terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

As Setenta Semanas e Os Dois Mil e Trezentos Anos


Veja: “Assim diz o Senhor: ‘Quando os setenta anos da Babilônia passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa de trazê-los de volta à pátria.” (Jeremias 29.10).

Na profecia de Daniel 9.25 que diz: “Preste atenção, Daniel, e compreenda. Depois de ser dada a ordem para reconstruir Jerusalém, sete anos vezes sete vão passar até que chegue o líder escolhido por Deus. As novas ruas e muralhas de Jerusalém durarão sessenta e dois anos vezes sete, mas será um tempo de muito sofrimento”.

O número setenta vem da profecia de Jeremias 25.11-12; 29.10; que gera que o rei da Babilônia viria e arrasaria ou destruiria nações e Jerusalém.

Portanto, ao final do cumprimento profético haveria a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Neemias pede para voltar ao rei Artaxerxes para Jerusalém a fim de reconstruir as muralhas de Jerusalém.

O rei permitiu que ele fosse e ainda ajudou-o dando-lhe tudo que pedira. (Neemias 2.1-8).

A reconstrução das muralhas de Jerusalém determina o começo no ano 445 aC.


Após o período determinado na profecia de Daniel, surgi o Messias com sua entrada triunfal nas portas de Jerusalém. (Lucas 19.28-40).

Portanto, a profecia é cumprida gradativamente na pessoa de Jesus Cristo; onde ele extingue a transgressão; onde dar fim aos pecados; onde expia a iniquidade; onde é ungido o Santo dos Santos. (Daniel 9.24).

Daí no final das setenta semanas começa o tempo do fim, uma vez que Jesus Cristo participa da mesma, quando diz: “está consumado”.

Não esquecendo que, a profecia das setenta semanas está dentro da profecia de Daniel 8.14 das “duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” Porque se o começo da profecia inicia-se no ano 457 a.C. seu fim daria somado há 2.300 anos chegaremos em 1844.

Também devemos salientar que Esdras não começou a construção, pois quando chegou já havia a cidade construída, ele foi que liderou o regresso do segundo grupo de israelitas exilados a terra (Esdras 7-10); portanto, ele entra como coo-fundador por estabelecer as cerimonias ritualísticas, pois haviam se perdido no tempo do exílio. (Esdras 7.17).

Uma vez que a importância do cerimonial para Deus seria de grande qualidade, porque retratava a expiação do pecado do povo, e como sacerdote e mestre da lei, Esdras queria renovar os costumes adquiridos pelos sacerdotes anteriores da qual ele mesmo era descendente (Arão).

E isso aconteceu no ano de 457 a.C. note que é o decreto do rei Artaxerxes para estabelecer à adoração a lei em Judá e Jerusalém. (Esdras 7.13-16).

É um erro admitir que fosse Esdras que começou a reconstrução de Jerusalém, uma vez que ela já existia, porque já havia um templo lá. (Esdras 7.16).

Porém, também não podemos deixar de admitir que foi ele que trouxe todo ritual expiatório de novo através do dinheiro que havia ganhado do rei Artaxerxes para usar na compra de touros, carneiros, ovelhas, cereais e vinho, para oferecer no altar do Templo de Jerusalém. (Esdras 7.17).

Um olho atento ao contexto falhe-a perceber o inicio dessa nova expiação.

Conquanto, essa linha de tempo de 2.300 anos pareça está fora no que si refere à afirmação de reconstruir começando com Esdras, não está, porque essa restauração de reconstruir valeria somente se houvesse um serviço no Templo. 

Leia-se o verso anterior onde diz: “... o Templo será inaugurado de novo.” (Daniel 9.24). Portanto, o inicio da profecia dos 490 anos dá-se em 457 a.C. no ano de Esdras, e não de Neemias.

Assim sendo, a profecia das setenta semanas cumprisse tomando o texto hebraico no original, como sendo dias anos a começar pela inauguração do Templo de Jerusalém (Números 14.34).

Expiação

Veja como a profecia é linda, e exerce completa perfeição: a primeira expiação após a renovação do Templo em Jerusalém, e a segunda expiação quando Jesus Cristo morre e entra no Templo Celestial a fim de expiar os pecados dos homens.

Poderíamos nós não perceber essa luz exposta diante do contexto apresentado?

Alguns nos acusam que Jesus fizera uma expiação perfeita quanto de uma vez por todas, e que não precisaria haver expiação nenhuma agora.

Contudo, esquecem que Ele apareceu a João no ano 90 d.C. exaltando os mandamentos de Deus. (Apocalipse 14.12).

A pergunta é: se Jesus expiou de uma vez por todas os pecados dos homens, para que obedecer aos mandamentos, visto serem eles que apontam o pecado, e não mais teriam? Logo, a afirmação que não si possa fazer expiação de novo, a luz da Bíblia é falsa.

Uma vez havendo pecado, mais expiação. Essa Expiação que alego, é o reconhecimento dos Seus próprios feitos na terra. Entendeu? Uma vez expiado, uma vez perdoados.

Veja o que disse Ellen G. White: “A Expiação não significa que o pecado deva ser tolerado. A Expiação não meramente cobre o pecado; ela o destrói. Cristo morreu para tornar possível a ti cessar de pecar” (E.). White – The Review and Herald, August 28, 1894. (pág. 713).

“Quando, portanto alguém ouve um Adventista dizer, ou lê na literatura Adventista – também nos escritos de E. G. White – Cristo está fazendo Expiação agora, será compreendido que queremos dizer simplesmente que Cristo está agora fazendo aplicação dos benefícios da Expiação Sacrifical que Ele faz na cruz; que o que Ele está fazendo é eficaz para nós individualmente, de acordo com nossa necessidade e solicitação” (Questions on Doctrine, 354 e 355). Pág. 724.

Compreendemos que, a expiação que Cristo faz é aceitar a renovação do homem quando se arrependido e renovado numa mudança de vida.  Jesus disse a Maria Madalena: “... Vá e não peques mais” (João 8:11).

Sabemos também sua Expiação foi completa e a própria Ellen G. White admitiu: “Olhando ao sacrifício de Cristo, o Pai ‘curvou-Se diante dEle em reconhecimento de sua perfeição. ’ ‘É bastante’, Ele disse: ‘A Expiação é Completa’” [E. White – The Review and Herald, Sept. 24 1901. (pág. 719). Grifos acresc.].

Voltemos para a profecia das setenta semanas que a Expiação Sacerdotal foi exposta.

“E ele me disse: Até 2.300 tardes e manhãs e o santuário será purificado” (Daniel 8.14).

Tardes e manhãs = dia de 24 horas literais. Mas, em profecia um dia equivale a um ano profético (Números 14.34). Portanto, 2.300 tardes e manhãs, refere-se há 2.300 anos.

Então, a profecia deveria ter um começo e um fim, ou seja, princípio e termino. Observando com atenção Guilherme Miller chegou à conclusão que, o inicio dar-se-ia em 457 a.C. e seu fim em 1844 d.C.

Pois bem, dentro dessa premissa, chegou à conclusão do fim dos tempos e a volta de Jesus Cristo. Errou na volta, mas acertou na profecia que diz: “... porque a visão se realizará no Fim do Tempo.” (Daniel 8.17).

O Estudioso bíblico Guilherme Miller quis saber o que significava esse verso (Daniel 8.14), e passou a estuda-lo profundamente, e após dois anos chegou a uma conclusão que Jesus voltaria no ano de 1843; pois bem, errou a data, e logo em seguida corrigiu-a para 1844, onde Jesus Cristo não voltou - e a história muitos já conhecem - não me faço o trabalho de apresenta-la de novo.

Contudo, sua soma de 2.300 anos literais estava cumprindo uma profecia que levaria muitos a decepção e outros a renovação de vida e um cumprimento profético. (Apocalipse 10.10).

O conhecimento revelou-se quando conhecido o começo do tempo do fim, onde surgiriam outros remanescentes para restaurar verdades perdidas; mais que isso, era o reconhecimento que Jesus Cristo observava com mais atenção o seu povo e julgava-os (juízo investigativo) (Malaquias 3.16).

Falando em Tempo do Fim, a profecia jamais poderia ser na época de Antíoco, porque ele não está inserido nesse tempo, logo a afirmação que a profecia refere-se a ele, é falsa.

Veja isso: 457 a.C. decreto do rei Artaxerxes Esdras 7.11-26; 70 semanas/490 Anos (Daniel 9.24); até o ano 26 a.C. Após 457 a.C. contam-se sete semanas (49 anos), para indicar a restauração de Jerusalém por novos sacrifícios no Templo indo sete semanas por ser parte das sessenta e nove semanas (483 anos) que levaria até Jesus Cristo, o messias ungido onde recebeu o batismo no ano 27 era atual (Mateus 3.13-17); chegando até ao término dos sacrifícios e oblações do santuário terrestre cessando (Daniel 9.26 e 27); os três anos e meio da profecia chega até o ano 34 d.C. com a morte de Estevão (Atos 7.59; 8.1); com a perseguição da igreja também.
Isso acaba os tempos de 490 anos, concedidos ao povo judeu.




Chegando o término deste período profético, restam 1810 anos que somados com o ano 34 anos da morte de Estevão por apedrejamento, chegamos ao ano de 1844, ano este que conclui a profecia de 2.300 tardes e manhãs e o surgimento de um remanescente fiel.

A pergunta agora é: quem é esse povo que surgiu com uma nova luz e restaurando verdades?

Lembre-se: “... Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.” (Romanos 9.27).

O remanescente para quem não sabe deverá ter surgido dentro do contexto profético, e no término da profecia dos 2.300 anos, e não após esta data. Mas, isso não quer dizer que não existam remanescentes que não irão incluir-se nesta salvação.

Basta procurar esse povo remanescente, e aceitar seus ensinos quanto à revelação divina nas Escrituras Sagradas. [G].








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