domingo, 22 de setembro de 2013

A Corrupção da Carne é a Corrupção da Alma



"A luxúria não é o resultado inevitável da carne, da mesma maneira que uma catarata não é diretamente causada pelo alcance da vista; é antes devida à rebelião da carne contra o espírito e da pessoa contra Deus." 
Assim se expressava santo Agostinho:

Entendendo melhor o assunto:

"Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. "(Ezequiel 18:4). Logo se à alma, é o resultado da carne e 
Espirito, o que a alma desejar a carne poderá concretizar caso queira obter algo. Podemos afirmar que o desejo excessivo ao pecado da alma é luxúria.

Então, a luxúria faz-se ao desejo do prazer da alma, e essa ao cumprimento da vontade da carne.

Quando o homem deseja viver ao lado da prosperidade no sentido do absoluto, mostra-se orgulhoso pelo desejo da necessidade da carne exercida no seu alto-ego. Ou seja, auto-exaltação. Por ter um como no seu íntimo uma consciência inquieta.

É de observar que o desejo do homem não é de adorar a Deus, mas fazer-se adorar-se pelos valores materiais que os tem como domínio de um deus. Um sinal concreto que o seu valor moral está nos seus bens, que os torna isolado do verdadeiro Deus que os governa.

Sendo seu deus um deus material, sua busca ao culto ao Deus verdadeiro, faz-se inútil. E para tanto, deseja compensar sua frustração numa cultua cão na riqueza. E assim nasceu o pecado da avareza.

A avareza nada mais é do que a abundância em atender suas próprias necessidades luxuriosas. O deus material tornasse o deus da desorientação excêntrica.
É não entender que a saída para as necessidades da alma não encontrasse nas coisas, e sim no divino (Deus).
 Quando seu empenho no luxo passa a ser seu desejo fervoroso, sua lambuzada no carnal, não é espiritual.

Uma vez envolvida na busca dos prazeres da alma, sua segurança temporal não são mais nas coisas eternas divinas. Um homem pode atingir o sucesso e riqueza e poderá está terrivelmente perdido para sempre. Porque o homem na sua busca constante e ilimitada nas riquezas leva os seus olhos não para o alto, mas para os valores terrenos.  

Franz Warfel deixa isso bem claro: “A vida quer segurar-se contra o vácuo que se agita no íntimo. O risco do vácuo eterno é ser pago pelo prêmio do seguro temporal... da segurança social, das pensões por velhice, etc. Brota tanto do desespero metafísico como da miséria material.” (Entre o Céu e a Terra, pág. 71).

O maior fracasso que um homem irá alcançar por não ser salvo é pensar que vai ser salvo por ter bens materiais, coisa que não acontecerá.  Jesus disse ao jovem rico que ele deveria vender tudo e repartir com os pobres, e que teria um tesouro no céu. (Lucas 18.22). O pecado do jovem eram três: o orgulho, a avareza e a luxuria.

1)   O orgulho: sabia que era príncipe e rico e não poderia seguir um mestre pobre e sem moradia.

2)   A avareza: por saber que possuía muitos bens e não podia desfazê-los e viver com os pobres e peregrinos.


3) A luxuria: porque como seguidor das suas vontades egocêntricas, passaria seu domínio há um homem que ele (o rico), não poderia aceita-lo como mestre por ser ele de grande posição social.

O que acontece hoje nas mentes e desejos das almas humanas: a crença que a posição profissional e as riquezas que eles adquirem, pensam ser o favor de Deus  por estarem afortunados de bens. 

Muitos problemas atuais são na verdade aqueles dentro das almas. As desordens causadas pelas economias mundiais: testificam que o sistema financeiro está em caos, é o resultado da ganância humana a fim de se fazer mais ricos, ter mais dinheiro, e, por conseguinte, há infelicidade reina, por querer cada vez mais para seu bem estar.

Conclusão: Os valores das almas nas coisas terrenas estão longe de ser o amor ao reino de Deus. Porque o coração estará preso onde seu tesouro está: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. (Mateus 6:21), se na terra para terra, se no céu para o céu. Evidentemente sua prisão resulta naquilo que ele almeja verdadeiramente como vida. Ou seja, sua vista e seus desejos são a definição de onde está sua vontade, espiritual ou material. 

Jesus disse que não deveríamos nos preocupar com o que vestir e comer, porque Deus disse que a vida valeria muito mais que essas coisas. (Mateus 6.25). E o contexto do capítulo está referindo-se as preocupações agravantes aos cuidados das coisas matérias e principalmente onde estará teu reino. Em meio à riqueza natural temos o vestir, o comer, o abrigo e a família, que estão inseridas na nossa vida como resultado do cumprimento profético de crescimento. 

Porém, também temos a riqueza temporal que é aquela em que o dinheiro, o sistema financeiro, as ações das bolsas e títulos, impõe ao homem uma vida desconfortante ao que se refere à competição, resultado da ganância e da avareza imposta muitas vezes e quase sempre pela sociedade e em grande parte nas igrejas atuais. Jesus nos diz: “Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). O convite é para deixarmos nossas preocupações em adquirir mais e mais nas mãos daquele que pode nos dá o verdadeiro descanso. Não o descanso temporal, mas o descanso eterno. A renúncia às influências erradas que permeiam a sociedade e as igrejas cabe a nós decidir de que dos lados queremos está: do reino terrestre ou do reino celestial. A escolha cabe a nós! [G].
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