quarta-feira, 15 de maio de 2013

Estados Unidos Ataca a Liberdade dos Jornalistas - A Segunda Besta - EUA


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos se pronunciou, nesta terça-feira (14), sobre os grampos, o monitoramento de dezenas de linhas telefônicas, durante dois meses, usadas por jornalistas da agência de notícias Associated Press. 
O Departamento de Justiça americano confirmou: registrou todos os números que foram chamados de 20 linhas dos escritórios da Associated Press em Hartford, Nova York, Washington e na Câmara dos Deputados. Além de celulares e telefones pessoais de jornalistas.

Mas garantiu: as conversas não foram gravadas. Na última sexta-feira, o departamento informou à empresa sobre a espionagem sem explicar o motivo.
Entre os telefones monitorados, estão os de cinco repórteres e o de um editor que trabalharam em uma reportagem divulgada em maio do ano passado.
Nela, a agência revelava uma operação secreta da CIA no Yemen que tinha impedido a rede terrorista Al-Qaeda de explodir um avião de passageiros a caminho dos Estados Unidos.
A administração do presidente Barack Obama vem investigando com muita frequência o vazamento de informações classificadas como sigilosas. Mas normalmente o governo entra em contato com as agências de notícias antes, abre uma negociação e pede os registros. Segundo a Associated Press, dessa vez, isso não aconteceu.
Laura Malone, uma das diretoras da agência, disse que trata-se de uma afronta: "Foi um ataque à liberdade de imprensa. E também à primeira emenda da nossa constituição que garante a liberdade de expressão"
Segundo a AP, a reportagem só foi divulgada depois de o governo americano afirmar que não havia mais risco para a segurança nacional. Mas nesta terça-feira o procurador-geral dos Estados Unidos defendeu o Departamento de Justiça.
Eric Holder afirmou que este foi um dos vazamentos de informação mais sérios da história, e que colocou a vida de muitos americanos em risco.
O porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente Obama não tinha conhecimento da investigação na agência de notícias.
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Fonte: Adventismo em foco: http://wp.me/pnCOx-7Iv