segunda-feira, 11 de maio de 2015

Os três homens - o sacerdote, o levita e o bom samaritano



Muito se tem dito que aquele que agiu de misericórdia foi o bom samaritano, e foi! Mas o que me deixou inculcado foi saber que os outros ficaram com medo de ficar imundo.

Claro que isso é normal para um homem que vivia nas condições que estavam. Um era sacerdote que vendo o homem caído passou de largo (Lucas 10. 31), o outro era levita, que o vendo também agiu da mesma maneira, ou seja, passou de largo (verso 32).

Estariam eles certos? Claro que não! Pois, sendo escolhidos para exercer a função de homens de Deus, não cumpriram tal propósito (no sentido de serem bondosos).

O primeiro era um sacerdote e como tal era representante de homens, claro, para entender isso precisamos voltar ao passado e compreender que eles estavam na função de escolher entre o imundo e o limpo (bom ou mau Levítico 27.12). Porém, isso não lhe dava o direito de se achar melhor que o outro.

Uma coisa é exercer uma função designada para um fim, à outra, é fazer deste fim, ser contra os outros.

Do mesmo modo fez o levita, achando um escolhido para tomar conta das coisas de Deus, ou seja, do ministério (Números 8.11), não cumpriu com o ato do que é exigido de todo aquele que pretende ser um servo realmente de Deus, bondade.

Então não há justificativa para que os dois não agirem-se de misericórdia para aquele que estava necessitando de ajuda.

Estamos vendo uma justificativa por que eles exerciam função no templo, e sendo obreiros não poderiam ter feito isso, pois estariam ficando imundos e teriam que se consagrarem por dias para volta a exercer suas funções de novo? Não há justificativa para este ato! Porque se não Jesus não haveria de ter feito a pergunta, “... quem agiu de misericórdia [para com o homem assaltado]? Embora possamos admitir o que eles pensaram em relação a eles mesmos, não agiram de comum acordo a função que exerciam.

Podemos até alegar o que eles estavam sentido no seu íntimo, só não podemos concordar com o que eles fizeram.
Sendo homens ditos, escolhidos de Deus, não primarizaram serem estes homens quando neles deveriam está em primeiro lugar, o ato de solidariedade.
Se fossem homens comuns, poderíamos dizer, neles não estão à sabedoria da qual Deus exige para as coisas santificadas (Números 5.10).

Ademais, como pode a igreja (pessoas) crescer sem um testemunho verdadeiro? Ora, como Jesus agia para trazer aqueles que viviam na escuridão, não era ajudando-os? “faze o mesmo!”, fazer o que muitos estão precisando – ajuda.

Por fim, passa um homem rejeitado pela sociedade da época, um samaritano, onde ninguém poderia achar que não pudesse fazer um ato tão bondoso, e fez! Foi acudir o que havia sido assaltado e deixado na beira da estrada para morrer (verso 33).

O contexto nos mostra que antes Jesus já havia falado para aqueles que o ouvia, que deviam amar o próximo como a si mesmo (Lucas 10.27). Uma coisa que estava escrita na própria lei deles.

Muitos acreditam nas circunstâncias dos atos deles não terem atendidos, pois estavam envolvidas suas necessidades em primeiro lugar. Contudo, não pensaram que representavam a Deus: “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”. Lucas 6:36.

O homem escolhido deve, e isso é demonstrado na própria Bíblia, que ele tem que ser misericordioso; porque se não tem, comete erro, visto Deus é: “Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o Senhor”. Salmos 111:4.

Concluindo: Mesmo tendo cada qual supostamente estivesse pensando no que poderia acarretar caso socorrer-se o homem caído e roubado por salteadores, assim mesmo, não agiram certo.

Quando lemos a afirmação de Jesus dizendo para fazer o mesmo; isso denota que eles haviam errado, mesmo com o cargo que exerciam diante de todos.

O contexto não deixa nenhuma sombra de dúvida que eles estavam mais preocupados com o seu eu do que com o próximo.

Estes mesmos representantes, tanto o sacerdote quanto o levita, não estavam oferecendo de maneira certa, o verdadeiro ministério, que foram chamados.

Ainda bem que temos um sacerdote que sabe oferecer diante de Deus, a verdadeira compaixão por nós, Jesus Cristo, o verdadeiro sacerdote!  Amém! [G].
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