sábado, 20 de julho de 2013

O Milênio


                                                                                                           
     “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.” (Apocalipse 20.1-3).

  A prisão

     Muitas vezes e quase sempre dizemos quando alguém está em pecado, está acorrentado em pecados. Ou seja, preso pelos erros que cometera. Quando queremos colocar nossos filhos de castigo à primeira coisa que fazemos é, tirar suas vontades. Prendemos num quarto, deixamo-los sem conversar com os amigos, ou até mesmo ninguém. Tiramos seus prazeres, muitas vezes até seus melhores desejos, se o erro cometido é muito grande. Pois bem, é isso mesmo que irá acontecer com Satanás e seus anjos. Preso sozinho com os anjos, sem ter como influenciar pessoas para o mal, passando um grande tempo de castigo. Essa corrente significa sua prisão em não ter há quem tentar. 

  Prosperidade e Paz Milenar

      O milênio será um período onde a igreja remanescente, terá de presente um tempo determinado para conhecer há morada de Deus. Ou seja, o céu. É nesse tempo que os homens juntos com os anjos e a trindade, comprovarão como os julgamentos foram feitos. “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar.” (Apocalipse 20.4). Há humanidade salva perceberão porque alguns estão salvos e outros perdidos para sempre. E saberão que estão salvos porque testemunharam e morreram por causa do nome de Jesus Cristo, e também, por não aceitarem seguir a besta, muito menos receberem em adoração sua imagem nem tampouco sua marca na fronte e na mão; por isso estarão reinando por mil anos. (verso 4, última parte). Perceberam? Na fronte, ou seja, na testa. É na mente que, compreendemos, analisamos, percebemos, aceitamos ou rejeitamos o conhecimento de tudo que passa ao nosso redor. É com a mão que fazemos às coisas, escrevemos, pegamos algo, trabalhamos etc. Pois bem, a marca da besta está ligada com algo que na mente as pessoas, possam aceitar e ao mesmo tempo possa usar com as mãos. Por isso, o mais lógico e mais sensato seria pensar ser um dia. Porque Na história da humanidade sabemos que um dia especial dos mandamentos de Deus fora trocado e admitido por muitos. O sábado dia de descanso determinado pelo próprio Deus em Êxodo 20.8-11 foi trocado por um dia de adoração pela igreja católica romana. Perceberam? Na mente é igual à aceitação pensada, embora errada.  E na mão, é igual ao trabalho neste dia. Muitas pessoas trabalham no sábado em vez de descansarem e adorarem Deus. E para se trabalhar, usamos a mente e as mãos! São por essas e outras coisas que somente aqueles que testemunharam e aceitaram o que a Palavra de Deus (Bíblia) diz que estarão no descanso eterno. (Hebreus 4).

  Fatos do milênio

1)O triunfo da glória de Jesus Cristo; 2) A vitória da Igreja Remanescente em meio às tribulações; 3) Um tempo determinado para comprovação dos salvos e perdidos, sob a orientação de Deus; 4) O período de descanso e aprendizado sobre tudo que ocorrera no céu e na terra; 5) O ajuntamento de todos, para executar o juízo final; 6) Desmascarando Satanás e seus demônios, para que todos compreendam bem o amor de Deus.
 
“Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.” (Apocalipse 20.5). Essa passagem é muito clara sobre os que são ressuscitados primeiros e aqueles que ficaram até que se completem os mil anos. Acho que não se precisa dizer mais nada! É mais que percebido que alguns ressuscitarão para passar um tempo determinado no céu, e outros ficarão para a segunda ressurreição porque morreram na primeira ressurreição com a glória de Jesus Cristo.

“Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre ESSES A SEGUNDO MORTE NÃO TEM AUTORIDADE; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e REINARÃO COM ELE OS MIL ANOS.” (Apocalipse 20. 6). Perceberam que não reinarão no céu por mais de mil anos? Por que digo céu? É porque lá que estarão os salvos e não em outro lugar!

O Fracasso existente

          Vemos hoje na atualidade às ditas igrejas da prosperidade fazendo com que os seus membros acreditem no mundo atual, como sendo um lugar onde se possam viver muito bem com seus prazeres e tesouros, e ainda uma vida melhor. Esquecendo que não é aqui o nosso lugar e ainda mais o que havia Jesus dito sobre guardar tesouros onde traçam e ferrugem correm e ladrões roubam. (Mateus 6.19 ). 1)Passados mais de dois mil anos e a igreja não conquistou toda a humanidade para o cristianismo; 2) Ninguém conseguiu acabar com fomes, pestes, terremotos e consolidado a paz mundial ao que se referem guerras e rumores de guerras; 3) A falta de afeto e de compromisso para com os necessitados e pessoas desempregadas, mostra-nos o esfriamento do amor e da fé. “...quando vier o Filho do homem, achará por ventura fé na terra?” (Lucas 18. 8 última parte).
                                                                                                                                       Satanás e Seus demônios soltos e derrotados


         “Quando, porém, se completassem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão.” (verso 7). Lembra quando colocamos no começo do texto nossos filhos de castigo? Agora chegou a hora de tirarmos desse castigo. Pois é isso que Deus fará com os filhos maus, tirarão do castigo que ficaram por mil anos. Caros amigos, vocês não acham fácil essa explicação? Por que então complicar se é bem claro à Bíblia Sagrada quanto ser solto Satanás junto com seus seguidores? Satanás ficou preso por mil anos, seus seguidores mortos. Agora Jesus volta e tira-os das correntes, símbolo da prisão por não ter tido a quem tentar. Agora quando solto o que ele faz junto com todos aqueles que permaneceram na terra por esse tempo? “e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos [norte, sul, leste e oeste] da terra, Gogue e Magogue [representam de um lugar a outro], a fim de reuni-las para peleja. O número dessas [pessoas] é como a areia do mar.” (verso 8).

Sabemos que para se ter uma melhor compreensão sobre os assuntos propostos, precisamos usarmos todo um contexto escriturístico para analisarmos bem. Veja agora o julgamento de Deus no final quando João vê “Um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono, Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto,. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” (Verso 11 e 12). Conforme havia dito no começo, Deus aqui apresenta para todos aqueles que se encontram ao redor do trono, porque estão salvos e porque estão perdidos, mediante o que haviam feitos (ações boas ou más) como também aqueles, que não obedeceram a sua mensagem e não aceitaram o cordeiro que Ele havia enviado para salvá-los. (João 3.16). Após todos esses julgamentos dos réus no céu e o bater do martelo, o destino final é traçado, e até aqueles que morreram nos mares, “E foram julgados, um por um, segundo suas obras”. (verso 13). O que estava escrito no livro comprobatório será a sentença final, todos concordam e todos aceitam o veredito: “Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a SEGUNDA MORTE, o lago de fogo.” (verso 14). Lembra quando havia dito no começo do texto que, na primeira ressurreição uns seriam salvos e outros morreriam por não terem aceitado Jesus e seus ensinos? Agora eles serão ressuscitados de novo, para receberem a sentença final na volta de Jesus Cristo após o milênio de comprovação nos livros das obras. E não estando escrito no Livro da Vida, é mais que óbvio que estarão perdidos. Veja: “E, se alguém, não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” (Apocalipse 20.15). A destruição total de todos, quer seja, o Diabo e seus anjos maus, quanto os homens em geral.

A cidade Eterna

    Passados todos esses eventos finais, surge agora um novo dia, um novo despertar, uma nova chance e uma nova cidade, onde não mais haverá pecados. (Apocalipse 21.1 e2 primeira parte). “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém que descia do céu, da parte de Deus.” (verso 2). Bem, aqui há de se notar que a cidade desceu do céu e pousou na terra. Porque se desceu, é porque não mais está no mesmo lugar. E sabemos que o céu fica em cima e a terra embaixo do “estrado dos pés.” Agora Deus se apresenta vindo para habitar junto com os homens e viverá para toda a eternidade com eles. E ninguém mais passará pelo sofrimento e angústias e nem mesmo nenhuma dor, porque tudo já se passou e agora é uma nova vida de amor e alegria. (versos 3, 4 e 5). A Nova Jerusalém é mostrada para o Apóstolo João por um dos anjos que havia jogado uma das sete pragas, e apresenta toda a beleza fenomenal daquela cidade onde todos os salvos irão morar por toda a eternidade. (Apocalipse 21. 9-27). Há todos aqueles que vencerem ser-lhe-á dito: “Vinde benditos de meu Pai”.


Conclusão

  Somente aqueles que estão dispostos para viver uma vida de abnegação e perseverança é que poderá usufruir desses privilégios que no final serão premiados. Tiveram os corpos ressuscitados na primeira ressurreição, num abrir e fechar de olhos. Ou seja, num piscar de olhos. (1 Tessalonicenses 4.16 e 17). E que aos serem salvos, os mortos ressuscitaram incorruptíveis... (I Coríntios 15.52). E porque eram fortes, determinados, surrados, insultados, caluniados, serrados, apedrejados, acorrentados, perseguidos, presos e maltratados, onde andaram refugiados pelas cavernas e em buracos na terra. Onde o mundo não era digno deles! (Hebreus 11. 35-38). São esses, que serão vistos por Deus como “superior ressurreição”. E se há “superior ressurreição” seria mais que lógico afirmar ter “ressurreição inferior”, ou seja, ressurreição dos ímpios, daqueles que não quiseram ouvir a voz do espírito as igrejas. Uma coisa é certa: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.”(Apocalipse 3.21). Amém! [G].