sexta-feira, 5 de abril de 2013

Daniel 8 - O Alicerce da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Parte 2


                                                   
Estamos falando de alicerce, e se tratando deste, sabemos que dificilmente é reformado; porém, uma casa, ela por anos e estando com alguns defeitos é restaurada e concertada. Se as paredes estão rachadas, quebramos e rebocamos de novo; se ela está com mofo, pintamos; se as conexões onde corre os fios estão descascadas, trocamos os fios por novos. Pois bem, quanto ao fundamento, estrutura pouco se pode fazer.

Considerando o direito ao respeito da história e dos fatos que ocorre na mesma, temos como base o contexto paralelo da Palavra de Deus. Em Daniel 8.12 nos diz que, “O exército lhe foi entregue com o sacrifício contínuo, por causa das transgressões”. Podemos ler assim o texto: O povo santo foi entre para ser perseguido por um tempo que foi de 538 a 1798, totalizando 1260 anos onde o Papado perseguiu os cristãos na inquisição.

Nesse tempo já havia uma aliança entre o Estado e a Igreja a partir do imperador Constantino chamado de o Grande, que afirmou tornasse cristão; no ano 313 a.D., pelo Edito de Milão. Tendo ele reconhecido plenamente a legalidade do culto cristão. “Depois, ouvi dois anjos conversando, e um perguntou ao outro: - Quanto tempo vai durar aquilo que apareceu na visão? Por quanto tempo essa oferta nojenta será apresentada em lugar do sacrifício diário? Por quanto tempo será entregue o santuário e o exército [santos], a fim de serem pisados?” (Daniel 8.13). 


A palavra “sacrifício” não existe no original hebraico. Então, podemos usar a pergunta assim do texto: Por quanto tempo ocorrerá à perseguição aos santos, oferecendo um ritual (oferta) terrestre em vez de celestial? Isto é, uma transferência sacerdotal (Papado) de perdão de pecados terrestre, em relação ao humano, deixando o sacerdócio de Cristo de lado.

Volte um pouco o texto dentro do contexto de Daniel 8.12 e veja que: “E deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou”. Isto é, mudou o sacerdócio que deveria celestial que deveria ser o de Cristo pela humanidade, para um sacerdócio terrestre, ou seja, o Papado assumiu a função que pertencia a Cristo e prosperou nessa atuação, mas, perceba que jogou o que era verdadeiro no chão e ainda pisou na verdade.
No texto seguinte, é nos apresentado o tempo desta perseguição aos cristãos, que protestaram por causa desses erros escriturísticos bíblicos. Veja: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. (Daniel 8.14).

 Perceba então uma coisa: Se o santuário celestial que pertencia a Cristo, havia sido mudado para Terra, através de uma posse indevida pelo papado, não permitida pelo o original dono; obviamente ele (santuário) deveria voltar para Aquele legítimo dono; que é Jesus Cristo. Logicamente se eu sou dono de uma empresa, e vem alguém, e se apossa dela, que não é proprietário desta, por não ser o legal dono, teria que eu restituir de volta a minha função de proprietário de novo.

Foi por esse motivo que o texto nos diz: “E o santuário será purificado”, deixando o santuário terrestre (do papado) de um suposto-dono, para um original dono, que é Jesus Cristo (no santuário celestial). E essa purificação deveria haver um tempo específico a qual é apresentado ao anjo em conversa: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs” isto é, 2300 anos.

Segundo o Dr. Ruy Cesar Silveira, “A visão aqui, abrange os períodos do ‘Carneiro’, do ‘Bode’ e do ‘Chifre Pequeno’, segundo o original hebraico; e não ser refere somente a partir do ‘chifre Pequeno’ (ou Ponta Pequena), como atualmente aparece nas falsas interpretações, colocando Antíoco Epífanes como o ‘Chifre Pequeno’ de Daniel 8.9 (V. obs. 9b)”.

“O texto refere-se ao Papado como estabelecendo a ‘transgressão assoladora’, ou a ‘transgressão causando horror’ [V. obs. 10b]’. O espantoso horror da Inquisição está aqui certamente incluído. A expressão acima pode referir-se a ‘ambos os sistemas’ – Pagão e Papal de religião falsa, em conflito com a religião de Deus”. (B.C., vol. 4, pág. 843).

Jesus referindo-se a grande tribulação que ocorreria disse: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mateus 24.15-18). 

Os romanos destruíram o santuário terrestre judaico no ano 70 d.C., e Jesus disse: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”. (Mateus 23.38). Perceba que este santuário terrestre, após a morte de Jesus Cristo no ano 31 a.D. não tinha mais sentido nenhum. Veja: “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas”. (Mateus 27.51); “Disse-lhe Jesus: Mulher pode crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai”. (João 4.21); “Mas foi Salomão quem lhe edificou a casa. Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta: O céu é o Meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do Meu repouso?” (Atos 7.47-49); uma pequena pausa para fazer uma pequena observação ao texto de atos perceba que a casa de Deus a qual Ele repousa ou mora é no santuário celestial e não terrestre; porém, isso não nos dá o direito de dizer que Ele não possa habitar na Igreja, pois diante da interpretação do texto, Ele não deixa a terra de lado afirmando ser ela “o estrado de seus pés”, ora se estrado, é por que Ele anda nela; visto que nós mesmos andamos nos estrados. 



Jesus “penetrou além do véu tornando sacerdote para sempre pela ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6. 17-20). A história nos conta que Roma Pagã levantou-se, contra o santuário terrestre, ou seja, contra Israel Jerusalém por ter rejeitado Jesus Cristo como messias e o matado. Diz a profecia: “Mas, se não obedecerem, e não guardarem o sábado como dia sagrado, e se nesse dia carregarem cargas para dentro dos portões da cidade, então eu porei fogo nesses portões. O fogo destruirá os Palácios de Jerusalém, e ninguém poderá apagá-lo”. (Jeremias 17.27). 

Agora veja a comparação à parábola das bodas que Jesus apresenta: “O rei irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade”. (Mateus 22.7).

Surge agora Roma Papal levantando-se “contra o Príncipe dos príncipes”. (Daniel 8.25). Não esqueça estamos no contexto de Daniel 8, temos que dá prosseguimento ao assunto. “Por suas astúcias nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem”. (Daniel 8.25 Bíblia 1993). “... e matará muitas pessoas à traição. Finalmente ele [Papa] desafiará a Deus, o Rei dos reis [Jesus Cristo], mas será destruído sem o uso de força humana”. (Daniel 8.25 Bíblia NTLH).

Fazendo um paralelo com Apocalipse 13.6 vemos: “E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu”. Os defensores da doutrina do Papado, não consegue perceber o singular no texto: “Abriu a boca”, e não abriram às bocas. Embora sabermos o sistema geral na influência do comando, o líder é o principal no assunto, como o Cristo o é, e não somente seu governo.

“Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu...” (Apocalipse 11.19 Bíblia 1956). Temos que entender que toda visão, desde o “Carneiro” – a Medo Pérsia, até o reinado do Papado que é o “Chifre Pequeno” entende-se como os dois santuários: Terrestre e Celestial que foi apresentado a Daniel é para “o tempo do fim”. (Daniel 8.17). A profecia diz: “E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão ser refere ao TEMPO DETERMINADO DO FIM”. (Daniel 8.19 Bíblia 1956).


Concluindo: “o exército”, como vimos, é “o povo santo” que fora perseguido por Roma Papal e Pagã (Daniel 7.21,25; 8.24); vimos à destruição do templo terrestre com a invasão de Tito no ano 70d. C. E que “a verdade foi jogada por terra e pisada pelos pés” (Daniel 8.11). E o “santuário” em Daniel 8.13 pode referir-se tanto no original hebraico qõdes´ Terrestre como Celestial, o “alicerce” deste santuário seria jogado por terra, e haveria de ser levantado, para ser colocado no seu devido lugar e com o seu real regente, Jesus Cristo. (G).