo fazia não queria dizer também que ele estava concordando com o povo daquela região. Paulo pregava para doutos, ignorantes e filósofos. Então ele teria que envolver-se com todos no sentido amplo.

O apóstolo Paulo tinha autoridade para pregar a verdadeira mensagem, uma vez que foi incumbido pelo próprio Jesus a fazê-lo.

Somos obrigados tu e eu pra atender há alguns ditames da sabedoria de alguns que nos seus estudos adentraram mais no conhecimento. Não que isso seja um fato de concretização, mas ao menos sobre o fato de experiência adquirida através de anos de estudo.

Lemos em Isaías uma determinação que o rei da Assíria viria e raparia cabelos, barbas e pelos do corpo de todos. (Isaías 6.20). Mas há religião que não admite que o homem use barba. Eles acreditam ser símbolo do pecado. Congregação Cristã;

Há outra que crer que Jesus não é filho de Deus, e, portanto, Deus também não é na sua essência, foi criado. Testemunha de Jeová;

Há religião que acredita que Jesus era um profeta, mas filho de Deus, não. Muçulmanos;

Há quem acredite, religião, que não crer em Deus. O budismo;

Há quem acredite, religião, que existem vários deuses. O hinduísmo;

Há quem acredite, isto é, religião, que existe outro testamento de Jesus Cristo, chamado o livro de mórmon. Os mórmons;

Há quem acredite, na religião, quem adore estátuas e imagens símbolos de santos que provocam milagres. Os católicos e espíritas (mais umbandistas);

Há que acredite, religião, que acredita que o Espírito Santo é uma força ou poder. Os pentecostais;

Há que acredite, religião, que “uma vez salvo, salvo para sempre.” Os calvinistas.

Embora todas essas religiões possam ter membros fiéis, isto é, pessoas sinceras quanto convertidas, isso não quer dizer que elas estejam certas quando se refere ao estudo correto das Escrituras Sagradas. Eu que sou um leigo, mas estudante dos textos sagrados poderia refutá-los um a um.

Claro que admito não conhecer tudo que a Palavra de Deus invoca nos seus escritos, mas o mínimo para ser contra isso podemos possuir.

Poderíamos para finalizar deixar uma pergunta no ar, “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida, e o homem foi feito alma vivente.” (Gn.2.7), alguém ver aí uma vida existente com sangue, ou com fôlego? O sangue veio na criação ou surgiu após o pecado? A composição da formação do homem, era mortal ou imortal? Dado os elementos da sua formação: barro e sopro, o sangue veio depois para redimi-lo do pecado, e porquê isso?

Termino com uma citação de morte e não de vida, dando a isso tudo o simbolismo que não podemos afirmar categoricamente que o sangue é vida por completo, no sentido absoluto que torna o homem um ser vivente.

“E o segundo anjo derramou a sua salva no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda alma vivente.” (Apocalipse 16.3).

E agora, é o sangue vida ou a água que nos fornece vida? Uma limitação de vida no homem - Até mais! [G].

Referências
1)    DIMENSTEIN, Gilberto, As armadilhas do poder, p.44, 1990;

2)    CANNETI, Elias, A língua absolvida, p.12, 1987;

3)    APOLINÁRIO, Pedro, Pesquisas Serôdias, p.1, 1987;

4)    APOLINÁRIO, Pedro, Pesquisas Serôdias, p.3, 1987;

5)    LOPES, Sônia, Biologia – Volume único/Sônia Lopes, Sergio Rosso. – 1ed. – SP. Saraiva, 2005;

6)    LUFT, Cellon Pedro, Minidicionário Luft, p.467, 2000;

7)    HOLANDA, Sergio Buarque de, História do Brasil, área de estudos sociais, p. 56, 1971;

8)     SANTOS, Luiz Henrique Lopes dos, Tractatus Logico-philasophicus, p.169, 1994, trad. Ciência & Vida – Filosofia Especial, p.46, S/D;

9)    MENSLIN, Douglas, Educação Adventista 120 anos, p.28, 1967, trad. 2015;

10)                     MIYAGUSKU, Renata Hiromi Minami, Curso prático em fotografia digital com Cd, p. 16, 2007.

 Um blog abaixo da média, mas desafiando a lógica.
http://igrejaremanescente-igrejaremanescente.blogspot.com.br/* Serão permitida reprodução total quanto parcial, onde poder ser incluídos textos, imagens e desenhos, para qualquer meio, para sistema gráficos, fotográficos, etc., sendo que, sua cópia não seja modificada nem tão pouca alterada sua forma de interpretação, dando fonte e autor do mesmo. P.Galhardo.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Bispo que CHUTOU"santa"do gesso oco fala sobre PROCESSOS na Justiça e RI...

O pecado não está na casa de Deus porquê não é a casa de Deus, são Igrejas.#DesafiandoaLógica




Um blog abaixo da média, mas desafiando a lógica.



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domingo, 24 de janeiro de 2016

Do Judaísmo ao Cristianismo


O povo judeu viveu de há muito em febre. Os desastres o exílio, haviam-no concentrado em si próprio, na lembrança de sua glória antiga e na esperança, alimentada pela sua história e pela sua fé, de um triunfo final. Sabia que o seu deus não o abandonaria ao inferno social. A obra dos Macabeus podia desmoronar; a vinda do Messias flutuava nos seus sonhos áridos, do Messias que, precedido por Elias, libertaria Jerusalém, estabeleceria o seu reino terrestre. Essa expectativa, que impregnava todo o pensamento judeu, exteriorizava-se periodicamente em revoltas violentas contra o poder romano, revoltas sempre esmagadoras. A maioria dos que contavam com a aparição do Messias representavam-no, com efeito, sob a forma de um libertador expulsando o estrangeiro. O gosto materialista de Israel reaparece aqui como um gerador de desordens. Um grupo de devotos, os Zelotes, incitava à insurreição. Outros como os fariseus, estritos observadores da lei, casuístas sutis, extremamente influentes em Jerusalém, reprovavam tais agitadores, esmagados quase no mesmo instante em que surgiam e que se julgavam os atores da tragédia em preparo. Os empreendimentos falidos, como o de Judá, o Gaulonita, nem por isso deixavam os redobrar a fé na ação que, um dia, receberia o apoio divino. Discussões especiosas nas Sinagogas, agitação na rua, sopro ardente nos corações. Assim condenava-se a atmosfera, exaltante, carregada de irritação e de pressentimentos, por vezes atravessada por choques de armas.

Jesus empreendeu a sua pregação por volta do trigésimo ano da era que devia datar dele. Recebera o batismo de João, a quem designará como Elias ressuscitado. O que dele sabemos encontra-se nos Evangelhos e nas Epístolas de Paulo, mas sendo essas obras antes de edificação do que biográficas, não nos permitem dar um relato cronológico de sua vida. Que encontramos nelas, contudo?

Ele pregava o Reino de Deus. Pregava um Deus de amor após um Deus de justiça. Trazia a revelação do grande dever humano, honrar a Deus pela pureza da vida interior, considerar a Deus como um Pai e os homens como irmãos. Quebrava assim o formalismo, o temor e o ódio. Abordava aliás todos os problemas não mais sob o ângulo nacional, mas de um ponto de vista universal. Tendo consciência de sua vocação messiânica, destruía o quadro convencional desenhado pelos Profetas. Os judeus esperavam o aniquilamento das legiões romanas e eis que ele dizia: “Bem aventurados os pacificadores”. E recomendava que se pagasse o tributo a César. Os judeus imaginavam uma Jerusalém transfigurada, transformada na capital do mundo, e a ressurreição dos justos de Israel. E eis que ele chamava todas as nações a compartilhar da boa palavra, bebia a água tirada para samaritana, profetizava a ruina do Templo. E o velho sonho materialista de Israel, era espiritualizado por ele.

Jesus expunha a nova fé em parábolas que encantavam gerações. Acompanhado de doze apóstolos escolhidos dentre pescadores e gente humilde da terra de Tiberíades, andava pelas estradas, falava nas Sinagogas, de preferência nos sábados como era seu costume. (Lucas 4.16), entrava nas casas de amigos pobres, comia com os publicanos, e o lírio, a barca, a vinha, tudo lhe dava pretexto para lições que abriam perspectivas morais infinitas. Mostrava no Samaritano o verdadeiro próximo, no pobre Lázaro o beneficiário da bondade de Deus. Uma inimitável poesia mantêm nos seus discursos uma infinita frescura. A história do filho pródigo deve ter amolecido hora dissipado muitos temores, e as lâmpadas das virgens prudentes e das virgens loucas dançam ainda, símbolo delicioso, na imaginação dos homens. Cenas rápidas cunharam durante séculos vivos imagens a ressurreição da filha de Jairo, o perdão a adultera, a benção ao óbolo da viúva, a permissão a Maria Madalena de esparzir sobre os seus pés uma urna de perfumes. Mas, do mesmo tempo, ergueu-se com uma energia tremenda contra o rigorismo míope, contra a interpretação estreita do sabat, exaltava os pobres, condenava os ricos, expulsava o supremo julgamento e a sua própria volta próximas sobre as nuvens para julgar os homens.

Entretanto a sua pregação comoveu os sacerdotes e certos grupos judeus. Vindo a Jerusalém, entrou na cidade montado num jumento, rodeado de seus discípulos levando palmas e exclamando: “Hosana ao Filho de Davi!”. Traído por um de seus discípulos, Judas Iscariotes, foi entregue no Samedrim.  Condenado à morte pelo grão-sacerdote, Caifás, teve a condenação ratificada por Pôncios Pilatos, procurador da Judéia, delegado da autoridade romana. Foi crucificado entre dois ladrões. Os discípulos assustados fugiram. Mas algumas mulheres que tinham ido ao amanhecer do primeiro dia da semana ao túmulo encontraram-no vazio. Maria Madalena avistou-o primeiro então em pessoa, de pé no jardim e exclamou: “Rabi (Mestre)”. A história acabava de transformar-se.

A crítica moderna estudou minuciosamente os Evangelhos. Citaremos aqui apenas os representantes mais autorizados da exegese francesa. Nas escolas ortodoxas, o padre de Grandmaison e o padre Lagrange trouxeram um rejuvenescimento de método, mantendo a tradição católica. Guignebert e Loisy, que encarnam a escola radical, não aceitam praticamente como históricas no relato dos Evangelhos senão a prisão e a crucifixão de Jesus, sem, aliás, poupar suas reservas. Goguel, da escola protestante, munido de vasta erudição, atribui aos textos evangélicos maior solidez. Por outro lado, numa tese concisa, argumentando com a carência dos testemunhos contemporâneos do início do Cristianismo, o Dr. P. L. Couchoud concluiu pela não historicidade de Jesus, que seria um deus progressivamente humanizado. “Deixemos o homem, escreve ele, conservemos o deus”.

Dado o ensinamento de Cristo, como nasceu a Igreja? Convém determo-nos aqui na obra de Paulo, que desempenhou um papel predominante no seu preparo pela elaboração da doutrina de Cruz e pela pregação do Evangelho aos gentios.

Saulo, originário de Tarso e que após a conversão devia adotar o nome de Paulo, começou perseguindo os cristãos, para depois transformar-se por completo, graças a uma visão que fulminou na estrada de Damasco. Infatigável pregador do Evangelho percorreu a Ásia Menor, a Grécia, foi a Roma, escreveu numerosas e substanciais epístolas às primeiras comunidades cristãs e forneceu assim documentos da mais alta importância sobre as horas iniciais do Cristianismo.

Foi o Apóstolo do amor de Cristo da justificação pela fé. Efetuou a ruptura entre a Lei mosaica, que considerava destruída pela morte de Jesus, e a nova Lei, entre todo o velho formalismo ritual e a nova instauração da vida interior. A sua doutrina, apoiada no pecado original e na redenção, preparou as teses da teologia futura. O Cristo nasceu, sofreu e morreu pelos homens. Por ele o homem já pode salvar-se unindo-se ao seu sacrifício, não mais pelos méritos, pelas obras, como anteriormente ao drama do Calvário, mas pela sua fé na redenção. Essa fé necessária e suficiente nos é gratuitamente concedida por Deus. União do homem e do Cristo: é preciso que o homem viva em Cristo, ressuscite em Cristo: “Eu vivo, exclama ele, não: é o Cristo que vivem em mim”. Seremos salvos pela Caridade (amor) e pela Cruz.

Mas se a fé judia é ab-rogada, a nova lei deve ser pregada a todas as nações. Paulo choca-se aqui contra a comunidade de Jerusalém, presa a certas práticas judias. Mas dirige-se ousadamente aos pagãos, anuncia-lhes a boa nova. A hora é favorável. Essa lebre messiânica, que torturava Israel, ardia, com muito pouca diferença, em todo o mundo mediterrânico. A multidão dos homens, cansada de tantos transtornos, carregada de tantas experiências religiosas, esperava um salvador. Os pagãos inclinavam-se de boa mente para uma espécie de monoteísmo, para as religiões de salvação que lhes eram oferecidas pelo Oriente. Um salvador? Pois não se tinha outorgado esse título a Augusto? O terreno parecia, aliás, mais propício entre os povos politeístas que entre os judeus. A ideia de um homem filho de Deus devia chocar os judeus, cujo monoteísmo sempre se mostrou muito sensível e desconfiado. Os pagãos, ao contrário, impregnados se que um deus tivesse um filho entre os homens. Por outro lado, a própria pessoa de Cristo trazia um elemento de claridade: os deuses de salvação das religiões orientais pertenciam à lenda, suas aventuras humanas mesclavam-se às de Deméter ou de Osíris. Qual era a sua realidade? Ora, desta vez tratava-se de um deus que os pregadores tinham visto que havia conversado com amigos ainda vivos, e que presenciavam os milagres que fazia. Quantos dentre os pagãos, os humildes, escravos emocionados pela condenação do mal rico, ouviam sem surpresa e com simpatia. Paulo de Tarso, esse homenzinho enfermiço e ardente, fabricante de violência e de gênio, que lhes levava o nome, a lembrança imediata, o próprio rosto desse “deus desconhecido” que adoravam até então sem conhecer?

A nova religião cresceu vigorosamente, mas para seus fieis agrupados em pequenas comunidades tratava-se de um simples preparo piedoso para a próxima vinda do juiz. Entretanto os anos passaram, o Cristo não aparecia nas nuvens. Foi preciso edificar um sistema, construir uma Igreja, esperar com paciência a aparição sempre adiada. E essa Igreja, avançando nos séculos, foi despedaçada pelas cismas.

Houve no princípio um período bastante longo de especulações metafísico. Importantes problemas, que não se apresentavam ao espírito dos que consideravam iminente o fim do mundo, propuseram-se desde o século II. Os dogmas começaram a ser elaborados no interior dos Concílios. Um dos grandes teólogos da época foi Santo Agostinho, que sublinhou o interesse de questões fundamentais, como a da graça.  Nossa atmosfera de discursões especulativas o primeiro cisma devia naturalmente proceder de uma querela de teologia pura. Na realidade tratava-se, nas dissensões que se agravaram sem cessar entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente, de uma oposição profunda de caráter. Em face da Igreja de Roma, organizadora, herdeira das tradições do Império, hábil nos precisões jurídicas, os gregos afiguravam-se eternos discutidores, apaixonados por uma dialética infatigável. Por outro lado, a transferência para Constantinopla da sede do Império, inclinara-os a considerar que a autoridade religiosa se deslocara ao mesmo tempo em que o poder civil. Censuravam a Roma, no curso de pequenas escaramuças, o fato de impor o celibato aos padres, de não cantar Aleluia durante a quaresma de comer pães dízimos; mas a ruptura foi consumada quando se recusaram a admitir, como os latinos, que o Espírito Santo procedia a um tempo do Pai e do Filho. Leão IX lançou o anátema sobre Miguel Cerularius, patriarca de Constantinopla; e seus legados, tenho posto o ato de excomunhão sobre o altar de Santa Sofia, sacudiram suas sandálias sobre em lajes da soleira exclamando: “Deus nos julgue!”.

A Igreja ortodoxa, separada assim da Igreja romana, estabeleceu uma hierarquia, uma disciplina que lhes são próprias. Substitui a autoridade única do Papa, pela responsabilidade dividida do Concílio ecumênico. Os quatro patriarcas de Constantinopla de Alexandria, de Antioquia e de Jerusalém dirigem o conjunto dos fieis. Do ponto de vista essencial, e da doutrina, concede que a salvação pode-se adquirir pelas obras, mas elimina a intercessão dos santos e a venda de indulgências. Conserva os mesmos sacramentos da Igreja romana, mas distribui a Eucaristia sob as duas espécies. Do pondo de vista disciplinar, aceita o matrimônio dos padres, mas proíbe-lhes segundas núpcias, e reconhece a instituição monástica. Do ponto de vista litúrgico, por fim, emprega nas cerimônias a língua nacional. Originava-se, pois, de um cisma que se baseava, sobretudo numa questão de forma.

Os eventos políticos, a conquista turca, embaraçaram o seu desenvolvimento nos países de onde provinha. Por outro lado, estendeu-se à Bulgária; à Sérvia, à Rússia. Muito conservadora, prolongando ritos muito antigos em cerimônias suntuosas, e como que imobilizada no seu hieratismo, apresenta-se faustosa e um pouco estática.

A Idade Média – infelizmente atravancada pelas fogueiras, pelas torturas, pelas superstições, mas que realizou por um momento essa grande pátria espiritual que foi a cristandade – viu-se atravessada por duas correntes profundas; uma que representam um vasto esforço intelectual, outra, que desabrochou numa imensa efusão de coração.

O movimento intelectual manifestou-se primeiro por uma tentativa de compromisso entre a livre pesquisa e a fé, depois, um pouco mais tarde, por uma tentativa de síntese da filosofia antiga e do dogma. Escoto Erígenes, no século XI Santo Anselmo empenhou-se em dar da existência de Deus uma prova racional que ficou célebre. Mas o grande nome que surgiu da multidão dos teólogos medievais é o de São Tomás de Aquino (1227-1274), que tentou fundir o dogma e a doutrina de Aristóteles. A sua obra principal é constituída pela Suma Teológica. Graças a uma dialética hábil concilia com o pensamento cristão certos princípios do aristotelismo, utiliza teorias árabes e judias, enriquece assim a teologia (no sentido de conhecimento) com uma contribuição filosófica da considerável importância.

O movimento místico foi coletivamente representado pela criação das grandes ordens monásticas e, individualmente, por mestres eminentes da ascese São Francisco de Assis brilhou como uma pura chama de amor divino, espécie de Cristo da Idade Média, é uma das figuras mais emocionantes da humanidade esse monge extático que recebeu no Monte Alverne os estigmas do Crucificado e que reabriu, naquele tempo de silogismos, as fontes já tanto tempo, secas da natureza. É preciso também citar o iniciador do misticismo alemão. Mestre Eckart (1266-1327), que tendia para a união com Deus pelo método intelectual. Ruysbroeck, o Admirável (1505-1582), há um tempo religiosa transbordante de êxtase e organizadora dotada de um senso prático incomum; São João da Cruz (1542-1591), que falou admiravelmente das provas e do triunfo, da noite da alma e da união com Deus. Deve-se ainda evocar os monges que, nos claustros, esparziam a própria alma aos pés sangrentos do Salvador. Assim, simbolizando os dois altos aspectos dessa época a voz de Tomás de Aquino, elevava-se, no pleno fulgor da escolástica, na Universidade de Paris e, num crescúpulo do século XVI, a Imitação de Cristo, acendia a sua lâmpada doce e melancólica.

Enquanto isso, a Igreja resvalava para abusos administrativos e escândalos interiores. As lutas dos Papas e antipapas, o tráfico das indulgências, o brilho pouco apostólico da corte pontifical exigiam uma reforma. Roma prometeu-a. Mas foi Lutero quem a provocou.
Monge agostiniano, penetrado da doutrina de Paulo, Lutero entrou em conflito com o papado a propósito da venda de indulgências. Ardente, de uma audácia pujante, de uma eloquência fogosa, alentada e rude, era temível tanto pela mística como pela especulação. Favorecido por uma decadência do papado, pela lassidão de uma escolástica esgotada, pela atenção dada ao estudo da Bíblia, pelo desejo de Independência dos príncipes, o seu debate com Roma alargou-se num conflito geral visando à própria Igreja. Degradado e banido. Lutero opôs uma nova doutrina à oficial, levantando um enorme movimento de opinião.

Segundo ele, Roma havia se desviado da doutrina do Cristo. A seu ver a autoridade pessoal do fiel devia substituir a autoridade geral da Igreja, a ciência religiosa não se encontrava nas decisões pontificais – estava toda contida na Bíblia. Pregou a justificação pela fé, condenou a instituição monástica, fundada na justificação pelas obras, bem como as indulgências, o purgatório, a intercessão dos santos. Não reconhecia à escolástica a direito de controlar a fé pela razão. Conservou como sacramentos o batismo e a Eucaristia, em que o corpo e o sangue de Cristo se mesclavam ao pão e ao vinho sem os suprimir. Assim decretou o individualismo da fé e a primazia das Escrituras Sagradas. Era uma cisma sobre os problemas de fundo.

Calvino foi à outra grande figura da Reforma, mais sombrio, mais absoluto. Insistiu sobre o dogma da predestinação, declarou que a Eucaristia não passa de símbolo de Cristo.

Para combater a Reforma, o Concílio de Trento (1546-1563) empreendeu uma definição completa do dogma. O Protestantismo, de essência individualista, evoluiu necessariamente em múltiplos santos (santidade); culto, espírito, tudo nele se opõe ao Catolicismo. Aquele que, tendo visitado as resplandecentes igrejas italianas, sobe as ruelas de Genebra, tão evocadoras do passado, e penetra na catedral de São Pedro, nesse templo grave e num, sente profundamente que penetrou num outro mundo.

A Igreja católica prosseguiu no seu desenvolvimento próprio, acentuando o seu espírito de autoridade (Syllabus, infabilidade pontifical), o seu caráter de universalidade (consagração dos bispos e cor) e, sobretudo desde Leão XVII, a sua política social. No decorrer de cada século, teve de preservar a sua doutrina contra dissensões internas ou ataques externos; no século XVII contra o jansenismo no XVIII contra a filosofia enciclopedista, no XIX, contra o liberalismo. A última tendência que a ameaça na sua integridade foi, no início deste século, a do modernismo, que repousava nos dois princípios da evolução e do simbolismo. Os modernistas reviram tudo o conhecimento do divino e a própria história da Igreja, achava que em caso de conflito entre a tradição cristã e a ciências modernas, era preciso adaptar a tradição a ciência. Essa heresia intelectual foi condenada por Pio X.

Como para realizar a profecia do seu fundador o Cristianismo foi diversamente julgado: Clemente referiu-se da tribuna a “ênfase grande fenômeno do Cristianismo que atravanca a história”, enquanto Taine viu nele o par de asas indispensáveis ao homem para elevar-se acima da terra. O quadro deste estudo exclui semelhante debate. Mas, além de Tomás de Aquino e de Ruysbroeck, o Admirável, além de Miguel Cerularius e de Lutero, além das divisões doutrinárias, e a própria personalidade de Jesus que dá toda a força e todo o sentido a esse vasto movimento religioso. Deixou o Cristo, a milhões de fieis, uma regra moral, uma luz de eternidade. Deixou à humanidade inteira uma visão do Filho do Homem, sentado à beira do poço de Jacó, anunciando a Samaritana a instauração do culto puro e da adoração do Pai em espírito e em verdade.

Nota: A Igreja é uma construção feita pelo homem, à verdadeira Igreja, somos nós que o Pai procura. 




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http://igrejaremanescente-igrejaremanescente.blogspot.com.br/* Serão permitida reprodução total quanto parcial, onde poder ser incluídos textos, imagens e desenhos, para qualquer meio, para sistema gráficos, fotográficos, etc., sendo que, sua cópia não seja modificada nem tão pouca alterada sua forma de interpretação, dando fonte e autor do mesmo. P.Galhardo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Homens pecadores, nas trevas – mamando na teta.

Post: Eu gosto de usar máscara porque ninguém pode me ver como sou realmente. Mamando na teta.

Quando não sabemos dos pecados não percebemos nossa culpa, mas quando estes são-nos revelados entendemos nossa culpa.
Entendo que todos nós carecemos da glória de Deus uma vez que somos pecadores. Temos pecados por todos os lados, não há quem não tenha!

Outro dia escutei que não devemos apontar o pecado dos outros, pois se temos também, então não seria lógico não relatar o de ninguém.

Ok! Concordo que não somos Deus para acusar ninguém! Mas há uma diferença, em apontar e relatar que aquilo não faz bem pra nós. Outra coisa, é que existem variantes de pecados; isto é, uns para morte e outros não.

Por mais que queiramos escapar de erros, não existe quem possa alcançar perfeição nos seus atos. Porém, tentar não custa nada!    
Sempre queremos benefícios para nos sentir satisfeitos. Se trabalharmos para uma empresa grande e ganhamos muito bem, mesmo que ela cometa erros, não nos fazemos incomodados uma vez que nos beneficiamos da sua remuneração que enche nossos bolsos.

Veja bem: se trabalhamos com um produto, ou seja, somos uma fábrica, temos despesas em todos os campos e isso é verdade. Entretanto, conhecemos seu produto, sabemos que ele nos será bem-vindo porque usufruirmos o que ela nos oferece; mas ela vende do seu comercio para obter lucro, e isso é um fato. O problema tá quando ela não só nos beneficia com eles, no entanto, seu lucro é exagerado.

Ela almeja conceder ajuda aos seus funcionários onde exerce influência constante. Podemos dizer que nela existem duas naturezas de trabalho: lucro e benefício (trevas e luz).

Ela concede; esconde; dada sua ajuda aos seus funcionários; seu lucro exacerbado; mesmo que eles percebam; não se incomodam uma vez que estão tendo benfeitorias.

Pobre natureza humana, da qual, com a mesma resolução utiliza-se do pecado dela que a si interage.

Não deixa de ser pecado seu lucro e pecador aqueles que estão sendo indiferentes.

Somos que nem uma planta que para ficarmos em pé, precisamos das raízes que nos sustentem, nem que para isso, ela tenha algum tipo de vermes.

Observe que aqui não estou alegando diretamente que as empresas não devam ter lucros, mas minha inferência serve hipoteticamente com exemplo a fim de definir o pecado que em nós habita.

Sinceramente fica muito difícil não fazer jus ao pecado que vemos por todos os lados, não dizermos absolutamente nada. Podemos aponta-lo, contudo não apontar diretamente a pessoa, pois somos os mesmos que cometemos.

Há um grande abalo no íntimo se não mostrar onde se encontra os erros existentes na atualidade contemporânea, porque então poderemos supor que tudo nos faz permitido para nossa vida – coisa que não é verdade.

O dilema preocupante está em acharmos que nos fazemos melhores que as outras pessoas, onde sabemos que em nós existem coisas obscuras, ou seja, pecadinhos escondidos.

Sabe aquele jeitinho que somente nós conhecemos? O provar de uma frutinha num supermercado achando que não faz nada demais, sem nos darmos conta que se todos provarem das uvas dá um grande prejuízo no montante somado? Pois é... São muitos deles!

Procedemos como queremos porque devido às circunstâncias nos fazemos grandes.

É uma guerra constante do nosso eu e do egocentrismo que habita em cada um, não nos dando conta das nossas supostas necessidades.

Por outro lado, se não colocarmos iodo nas feridas a fim matar as bactérias existentes, aparecerá sua inflamação, e o pus que em quase todas contém, poderá causar coisa bem pior.

Deus nos fez a sua imagem, mas o pecado nos fez ser miseráveis porque aspiramos todos os dias às coisinhas que escondemos dos outros.

Aquela suposta virtude que temos para que quando nos olham, pensam: “esse sim é um homem sério e certo!”, não sabendo aqueles, que nele residem: quem sabe, coisa pior que a sua.

Não se trata aqui de ser ou não uma pessoa certa, mas o problema estar que ele está pecando, às vezes sem mesmo se dando conta que sua empresa fornece-lhe benefícios por causa dos seus confortos.

Concorda com tudo, porque sente medo de não possuir mais as credencias que uma vez lhes foram outorgadas e seria uma vergonha para ele e sua família se assim não as tivessem.

Percebeu que ele consente com o pecado, e, portanto, é pecador, e talvez esteja em pior situação até mesmo porque não sente nenhuma necessidade em descobrir ou fazer despercebido do mesmo? Pois é...

Como se pode vê, nós os conhecemos e estão por aí se fazendo de homens intelectuais e quem sabe santinhos de pau oco.

Não estamos aqui também afirmando que todos agem dessa forma, pois alguns mesmo sendo pessoas bem quistas, talvez nunca se dessem conta disso.

Donde vem o asco para isso, é que os conhecemos mais e muito mais. Eu entendo também que existem homens que todos os seus intuitos é ajudar outros, e concordo que isso também é um fato visto.

Não generalizo, porque existem homens realmente certos e corretos porque nele reside a beleza de ser quase perfeitos – e porque não dizer, convertidos de tudo.

Embora sejam homens condizentes com que pregam e agem, eles também, cometem erros, mesmo que estejam certos nos que alegam porque estão inseridos no mesmo sistema.

Estão numa roda de coisas, numa agenda sem mesmo se dando conta que estão cometendo atos injustos.

Basta saber que se aceita, já está envolvido em esquemas.  A fórmula para o bem maior talvez não exista, mas sabemos que nosso modelo é Jesus Cristo, do qual deva ser todos os nossos atos dele gozarmos.

Se preferirmos busca-lo, olharmos e nos realizarmos Nele, de fato, cometerão poucos erros.
Porque tu, Senhor, és a minha lâmpada; e o Senhor ilumina as minhas trevas. 2 Samuel 22:29

A inteligência não está em aceitar de tudo, mas nos desenvolvermos com autocrítica: estamos aceitando de tudo a fim de um dia entrarmos na verdadeira justiça? Pensar faz bem! Até mais!


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terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Evangelho comprado – vão todos para o inferno!


“Ai Pedro e João puseram as mãos sobre eles, e assim eles receberam o Espírito Santo. Simão viu que, quando os apóstolos punham as mãos sobre as pessoas, Deus dava a elas o Espírito Santo. Por isso ofereceu dinheiro a Pedro e a João, dizendo: - Quero que vocês me deem também esse poder. Assim, quando eu puser as mãos sobre alguém, essa pessoa receberá o Espírito Santo. Então Pedro Respondeu: - Que Deus mande você e o seu dinheiro para o inferno! Você pensa que pode conseguir com dinheiro o dom de Deus? Você não tem direito de tomar parte no nosso trabalho porque o seu coração não é honesto diante de Deus. Arrependa-se, deixe o seu plano perverso e peça ao Senhor que o perdoe por essa má intenção. Vejo que você está cheio de inveja, uma inveja amarga como fel, e vejo também que você está preso pelo pecado”. (Atos 8.17-23).

Amigos, eu juro que não é arrogância o que vou relatar, nem tão pouco falta de humildade e muito menos obter poder com dinheiro, pois Deus já estabeleceu diante de minha vida sua intenção quando disse (...). Mas sou um homem de psicologia, ou seja, realizando testes para assim chegar a resultados.

Não é isso que fazem todos nos campos das teologias, da história e das ciências? Pois bem! Coloquei um link do pague seguro onde diz para doar algo para ajudar o blog a fim de trazer-lhe que podemos dizer: a verdade. Ao menos estamos em busca dela. 

Porém, estes sim, esses mesmos que vivem pedindo dinheiro nas igrejas, nos rádios e TVs, nunca fizeram nenhuma contribuição para este blog.

Este blog que por sinal é de muita relevância, pois todos sabem não é com o propósito de me gabar porque o louvor e glória pertencem ao Senhor, contudo, este que sabem que tem voz ativa ao que se refere na sociedade fazendo-lhes pensar, querendo ou não, ele existe. Então procura tentar resolver aquilo que nos afeta todos os dias que é: A MENTIRA, A CORRUPÇÃO E OS VALORES MORAIS PERVERTIDOS, trazendo-lhes da verdade e a lógica real dos fatos.

Eles talvez não almejem e tampouco sente a necessidade de fazer tal contribuição. Talvez porque estaria fortalecendo aquele que poderia incomodá-los futuramente.

Diante disso é que me disponho humildemente a mostrar tal verdade, pois sabemos que nosso propósito está muito além de ensinos organizados, e bem estruturados com o fim de adestrá-los para suas causas.

O blog está isento de tais maneiras hipnóticas e apologéticas que não tem nada a ver com a verdade bíblica, tão pouco, a suposta verdade de maneira geral.

Nosso compromisso está em ver o sistema, tanto religioso quanto político, cultural, social e filosófico de maneira à parte do que apresentam serem sinceros.

Embora crendo nos valores que todos trazem em seu bojo, nossa realidade de ser, resulta em fazer-lhes perceberem e compreenderem que nem tudo que são apresentados são reais verdades.

Também não estamos dizendo e nem tão pouco afirmando que estamos com toda a verdade, porque ela cresce todos os dias quando é-nos revelada através da Bíblia Sagrada.

Somos pecadores e carecemos também de perdão dos nossos pecados.

Todavia encontramos erros naqueles que pedem ajuda financeira para progredirem, mas não os traze a mesma para este blog.

Sua contribuição é muito importante para melhorarmos cada vez mais! Entretanto, não dependemos disso ou daquilo para deixamos de publicar, caso nenhuma dessas religiões que arrecadam bilhões por ano deixe de contribuir.

Continuaremos assim, prosseguindo e avante!

George Washington disse: “Ações e não palavras são as verdadeiras marcas da amizade entre amigos”. Levando então para o campo psicológico no mais profundo da palavra: aqueles que não dão, não nos demonstra amizade.

Porém, não digo dá a igreja, pois como já disse: eles arrecadam bilhões por ano. Mas contribuir fora do seu campo de atuação.

E mais: para aqueles que defendem o melhor para a sociedade.

No nosso meio conhecemos muitos homens que se disfarçam para ir à busca do mais, e não se cansam em adquirir mais, a fim de usufruir do conforto e luxo que o dinheiro pode proporcionar-lhes.
Para todos estes que não tem nenhum pouco de vontade de ajudar o blog, deixo-vos esta frase de Diógenes que disse: “Os piores escravos são aqueles que servem constantemente as suas paixões”. Sim amigos, servir das paixões do conforto, luxo e luxúrias.

Se caso algum de vós arrependerem-se do seu orgulho, e de suas ambições, nos demonstre com ações bem vindas, caso contrário, não iremos tirar nenhuma linha do que pensamos sobre vocês.
“Não basta amar os outros, é preciso que eles os percebam”. Langhehn. Então senhores? [G].





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