sexta-feira, 29 de março de 2013

A História do Mundo no Capítulo de Daniel Sete


                                      
Daniel 7 tem estado na cabeça de muitas pessoas e chamado atenção como algo” fascinante, pungente e de grandioso desafio”. Pode até ser, porém, nós não podemos achar que aquilo que fora revelado na Bíblia seja para ficar na obscuridade e não revelado aos seus servos, como diz à Bíblia, seus profetas.
 1 – Daniel 7.1. “Primeiro ano de Belsazar” – 551 A.C. aproximadamente.

2- Daniel 7.2. “Quatro ventos” – Guerras nos quatro pontos cardeais (Veja em Jeremias 49.36). “[Mar grande” – Grandes povos (Veja em Isaías 17.12; Apocalipse 17.15) Até os capítulos conhecidem.].

3 – Daniel 7.3, 7, 17 “Leão” isto é, Babilônia. “Coração de homem” – Enfraquecimento do reino, depois da morte de Nabuconodosor.

4 – Daniel 7.5. “Urso”, isto é, “os reis da Média e da Pérsia” (Daniel 8.20). “De um lado” (veja em Daniel 8.3,20). Os Persas tornaram-se o poder dominante, antes da conquista de Babilônia. “Três costelas”. Babilônia, Lídia e Egito – principais conquistas do império Medo – Persa.

5 – Daniel 7.6. “Leopardo”, isto é, a Grécia no tempo de Alexandre o Grande (Veja Daniel 8.21). “Quatros asas” – Rapidez das conquistas de Alexandre, em menos de dez anos. “Quatro cabeças” – Depois da morte de Alexandre, Cassandro, seu general, possuiu a Macedônia; Lisímaco a Trácia; Seleuco a Síria; Ptolomeu e Egito 

6 - (Veja em Daniel 8.21,22). Estes quatro generais de Alexandre repartiram entre si o império.

7 – Daniel 7.7. 
a) “Quarto Animal”, isto é, Roma pagã e Eclesiástica. Sua primeira fase de domínio, isto é, Roma Pagã ou Imperial, começou em 168 A.C. com a conquista da Macedônia, e terminou em 476 A.D. (depois de Cristo), exercendo seu poder por mais de 600 anos no Ocidente. Roma Eclesiástica teve seu poder reconhecido em 538 A.D.; seu fim foi visto em Daniel 7.11 – Veja: “Continuei olhando, pois o chifre pequeno ainda estava dizendo palavras orgulhosas. E vi quando o quarto animal foi morto, e o seu corpo foi despedaçado e jogado no fogo.” Percebeu? “O animal foi morto” comparar com 2 Tessalonicenses 2.8.

b) “Terrível e espantoso” principalmente em sua segunda fase (Comparar Daniel 2.31, última parte).

c) “Dez pontas”, ou “dez reis” ou “dez reinos” (comparar Daniel 7.24; v. Daniel 8.8,22) Veja que na quebra do chifre nascera um chifre grandioso. Aqui diz que, correspondem ao “Reino dividido” de Daniel 2.41; e determinam a segunda fase de domínio do “Quarto Animal”, a partir de 476 A.D. Surgiram então os numerosos reinos que dominaram no Ocidente. O número “dez” aqui é simbólico. Mais dez reinos ocuparam o território romano (V. Gên. 31.7; Daniel 1.20; Zac. 8.23).

d) Segue uma lista satisfatória de dez tribos principais, que se estabeleceram no território de Roma Ocidental (notemos que as “dez pontas” surgiram da “cabeça” do animal (Daniel 7.20); isto é, de Roma Ocidental, de onde governava o mundo) de 351 a 476 A.D.: 1) Alamanos em 351 (Germânia); 2) Francos em 351 (França); 3) Burgúndios em 406 (Suissa); 4) Suevos em 406 (Portugal); 5) Vândalos em 406 (África); 6) Visigodos em 408 (Espanha); 7) Anglo Saxão em 449 (Bretanha); 8) Ostrogodos em 453 (Itália); 9) Lombardos em 453 (Itália); 10) Hérulos em 476 (Itália).

8 – Daniel 7.8.
a) “Ponta Pequena” – O Papado (Roma Eclesiástica). “Das ruínas de Roma política levantou-se o grande império moral, na ‘forma gigante’ da Igreja Romana” (A. C.Flick, The Rise of the Medieval Church [1900], p. 150).


b) “Três das pontas primeiras” – Hérulos Vândalos e Ostrogodos sustentáculos do Arianismo, que era o mais forte rival do Catolicismo Romano. Os Hérulos caíram em 493 A.D.; os Vândalos em 534 A.D.; e os Ostrogodos em 538 A. D. Neste ano o Papado se firmou no poder. Esta “Ponta Pequena” se tornaria “mais firme” do que as” suas companheiras” (Daniel 7.20) – as “pontas” ou reinos restantes. “E subindo humildemente ao trono de Cesar, o Vigário de Cristo empunhou o cetro, ante o qual os imperadores e reis da Europa se haveriam de prostrar com reverência durante tantos séculos” (James P. Conroy – Américan Catholic Quarterly Review, de Abril de 1911). Esta “PONTA PEQUENA” ou “PODER” (ver Zacarias 1.18,19). Subiria “entre” as dez “pontas primeiras” (na Europa) e “depois” delas. (Daniel 7.8, 24); as quais surgiram da “cabeça” do “quarto animal” sem nome (Daniel 7.20); isto é, do império Romano do Ocidente, onde se firmara a sede do grande Império – o qual começaria a cair desde 351 até 476 A.D. O Império Romano do Oriente cairia quase anos mais tarde, em 1453 A.D. (depois de Cristo). Os Hérulos foram os primeiros das tribos bárbaras que reinaram sobre Roma; em 476 A.D. Depôs o último imperador do Ocidente, o jovem Rômulo Augusto. Em 1453 A.D., Constantinopla, o último bastão cristão do Oriente caiu nas mãos dos Turcos Otomanos, e tonou-se a capital do Maometismo.

c) “Olhos... e boca”. “Por seus olhos era um vidente; e por sua boca falando insolências e mudando os tempos e as leis, era ao mesmo tempo um profeta e um rei. Tal Vidente, Profeta e Rei é a Igreja de Roma” (Sir Isaac Newton – Observations Upon the Prophecies of Daniel, and te Apocalipse of John, London, 1733; trad. De Julio A, Filho pág.81 Grifo Acresc. Trad. Sem data).
Em Daniel 7.12 “Até certo espaço de tempo”: O Leão, o Urso e o Leopardo reinaram até aos tempos previstos pela profecia (V. datas). Mas o “Quarto Animal”. Sem nome, permanecerá até que seja destruído “pelo fogo” (Daniel 7.11; Isaias 24.5, 6; 2 Tessalonicenses 2.8).  Em Daniel 7.13 diz que “um como o Filho do Homem”. A atenção do profeta se volve outra vez da terra para a visão celestial do “Ancião de Dias” (Daniel 7.9, 10). “Ao invés de ‘um Filho de homem’, a tradução ‘Um, humano em forma’, representaria mais adequadamente a frase aramaica” (B.C., vol. 4, pág. 829. Grifos acresc.).

Em Daniel 7.21, 25.“Destruirá [a ponta pequena] os santos do Altíssimo.” Em Apocalipse 17. 3-6 o Papado é simbolizado por “uma mulher... embriagada do sangue dos santos, e do sangue dias testemunhas de Jesus”. Milhões morreram nas garras desta “Mulher” [Igreja] sedenta de sangue, nos dias da Inquisição.

Diz Ellen G. White “Palavras contra o Altíssimo”. “Aquele gigantesco sistema de religião falsa [o Papado] é a obra prima de Satanás – monumento de seus esforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade. Tem-se dado ao Papa os próprios títulos da Divindade. Tem sido intitulado: ‘Senhor Deus, o Papa’, e foi declarado infalível” (E.G.W. – C.S., pág. 51).

“Cuidará em mudar os tempos e a lei”. “Cuidará”: Do Aramaico “Sebar”, que significa pretender, imaginar, intentar. Um esforço deliberado é indicado (Ver A.C.B., pág. 977). “Tempos”. Do Aramaico “Ziminin” (singular “zeman”), que significa tempo fixo, determinado, como em Daniel 7.22: “Chegou o tempo (zeman) em que os santos possuíram o reino” (Idem, pág. 989). “Lei” ou “leis”. Do Aramaico “Darth”, usado para lei humana (Daniel 6.8,12) ou divina (Esdras 7.12,21) (idem, pág. 590).  A profecia não se refere a um atentado contra leis humanas; ou contra a parte da observância da “Lei de Moisés” (Neem. 8.1; Atos 15.5), que já não mais vigorava (Mateus 27.51; Oseias 2.11; Col.2.16,17); mas a um atentado contra “a Lei do Senhor” (Salmo 19.7; (V. Isaias 24.5,6)). A profecia aponta para a mudança da observância do “sétimo” para o primeiro dia da semana (V. Gên.,). 2.2,3; comp. Marcos 2.27,28; Êxodo 20.8-11, envolve períodos determinados do tempo: seis dias de trabalho, seguidos do “sétimo dia” de repouso. A palavra “sábado” vem do hebraico “Shabbath”, que significa “cessação” (“Repouso”. V. A. C. B., pág. 8.28). O “sétimo dia” era observado “de uma tarde a outra tarde” (Lev. 23.32; Marcos 1.32; Lucas 23.54). No dia 7 de março de 321 A. D., o imperador romano Flávio Valério Constantino – Constantino o Grande, que se dizia ter abraçado o Cristianismo, promulgou a primeira lei ordenando o repouso no primeiro dia da semana, por ele chamado “venerável dia do sol”. Eis os termos do decreto: “Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários repousarem ao ‘venerável dia do sol’ [domingo]. Aos que residem no campo, porém, permita-se entregarem livremente aos misteres da sua lavoura” (Edito de 7 de março de 321 A.D. Corpus Juris Civilis Cord., Liv 3, Tit. 12,3, grifo acresc.). Assim nascia na Igreja Romana, oficialmente, a observância do domingo. “O Concílio de Laodicéia (364 A.D.) resolveu, em primeiro lugar, a observância do dia do Senhor (domingo); e em seguida proibiu, sob anátema, a observância do sábado judaico” (História dos Concílios, vol. 1, pág. 39, cânon 16, Por A.D. Prynne). 


Dr. Eck, em sua defesa da autoridade da Igreja Católica contra Lutero, afirmou: “As Escrituras doutrinam: ‘Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo’. A Igreja, porém, transferiu a observância do sábado para o domingo por sua própria autoridade, independentemente das Escrituras. (Dr. Eck, Eridon, 1533, pág. 78, Grifo acresc.). 

Diz a versão do Padre Matos Soares: “Imaginará que pode mudar os tempos e as leis” (Bíblia Sagrad, 15ª Ed. 1962, Daniel 7.25. Grifo acresc.) “Os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade dum tempo”. “Tempo”, do aramaico “Iddan”, e significa aqui ano, como em Daniel 4.16: “Passem sobre ele [o rei] sete tempos”, isto é, sete anos (A.C.B. pág. 988).
Um passeio pelos os tempos: 1 tempo = 1 ano profético (Daniel 11.13);
2 tempos = 2 anos proféticos (Daniel 11.13);
½ tempo = ½ ano profético (Daniel 11.13).
Somando, tempos temos: 3 ½ tempos = 3 ½ anos proféticos = 1260 ou 42 meses dias proféticos (comp. Daniel 7.25 com Após. 12.6,14) = 1260 anos solares (V. Números 14.34 e Ezequiel 4.4-7). 

A pergunta é: Como o papado cumpriu essa profecia? “Em 533 A.D., Justiniano reconheceu a supremacia eclesiástica do Papa como ‘cabeça de todas as santas igrejas’, tanto no Oriente como no Ocidente. Em 538 A.D., o Papa estava livre do domínio dos reinos arianos, que se seguiram aos imperadores ocidentais no controle de Roma e Itália. Começando com Vigilius (537-555) os papas foram cada vez mais homens de Estado bem como da Igreja, e se tornaram frequentemente administradores do Estado” (Charles Bemont e G. Monod – Medieval Europe, pág. 121 B.C. vol. 4, págs. 827, 828. Grifo acresc.).

“Em 1798 o governo francês ordenou ao exército em operação na  Itália, sob o comando de Berthier, que aprisionasse o papa (V.Apoc. 13.10). Embora o Papado continuasse [v. Apoc. 13.3: “A sua chaga mortal foi curada”, a partir de 1929], o seu poder foi eliminado, e jamais manejou a mesma espécie de amplitude de poder que teve em dias antecedentes. Em 1870 os Estados Papais foram completamente absorvidos pelo reino unido da Itália; o poder temporal que o papa exercera formalmente por mais de mil anos teve fim, e o papa voluntariamente se tornou ‘o prisioneiro do Vaticano’, até que o seu poder temporal foi restaurado em 1929” (Idem, vol. 4, pág. 838. Grifo acresc.).


Conclusão: 1) Em 533 A.D. Justiniano emite um decreto reconhecendo o Bispo de Roma como Cabeça de todas as Igrejas. 2) Em 538 A.D. Belisário quebrou o cerco que os Ostrogodos levantaram contra Roma, e infligiu-lhes uma derrota marcante. 3) Em 1793 a França tomou medidas legais contra a religião. 4) Em 1798 Berthier aprisionou o Papa Pio VI.  Embora vejam a história se cumprindo milimetricamente nos tempos, não podemos deixar de perceber que, O Papa surge das cinzas “A sua chaga mortal foi curada” Apocalipse 13.3., e a partir do ano de 1929 quando adquire 44 hectares de terra de Roma forma o Vaticano como estado independente e surge uma dominação como um rei. Perceberam? Somente quando é formado o país, Vaticano, há um líder reinando como um Rei – Papa. Daí o começo da profecia dos sete papas. (G).