segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Relatório de Pesquisa e Prática Profissional Produção de Texto








 Redigido: Marlen Galhardo                                                                                                                   

1 INTRODUÇAO        
                   O presente relatório de Pesquisa e Prática Profissional – Ensino Fundamental tem a finalidade de dar oportunidades aos estudantes de pedagogia para aprimorar seus conhecimentos por meio de pesquisas e entrevistas com profissionais da Educação Infantil, para conhecer seus métodos de ensino, observando se estão adequados aos seus alunos. 
                   Tem como objetivo conhecer as principais características da escola, dependências físicas, se o local está em condições de atender alunos professores e funcionários para o bom andamento com compromisso profissional e desenvolvimento das crianças para uma formação acadêmica dos alunos.       
                   Tem a finalidade de participar diretamente com profissionais da educação, convivendo com professores, alunos e o ambiente escolar, concedendo ao estudante uma visão crítica e construtiva para a formação de cidadãos responsáveis e capazes perante a sociedade.
                   A importância deste trabalho contribui para que o estudante adquira novas experiências, e desenvolva ideias, compartilhe com colegas da educação, para o desempenho de sua profissão.
                   Para a elaboração deste relatório foi indispensável várias fontes de informação tais como entrevistas com profissionais da educação na instituição pesquisada, bem como o auxílio de materiais, livros, internet e o conteúdo das tele-aulas realizadas no polo da Faculdade Internacional de Curitiba, FACINTER.







Caracterização da Escola
                   O colégio pesquisado está localizado na rua, Lisímaco Ferreira da Costa, 980, no bairro Bom Retiro. É um colégio privado com nível socioeconômico, médio-alta, da comunidade escolar. A escola atende das 07h15min, às 17h30min, cerca de 1054 alunos, divididos em várias etapas que vai do ensino pré-escolar, ensino fundamental I, ensino fundamental II, ensino médio e terceirão.
                   O prédio escolar é bastante espaçoso com capacidade de atendimento e bem estar aos alunos, professores, funcionários, etc. Há também no colégio um elevador que está disponível, se necessário for para atender algumas ocasiões que possam existir. O colégio foi fundado há quarenta e quatro anos, e está sempre procurando inovar e aprimorar os conhecimentos estudantis, desde educação pré escolar ao ensino mais avançado, bem como toda a equipe pedagógica, administração e direção. Os alunos que estão matriculados na pré escola estão divididos em cinco turmas, sendo uma sala no período da manhã, e quatro no período da tarde, cada sala tem em média dezoito alunos, o ensino fundamental I, tem aproximadamente, vinte e cinco a trinta alunos, o fundamenta II, aproximadamente, trinta a trinta e cinco alunos, ensino médio, trinta a trinta e oito alunos, e terceirão trinta alunos.
Na escola são quarenta e quatro professores, três pedagogas, duas orientadoras, uma psicóloga, um coordenador disciplinar, diretor e vice-diretor. As pedagogas possuem graduação, pós-graduação e mestrado.
O colégio possui dois turnos de atendimentos, matutino e vespertino, o primeiro turno inicia-se às 07h15min até às 11h30min para o ensino infantil e fundamental e até às 12h30min para ensino médio e terceirão. O segundo turno inicia-se às 13h15min, até às 17h30min, para turmas do ensino infantil, fundamental e ensino médio.



DESENVOLVIMENTO
PRÁTICA LINGUSTICA
Cada indivíduo ao nascer começa a aprender a língua em casa com os familiares, possuem valores dentro das comunidades das quais são faladas, todos os seres humanos precisam para a convivência do dia a dia, pode ser manifestada de várias maneiras, seja para se expressar com pessoas, com os animais, e há quem diga também com as plantas. Na verdade a linguagem, que usamos não se trata somente da fala ou escrita, é muito mais que se pode imaginar, é fazer parte do cotidiano da vida, em todos os lugares por onde vamos, estamos em contato diretamente ou não com ela, pois existem muitas formas de linguagem, para a interação entre a humanidade.
Segundo o Dicionário Houaiss (2001, p.1.763), Linguagemé.
“qualquer meio sistemático de comunicar ideais ou sentimentosatravés de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.
 No Dicionário Michaelis (2010), podemos encontrar a seguinte definição de Linguagem:
“Conjunto de sinais falados (glótica), escritos (gráfica), ou gesticulados (mímica), de que se serve o homem para exprimir suas ideias e sentimentos [...] qualquer meio que sirva para exprimir sensações ou ideias.”
É certo que sempre existirão pesquisas voltadas para prática linguística, a linguagem é forma pela qual nos comunicamos, pode ser falada, escrita, sinais, imagens... faz parte da vida de forma diversificada. Pessoas são diferentes, vivem numa sociedade de desigualdades, mas todas necessitam umas das outras, e de certa forma todas conseguem se comunicar, segundo o livro Práticas de Escrita para o Letramento no Ensino Superior,(Hartman de G, H. Schirley), (Santarosa Donizete Sebastião), “falam de acordo com o nível de escolaridade que possuem, com o grupo social a que pertencem, com a faixa etária em que se inserem, com o gênero com que se identificam e com a época histórica em que vivem”.
                   Desde a infância, as crianças já sabem se comunicar para tentar resolver suas dificuldades, e usa a linguagem adequada a sua idade, quando ainda bebê, sua comunicação é por meio de choro, ou gestos e assim conseguem interagir com os adultos, percebe que com estas expressões ela chama a atenção dos que estão em sua volta, para atender suas necessidades.
A partir dos dezoito meses, as crianças vão se desenvolvendo para as palavras, depois para as frases mesmo que incompleta, até chegar à idade de ir à escola, todos ao entrar em uma sala de aula, já conhecem e sabem se comunicar, a partir dai cabe ao professor sua colaboração de ensinar e educar seus alunos para crescer e se desenvolver para um futuro de compromisso com a sociedade na qual vive, sabendo que todo ser humano possui suas características e diferenças, cada um possui sua própria identidade, pois vivem em lugares diferentes, e convivem com pessoas que trazem consigo a forma de expressão de acordo com sua naturalidade, e região, ou a condição social e cultural.
De acordo com estudos e pesquisas, a linguagem entre as pessoas, é diferente desde o inicio da humanidade, pois conforme o tempo vai passando a linguagem também vai mudando, segundo o Livro, (PRÁTICAS DE ESCRITA PARA O LETRAMENTO NO ENSINO SUPERIOR), “Nada na língua é estático, pronto e acabado”. Tudo se refaz e se transforma incessantemente. Ainda assim existe a diferença de faixa etária de idade, entre o jovem, e a pessoa idosa, que às vezes se tornade difícil compreensão, mas não perde a comunicação, porque apesar das diferenças, existem os valores e o respeito, que devem ser de ambas as partes e seguidos por toda a vida.
 A língua padrão de hoje, pode não ser a mesma daqui alguns anos, como no passado, até os dias de hoje houve muitas mudanças, é certo que ainda haverá, mesmo assim é certo que ninguém ficará isolado por consequência das mudanças. Sempre existirão pessoas capazes de aprender e interagir umas com as outras
Construa uma fundamentação teórica abordando as seguintes questões:

 Ao falar da variação da linguagem, quero destacar a geográfica e social. A primeira diz respeito aos usuários da língua territorial da qual fazem parte. Assim pode-se perceber dentro desse aspecto se há mudança de ordem estrutural, como fonética morfológica e sintática, além da escolha lexical, o que não significa que estejam associadas somente esse tipo de variação, uma vez que se trata de fatores internos da língua. Exemplo: o português do Brasil e de Portugal, os brasileiros do sudeste, sul, nordeste, os falantes do meio rural e urbano etc. Existe numa língua, continuamente a coexistência de formas diferentes.
                Em relação ao segundo tipo de variação, isto é, a social cabe-nos observar os vínculos que a língua possui com a estratificação social: Esse tipo “relaciona-se a um conjunto de fatores que tem a ver com a organização sociocultural da comunidade da fala” (Alkimim,200 3:35).
De acordo com a norma padrão em linguagem, pode-se dizer que, entre os profissionais da educação, existe o respeito das formas que são faladas por diversas pessoas, a língua padrão é utilizada corretamente pelos educadores tanto na linguagem escrita como na linguagem oral.
Apesar das desigualdades que existe entre as pessoas, devido a várias etnias, culturas, regiões, escolaridade, ambiente familiar, etc. todos tem em comum a graciosidade de poder se comunicar, seja qual for a forma utilizada, devem existir o respeito e o cuidado de saber ouvir o que o outro tem a falar.
Ensinar e aprender são valores que faz parte do cotidiano da vida, moral, intelectual, profissional e espiritual. O educador não deve ser apenas um expositor de ensinamentos relacionados a métodos, escolares, mas ser o profissional que tem grande cuidado pelos educandos sob sua responsabilidade, ser alguém que reconhece a individualidade e valoriza o potencial de cada educando. Os primeiros anos de vida e os primeiros anos escolares são profundamente significativos na vida da pessoa, isso reveste de grande importância o trabalho da docente. Ao lado dos pais, ela tem relevante papel no destino da criança.
“Segundo o livro Pedagogia Adventista, pagina 63,”O professor, mais que um profissional habilitado a lidar com conhecimentos, pedagogias, hipóteses e, é também um artista capaz de lidar com sentimentos, situações, cenários e pesquisas personalidades. Mais que mero ensinador, deve ser modelo vivo no palco educacional e apto para educar, formar e ser imitado”.
                 Os pontos em comum em linguagem e diferenças entre as modalidades são: a comunicação tanto para a escrita como para a leitura, ambas oferecem meios do qual as pessoas se entendem.  
                 Foi observado que a filosofia deste colégio tem como objetivo principal, preparar o aluno para atuar em uma sociedade cada vez mais exigente e diversificada, fornecendo um conjunto de instrumentos indispensáveis para um futuro profissional de ética cristã.










Entrevista com Professoras do Colégio Pesquisado                    

A entrevista foi realizada com cinco professoras do ensino fundamental I, todas com formação no curso de pedagogia, e pós- graduação. O assunto pesquisado foi em relação às questões da linguagem e da forma como é utilizada a Norma Padrão, na linguagem oral e na escrita.
 1-           Em resposta a primeira questão, que está relacionada à linguagem e como se manifesta na sociedade, foi dito pela professora do segundo ano do ensino fundamental que, são de várias formas, pois tudo irá depender da cultura e do conhecimento pessoal de cada pessoa.
 Para as outras professoras de outras turmas, as resposta são que: Linguagem é a forma pela qual nos comunicamos, pode ser falada, escrita, sinais, imagens, mímicas, é toda forma de comunicação e expressão.
2-              Foi respondido que falar e escrever errado depende muito de onde você está, com quem, e sobre o que se está falando, mas na sala de aula falar e escrever errado são quando as crianças não estão dentro das normas de ortografia e verbos da língua portuguesa. Para outras a resposta diz que cada pessoa tem um jeito próprio, ou seja, uma característica cultural, por isso dizer que alguém fala errado é muito difícil, podemos dizer que algumas pessoas falam diferente do padrão estabelecido pela sociedade atual. Para outra professora falar errado é não se encaixar dentro da linguagem culta ou da linguagem típica do local em que vive já escrever errado é não seguir as normas da língua de acordo com sua idade.
3-              Para explicar a questão como proceder quando um aluno não se utiliza da linguagem padrão para se expressar oralmente e por escrito. Foi respondido por duas professoras que, oralmente repetem a frase de maneira correta, para que ele perceba. Outras responderam que a melhor forma de corrigir é o professor em algum momento logo em seguida, fazer uso daquela palavra só que de forma correta, para que o aluno sinta a diferença da sua pronuncia e da pronuncia do professor. E por escrito, mostrando para o aluno a forma correta e pedindo para que compare e o que pode melhorar na atividade que fez. Outra resposta foi que, repete a frase corretamente e diz para a criança que ela falou errado, pois elas aprendem também por exemplos e aos poucos elas vão incorporando a fala padrão ao seu dia a dia.
4-                Quanto o que se compreende como “Norma Padrão” em linguagem, foi respondida por uma professora que a norma culta correta, mas pouco utilizada. Outra respondeu que entende que é o estilo de linguagem usado pela nação. Outra resposta é que, norma padrão é aquela definida pelas normas da língua portuguesa
que são as aceitáveis dentro de um texto escrito. São as Normas estabelecidas pela sociedade.
5.                 Para saber quais os métodos mais eficientes para que o aluno se aproprie da “Norma Padrão” na escrita, foi dito que por meio da leitura e escrita, para outras professoras, é fazendo uso da norma na linguagem e na escrita. Para outra a resposta é a leitura, escrita, estimular o senso crítico de observar e perceber a grafia, a escrita dos lugares, conferir se está certo.
6-           Quanto aos objetivos a ser solicitados para que os alunos produzam textos, uma das professoras do segundo ano do ensino fundamental I, disse que para aprender a organizar as palavras, frases, parágrafos e por fim um texto e durante este processo fazer com que entenda que tudo o que se sente ou acontece pode ser expresso através da linguagem escrita. Para outra, começando por textos coletivos e partindo para os individuais, mas sempre utilizando algo ou assunto que eles se interessem. Também foi dito que desenvolver criatividades de ideias e pensamentos. Criação detento. Para outras professoras, a produção de textos sempre é feita com situações vivenciadas.
7-        Para a questão como saber que caminho o ensino de Língua Portuguesa deve seguir para tornar o aluno produtores de textos, uma das respostas foi que, devemos sempre iniciar desde cedo à leitura a interpretação e as produções textuais. Para outra professora, muita leitura e muita escrita de materiais que agradem a cada idade. Outra disse que é através de muita leitura. Também foi falado em não aprender apenas gramática, mas aprender a importância de tal ato para resolver seus problemas, para buscar informações, enfim ter fundo com propósitos sociais.
8-              Ao comentar as concepções sobre o ensino da gramática, grafia e leitura, ficou claro que na gramática precisa ainda muito que mudar, pois o ensino da gramática deve fazer com que ambos, alunos e professores enriqueçam, compartilhando suas experiências vividas da língua. Outro comentário diz que gramática deve estar sempre atualizada, e a grafia, usar as normas padrão para a correção, e sobre a leitura, os educandos precisam conhecer as diferentes formas de textos e como são produzidos. E que é necessário e faz parte das normas, é importante que dentro do ciclo de cada um, seja exigido sim, para que os alunos entendam que existe vida além do computador e da internet. Esses textos trazem novos conhecimentos e novos interesses. O ensino da norma culta, a observação da escrita das palavras de forma correta é importante para o crescimento intelectual. A correção da grafia tem sido um desafio para os professores que tem que se adaptar ao novo jeito de escrever, mas para as crianças será aceita sem maiores problemas.
Exigência da leitura: nesse caso é sempre bom procurar levar o texto para um assunto interessante, assim será bem aceito pelos alunos.
9-             Avaliar a qualidade dos textos é bem delicado é preciso conhecer o aluno, e saber se ele fez o máximo ou ainda pode fazer mais, avaliar um texto não é apenas ver a escrita, mas também conhecer o aluno (isso dentro da realidade do 2º ano do ensino fundamental I). Também é importante considerar a criatividade de cada um, pois ainda possuem dificuldades para expressarem o que pensam para o papel. Deve ser considerado o desenvolvimento das ideias, criatividade, coerência.
10-              Ao falar como se trabalha com gêneros textuais, para a produção de textos, foi comentado pelas professoras que é importante trabalhar vários gêneros textuais, pois cada um pode se familiarizar mais com um do que com outro, e assim por diante. As crianças gostam de rimas, poesias e contos, outro comentário diz que, após trabalhar os diversos tipos de gêneros e demonstrados de diferentes formas, também é trabalhado oralmente, com cartazes e produções nos cadernos. Usam o computador para as pesquisas de tipos de textos. Outra professora fez o seguinte comentário que, com a turma do 2º ano, é trabalhado com textos práticos e infantis, são apresentados alguns gêneros como ficção e outros, mas sem que saibam que estamos viajando de um gênero para outro.

Atividades Aplicadas: Prática – 1 Metodologia da Alfabetização

[1] Algumas crianças entre três e sete anos de idade, escreveram essas palavras, nas quais foram analisadas de acordo com a teoria de Emília ferreiro.
Foi solicitada a uma criança de quatro anos de idade, que escrevesse a palavra, menino, ela escreveu assim: Lbl, com base na teoria de Emilia Ferreiro, está caracterizada ao nível silábico, a criança conta os “pedaços sonoros”, usa uma letra para representar cada sílaba, as letras podem ou não ter valor sonoro convencional. Outra criança de quatro anos de idade escreveu a palavra anel da seguinte forma: Lau, também caracterizada ao nível silábico.                                 
 A palavra hipopótamo foi escrita por uma aluna de sete anos, ela escreveu assim, ibobotamo, classificada ao nível alfabético, comete pequenos erros, nesse caso também na fonética. Um aluno de cinco anos de idade escreveu formiga dessa forma: Aoa, nível silábico, as letras não tem valor sonoro, cada letra para representar uma sílaba.  
A palavra formiga foi escrita desta forma, formieia, por uma criança de seis anos de idade, está classificada ao nível alfabético, pequenos erros.
           


Atividades Aplicadas: Prática 2 - Metodologia da Alfabetização página 52 Pesquise sobre Vygotsky

Prática [2]
Lev Semenovich Vygotsky se formou na universidade de Moscou no histórico ano de 1917, um marco da revolução russa que derrubou o império dos azares que deu lugar a nova Russia Socialista. Professor e judeu russo, que fundou a chamada psicologia histórico e cultural, também conhecida como psicologia interativista sócio- cultural ou psicologia sócio interacionista, ou ainda teoria histórico social. Foi o primeiro psicólogo moderno a enfatizar que a cultura se integra ao homem pela atividade cerebral estimulada pela interação entre parceiros sociais mediatas pela linguagem, a linguagem ferramenta que torna o animal homem verdadeiramente humano, contemporâneo do professor e psicanalista (1806-1933), Gean Piaget.
Vygotsky nasceu na cidadezinha de Orsha em pleno império russo, na região da hieliorussia no final do século dezenove, morreu de tuberculose aos trinta e sete anos de idade, porém com uma importante obra de mais de duas de centenas de trabalhos científicos, os mais conhecidos no livro Pensamento e Linguagem.
Recebeu sua formação inicial diretamente de tutores na residência de sua infância conforme a tradição das famílias abastadas e mais tarde foi estudar na universidade onde integrou o grupo de jovens intelectuais que buscavam um elo entre socialismo e uma nova psicologia integrada de corpo e mente. Embora graduado em direito, também transitou nas áreas de medicina, história, psicologia interativa, filosofia, por trás da formação interdisciplinar decisiva para a base das suas ideias que mesclava a biologia do corpo com a filosofia, literatura, e psicologia da mente.
Sobre as funções psicológicas superiores e como a linguagem e pensamento estão fortemente conectados. Para Vygotsky é importante avaliar a criança pelo que ela está aprendendo e não pelo que já aprendeu, sua teoria procura avaliar os processos mentais evoluídos na compreensão do mundo, o modelo de aprendizado descrito por suas ideias representavam um grande salto para a pedagogia, especialmente quando descreve a zona de desenvolvimento proximal.
Defende que a interação é o ponto principal para o crescimento da criança, no ambiente na qual ela vive, que a linguagem é social e não se torna social, em sua teoria, pensamento e linguagem não são dicotômicos, mas caminham juntos na interiorização do mundo exterior. O papel do outro (adulto ou criança) é fundamental para a construção da consciência. É papel exercido pela linguagem.
 Trabalha também com outro domínio da atividade infantil que tem claras funções com desenvolvimento o brinquedo, como numa situação imaginária como a da brincadeira de “faz de conta”, (“o carro que ela está dirigindo na brincadeira”), é caracterizada pelo motorista, passageiros a forma de dirigir, não pelos elementos reais concretamente presentes no ambiente em que está brincando. Ao brincar com um tijolo de madeira, como se fosse um carrinho, ela se relaciona com o significado, (a ideia de “carro”), e não com o objeto concreto que tem em mãos. A partir dai a criança cria ideias e fortalece a zona proximal de desenvolvimento.
“A zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presente em estado embrionário. Essas funções poderiam ser chamadas de “brotos” ou “flores” do desenvolvimento, ao invés de frutos do desenvolvimento”. VYGOTSKY,p.97, (2). Desenvolvimento e Linguagem.


Atividades Aplicadas a Prática 1- Metodologia da Alfabetização página 113 Questões para reflexão

LETRAMENTO
Prática [1]
[1]               É tudo que envolve o indivíduo em práticas do cotidiano, como por exemplo, estão em conexão com o mundo, nas informações por jornais, revistas, novelas, práticas simples do dia a dia, como uma receita de bolo ou até mesmo na leitura de um gibi.
Porém existem as dificuldades e facilidades a serem relatadas no aprendizado da alfabetização e letramento.
Uma das facilidades aqui encontradas é no desenvolvimento da criança ao ser alfabetizada e letrada, além da leitura e escrita, também é fazer uso para o desenvolvimento de textos e estar integrada á pratica social e utilizar o material concreto como o uso de gravuras e imagens.
A dificuldade a ser encontradas está na falta do ensinamento de interpretação de textos, não basta apenas saber ler e escrever, é necessário entender o que se lê e se escreve. A partir daí gera outra dificuldade a de realizar atividades de acordo com o uso da linguagem padrão.





Prática [2] Reflita: você conhece alguém que seja analfabeto funcional?

Existem várias pessoas na condição de analfabeto funcional, creio que muitas pessoas conhecem alguém, até mesmo dentro da própria família. Cabe a cada um a partir do momento que conheceu alguém nesta situação, encaminha-la ao conhecimento que existem instituições e escola especialmente para aqueles que por alguma razão não tiveram oportunidades de se alfabetizarem corretamente.

Atividades aplicadas: prática 1 – Metodologia da Alfabetização
[1] Pesquise pessoas que: foram alfabetizadas com cartilha.
Ao encontrar pessoas que foram alfabetizadas com cartilha, foi relatado que algumas não tiveram dificuldades no processo de leitura e escrita, porém ao falar em desenvolvimento de textos, foi um pouco difícil porque o aprendizado estava voltado para práticas de copiar, ou escrever em forma de ditados.
Pessoas alfabetizadas antes de entrar na escola:
Pela pesquisa realizada, algumas responderam que era muito difícil ir para a escola, principalmente as mulheres, muitas crianças aprendiam a ler e escrever o nome, e isto era o bastante, mas com o passar dos anos, algumas destas pessoas procuravam se alfabetizar indo para a escola, isto é considerado ser alfabetizado antes de entrar na sala de aula.
Para encontrar pessoas que se alfabetizaram na educação infantil, em se tratando dum passado longe, foi mais difícil, mas nos dias de hoje, as crianças quando vão para a escola, a maioria já sabem escrever seu nome e identificar as letras, mesmos estando espalhadas com outras.
Devido às necessidades muitos pais deixam seus filhos em creches ou escolinhas, por esta razão, não é difícil encontrar crianças que são alfabetizadas antes dos cinco anos de idade.
Pessoas que não se alfabetizaram no primeiro ano de escolaridade; estas são as que têm certas deficiências, da qual devem ser encaminhadas para um profissional para identificar o porque da dificuldade deste aluno, na pesquisa realizada, algumas pessoas não conseguiram se alfabetizar no primeiro ano de escolaridade por motivo de seus pais se mudarem muito, não ter uma morada fixa para viver. Para outras a dificuldade maior estava na falta de conscientização dos pais, ao invés de levar seus filhos para a escola, eles preferiam leva-los para ajudar no trabalho para o sustento da casa.
Em uma entrevista com uma pessoa com idade de setenta anos, ela relatou que seu maior sonho era ir para a escola, mas seu pai não deixou, sua vontade de aprender a ler e escrever era tanta, que quando se casou pediu ao seu marido que a ensinasse, já que era alfabetizada e foi para a escola. Foi assim que conseguiu aprender ler, quanto a escrever foi mais difícil, mesmo com dificuldade ela observava a forma como seu marido escrevia, então ia juntando as letrinhas e formava as palavras, conseguiu escrever seu nome.
Encontrei alguém que ao relembrar seus primeiros anos de escolaridade, trazia consigo más recordações, devido à forma de ensinamento, com violência e castigo por parte dos professores da época.
As boas recordações foram relatadas por alguém que se lembrava de sua primeira professora ,quando estava em desespero por nunca ter ido à escola, ela a confortou com palavras de carinho e segurança, e teve muita paciência quando o medo e a insegurança lhe atormentava.




Prática dois
Estar alfabetizado é:
[2]A importância do processo de Alfabetização para a criança está principalmente nos primeiros anos, a maneira como a professora age com ela e com seus colegas de sala, a segurança que ela passa e a forma de interagir e fazer que a criança aprenda a desenvolver ideias, e habilidades, nos primeiros anos de vida escolar que a criança aprende as primeiras letras, e desenvolve seus conhecimentos já adquiridos no ambiente no qual vive. Trás consigo suas características e diferenças, seu caráter é aperfeiçoado e valorizado para um futuro de capacitação e profissionalismo.
Portanto nos dias de hoje para uma pessoa estar alfabetizada, é necessário que ela saiba ler, escrever e interpretar deve entender o que está lendo e ter condições de dar sua opinião sobre o assunto em questão. Algum tempo atrás quem sabia ler e escrever era considerado alfabetizado, porem nos dias atuais, não basta apenas, é preciso à compreensão do que se lê.
O educador deve ensinar estimular e orientar o aluno a procurar respostas para suas indagações por meio de instrumentos como pesquisas, que propicia a construção do conhecimento e a criatividade, assim o educador não coloca a mente do educando sob seu controle, mas contribui para o desenvolvimento de sua autonomia intelectual.
Segundo Magda Soares, “o processo de alfabetização e letramento requer muito mais do que a escolha de um método”.
O professor não deve apenas ser um expositor de ensinamentos relacionados a métodos escolares, mas ser um profissional que tem grande cuidado pelos seus alunos sob sua responsabilidade, alguém que reconhece a individualidade e valoriza o potencial de cada um.

METODOLOGIA DE LÍNGUA PORTUGUESA: PÁGINA 64
ATIVIDADE APLICADA: PRÁTICA

Este texto foi produzido por uma criança de oito anos de idade, do terceiro ano do ensino fundamental.
Férias
Eu fui na praia, lá o mar estava marrom, nossa, lá tinha um pau que parecia uma foca, mas vamos ao moral da história foi super. legal! O lugar que eu queria ir era o Beto Carreiro World, eu gosto do Beto Carreiro principalmente do shou de carros, eu já fui lá, mas no mês das crianças que foi em outubro, eu fiquei sabendo que comprava um dia e ganhava o segundo dia grátis, por isso eu queria ir novamente. Fim
Ao analisar a forma da criança falar, foi possível perceber que não houve nenhum processo fonológico interferindo na escrita, apenas alguns erros de ortografia e acentuação, pois está em processo de aprendizagem.

Atividades de Aprendizagem: Metodologia de Língua Portuguesa página 91 e 92 questões para reflexão 1 e 2
1.              O personagem Chico Bento foi criado para entretenimento das crianças e adultos, o Conselho Nacional de Cultura queria proibir a publicação de revistas alegando que servia de mau exemplo para as crianças.
Ao refletir sobre a forma que o personagem usa com as palavras, em minha concepção, pode haver influencia na mente das crianças com as palavras, dando ênfase a pronúncia errada, porém se esta vive em um ambiente no qual as pessoas falam de forma culta, certamente vai perceber a diferença, em algum momento vai perguntar, com certeza não terá dificuldade de saber que se trata apenas de um personagem.
2.                 Colete algumas revistas direcionadas a diferentes profissões e anote alguns jargões que encontrar.
“Nossa capital de conhecimentos permite alavancar um ecossistema de parceiros para ampliar o valor agregado nas ações estratégicas com foco no cliente” Marta Rodrigues (ações).
Em relação à dona Fabiana, o prognóstico é favorável no caso de pronta suspensão do remédio. Educação.uol.com.br/giriaejargoes

Atividade Aplicada: Prática, página 92
Faça uma pesquisa e analise variações linguísticas nos diversos níveis: fonético, lexical, sintático. Faça um relatório com exemplos
A variação fonética é caracterizada aos diversos sotaques, que podem acontecer no nível seguimento.
Exemplo: a palavra coração pela maioria das pessoas a vogal o, é com pronúncia fechada, para alguns estados do nordeste sua pronuncia é aberta.
No entanto a variação fonética acontece com mais intensidade ao nível suprassegmental, que está diretamente ligado ao ritmo da fala, como exemplo, a fala do gaúcho, que faz uso do pronome tu, na fala do baiano tem a diferença gramatical, a falta do artigo definido antes dos nomes próprios, o mineiro pela juntura das palavras, o carioca e o paulista é caracterizado pelo uso de expressões.
comoorraou pô. E na fala do cearense há variação sintática de ornamento como, sei não.
Segundo os psicolinguistas, temos em nosso cérebro uma espécie de dicionário chamado léxico mental, onde arquivamos todas as informações sobre a língua, ou língua que falamos. Alguns teóricos acreditam que estão armazenados em nosso cérebro certos tipos de informação: semântica, sintática e fonológica.
Um modelo de processamento da fala bastante interessante formulado por Levelt (1998, p. 9), propõe que a construção das sentenças começa por uma primeira etapa chamada conceitualização, que se inicia com o planejamento do conteúdo da mensagem, seguida por uma busca ao léxico semântico.
Modelo de Levelt para o processamento da fala, conceitualizador léxicos, formulador, sintático (dicionário de regras de formação de sentença), léxicos fonológicos (dicionário de regras de pronuncia).













Considerações Finais
A elaboração deste trabalho de Portfólio é de suma importância para desenvolver habilidades aos estudantes de pedagogia, que estão frente a frente com a realidade, participando e observando os métodos educacionais.
Foi observado que a Metodologia de Ensino proporciona um ensino de qualidade, ofertando aos seus alunos conforto e pleno desenvolvimento para uma formação acadêmica.
O trabalho e pesquisa realizada na escola, trás ao estudante universitário novas experiências de aprendizado e contribui para a troca de assuntos entre seus colegas de escola, é uma atividade na qual pode se atuar diretamente com situações dentro de uma sala de aula, deparando-se não somente com a teoria, mas com a realidade da prática, pois entra em contato com técnicas que não estão dentro da faculdade.
Ao participar do ambiente escolar e das atividades, é possível dizer que é fundamental entrar em contato diretamente para a colaboração de sua futura profissão, é que se pode saber a realidade do ensino, para aprender cada vez mais as atitudes corretas a tomar em determinadas ocasiões e que passos seguir para ter uma prática pedagógica democrática e inovadora que atenda as necessidades dos alunos para um futuro de profissionais capazes de atender uma sociedade cada vez mais exigente e diversificada. Formar cidadãos com senso crítico a respeito de sua realidade e prontos a enfrentar os desafios da vida.
O estudante de pedagogia adquire conhecimentos para sua formação profissional e passa a ter uma ampla visão do mundo para a realização de seus ideais Foi indispensável à contribuição de alguns profissionais, professoras e pedagogas, bem como a observação de algumas atividades e a participação de crianças para a elaboração de texto e para a realização de práticas com a escrita de palavra.


Referências                         

HARTTMAN, Schirlley H. G. Práticas de Escrita para o Letramento no Ensino Superior. (2011) Editora IBPX.
SANTAROSA, D. (2011) Editora IBPX.
Dicionário Houaiss (2001, p. 1.763)
Dicionário Michelis (2010)
Pedagogia Adventista, página 63 – Casa Publicadora Brasileira Tatuí-SP Editora Afiliada ABDR.
FERREIRO, Emilia (1985, p. 29)
VALLE, Luciana de L. D. Metodologia da Alfabetização (2011) 2ª Edição- Editora IBPEX.
GOMES, Maria Lucia de C. Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa (2011), 2ª Edição revista e ampliada – Editora IBPX.
JEAN, Piaget. (1806 – 1933).
Acesso em 12-03-2011: site www. educação.uol.com.br/giriaejargao
VYGOSTKY, Desenvolvimento e Linguagem, p.97, (2). Editora Scipione ISBN.