segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Indignação de Deus



Nós sabemos que tanto à polícia como a justiça trabalham em cima de fatos, mas e seus fatos não forem tão reais como parecem? 

Existem coisas neste mundo que às vezes fogem nossa compreensão, embora, vemos esta, porém queremos estar sempre observando o que os fatos nos apresentam.
Almejamos sempre fazer justiça, pois carecemos trazer a luz tudo o que é errado para o caminho do certo.

Sentimos muitas vezes uma vontade louca de nos mostrar que estamos fazendo a coisa certa, e mais, queremos sentir que nossa justiça diante da sociedade é real, é verdadeira e de fato cumprimos.

Entretanto, o que para nós parece está certo, não está quando sabemos no intimo que aquilo que estamos fazendo, como por exemplo, sacrificando uma pessoa que já vive de maneira difícil e que já enfrenta suas necessidades mínimas no dia a dia, tentamos culpa-la só porque parece aos nossos olhos que ela é, e sabemos que não, porque estamos diante dos fatos.

Entra ai a indignação de Deus, porque ele não analisa as coisas somente com o que parece ser real, mas ver além do apresentado, além do compreensivo e além dos fatos.

Embora saibam que os meios de justiça estejam fazendo seu papel que cabe trazer a realidade do que acontece, não podemos somente supor ou querer tentar acusar um servo (a) Dele, por mais que pareça que ele seja digno de acusação.

Uma vez que ele (Deus), não é surdo e nem mudo para que não possa atender seu clamor.

A indignação de Deus remete a justiça, mas não se trata aqui daquela humana, aquela que ver somente com o que está presente não, ele analisa profundamente, como bem tratada no caso da prostituta na Bíblia.

Aos olhos da população (farisaica) da época ela seria digna de morte, e, portanto, seu pecado já não havia perdão, mas para surpresa de todos os presentes, dos quais neles mesmos já havia pecados escondidos, Ele disse: “Quem de vocês que não tiver pecado, que atire a primeira pedra!”.

Jesus sabia que aqueles mesmos que estavam acusando-a, já haviam transado com ela, e mais, já havia sido subornado, ah, e se tratando disso, como eles recebiam né?

Um recado dele mesmo amando-os, vocês não ficarão impunes diante do que estão querendo fazer a esta mulher.

Sim, caros amigos, Deus não é cego, pois demonstra isso quando ver os pecados de todos os presentes numa sociedade corrupta e enganadora.

Sabemos que aqueles fariseus eram indignos, pois estavam somente querendo mostrar para os outros que estavam fazendo a coisa certa porque os outros sabiam quem eles eram, aos olhos do povo da sociedade, eles eram os doutores das leis, aqueles que faziam sua justiça.

E não pensem que eles não tinham, pois eles mesmos havia feitos essas regidas não só por tradições, mas pela própria força da lei que a fizeram.

Uma pergunta que fica: eles mataram-na (a prostituta)? Não, fizeram naquela mulher justiça, pois não apedreja-la? Não, e por que não? Porque no fundo, no fundo, sabiam que neles havia culpa.

Contudo, serão perdoados? Não, mas por que não? 

Porque na realidade não se trata que não estivesse sobre o pecado, mas porque não fizeram visto parecia que seriam injustos diante da sociedade da época.

Ninguém nunca, digo, nunca pense que Deus não está vendo tudo e não possa tomar a frente dos negócios e acabar com uma sociedade corrupta.

Ele não só pode fazer isso, como pode instituir outra no nosso meio, afim que esta reconheça os erros que cometeram aquela mulher.

Ela já era sofredora, já vivia com suas angústias e suas necessidades já eram escarças, mas Jesus viu-a com profundo amor.

Não sei se estão lembrado o que aconteceu com um rei que se achou demasiado grande, sim, estou aqui escrevendo sobre Nabucodonosor que mostrou todos seus reino orgulhosamente, e caiu como um animal para comer capim, assim mostra na Bíblia: “Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves”. Daniel 4:33.

Pois bem, ele havia destruído cidades, derrubado fortalezas, mas não deixou de ser analisado rigorosamente pelo próprio Deus. Sim, ele era poderoso, sim, ele foi profetizado pelos profetas, sim, ele era grandioso, sim, mas não passou pelo crível da justiça daquele que conhece as profundezas da alma.

Somente quando reconheceu sua pequenez foi trazido de volta das cinzas, do comer capim, do arrastar-se no chão e da humilhação.

Estamos diante de um grande problema, como então agir quando os fatos nos são apresentados onde culpa o envolvido?

Aqui não estamos dizendo que não são necessários os objetos, mas devemos entender que nem sempre os meios justificam os fins. 

Vede o caso de José do Egito, fora acusado que tentara estuprar a mulher do seu Senhor: Chamou aos homens de sua casa, e falou-lhes, dizendo: Vede, meu marido trouxe-nos um homem hebreu para escarnecer de nós; veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz;
E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e fugiu, e saiu para fora.

E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu senhor voltou à sua casa. Gênesis 39:14-16.

Todas as evidências acusaria José, pois além das roupas ainda havia a própria testemunha que estava envolvida no fato.

Sabemos da sua história e não precisa ser retratada aqui com mais detalhes, porém uma coisa é mais que curiosa e muito mais cruel, era que passados anos e anos, Deus não havia tolerado tal coisa, e, portanto, a fome veio diante de todos, digo, não só do povo, mas diante do mundo antigo.

Deus preparou-os, sim, pois José já havia sido libertado, mas não esqueça diante do pecado, da injustiça, veio uma tremenda justiça.

Vamos supor que José não tivesse sido solto, já imaginaram o que poderia ter acontecido em todo Egito? 

Seria a extinção completa daquela sociedade uma vez que agiram de injustiça para o servo do Eterno, daquele que não aceita injustiça.

Ninguém nem suponha que ele não possa olhar com amor um servo (a) dele diante das suas aflições.

Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus. Mateus 18.10.

Às vezes imaginamos que Deus criou o mundo, as pessoas e as coisas e deixou-as de lado, mas não pensamos que ele vive no meio disso tudo.

Ele não tolera nem em hipótese que não se faça justiça aos aflitos e necessitados, pois quando o povo hebreu caiu em pecado e escravos durante 430 anos pelo Egito, enviou um libertador, e mais, acusou-os com mãos fortes e poderosas trazendo-lhes o castigo merecido: “as dez pragas do Egito!”.

Existe um texto reflexivo e demais de ira de Deus que diz assim: “Pense bem e tome juízo, povo sem vergonha, antes que vocês sejam levados embora com palha que desaparece num só dia; antes que a ira furiosa do Senhor Deus caia sobre vocês; antes que chegue o Dia do Senhor”. 

Agora vede o aviso: “Voltem para Deus todos os humildes deste país, todos os que obedecem às leis de Deus. Façam o que é direito e sejam humildes. Talvez assim vocês escapem do castigo no Dia da ira do Senhor.”. (Sofonias 2.1 e 2).

Embora muitos pensem que esse texto esteja só associado ao povo de Judá, o texto hebraico reflete um juízo vindouro, futurístico, e, portanto, uma ameaça quando as nações não sejam humildes achando que se possa fazer de tudo, e principalmente no trato duro com seus servos, uma vez que demonstra isso, no “talvez”, escapem do juízo.

Vede que essa condição, não determina ainda que não haverá de acontecer.

Quando a gente presencia estudando como eram tratados os pobres e oprimidos, vemos claramente a condenação de Deus, ele irado, indignado e revoltado, pois para esses, ele veio salvá-los e restaurá-los.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Mateus 5:10.

Mesmo entendendo que essa justiça seja aquela que reflete a sua própria; o texto também nos leva há algo mais profundo, quando essa mostra uma justiça errada quando os condena imerecidamente.

O castigo de Deus não é por causa da justiça feita pelos homens como forma de provar que a pessoa esteja errada, não, é porque sabendo eles que essa pessoa não é digna de ser condenada, fez-na ser.

E se é uma coisa que ele jamais tolera, é fazer injustiça aos seus servos.

Uma coisa é certa, os anjos e os céus agirão de alguma forma, com força e poder.

Quando Nínive a capita da Assíria vivia sobre maldades, oprimindo os pobres e necessitados, havia injustiça por todos os lados, Deus cansou e indignou-se a tal ponto, que disse para o profeta: “vai lá e clama sobre ela”, os avisa: “Quarenta dias e Nínive será destruída”!

Deus iria levantar uma ira de justiça sobre aquela cidade porque estava tratando o povo com desprezo e injustiça.

“Ai de vocês que fazem leis injustas, leis para explorar o povo! Vocês não defendem os direitos dos pobres nem as causas dos necessitados e exploram as viúvas (sejam essas com o falecimento do marido ou não), e os órfãos (sejam esses que perderam os pais, ou aqueles que vivem sobre somente da tutela das mães). O que vocês vão fazer no dia do castigo, quando de um país distante vier à desgraça? A quem vão pedir socorro? Onde esconderão as suas riquezas? Vocês serão levados como prisioneiros, serão mortos na batalha. Mesmo assim, a ira de Deus não passou; a sua mão continua levantada para castigar.” (Isaías 10. 1-4).

Já ouço uma voz: “aos pequeninos desprezastes, aos aflitos humilhastes e aos meus servos jogastes nas prisões, pois hoje, está vendo tudo isso, é minha ira diante de todos!”.

















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