sábado, 25 de julho de 2015

O cálice do vinho e do pão





“Dia após dia nós somos atacados; dia após dia somos traídos”, queixava-se Tertuliano; “muitas vezes, durante nossas reuniões, somos surpreendidos por um assalto”.

Quando os cristãos perseguidos já por volta do ano 304 A.D. eles se reuniam escondidos em casas de outros irmãos com o fim de adorar a Deus.

E como faziam isso? Certamente com a santa ceia, seguindo os passos da ordem dada por Jesus Cristo: “fazei isso em memória de mim!”.

Eles cumpriam fielmente este mandado, pois acreditavam que onde tivesse dois ou três, ali estaria ele junto deles. (Mateus 18.20).

Era um tempo muito complicado porque a adoração não era feita livre, mas em casa.

Num dos primeiros cultos havia em torno de 49 pessoas reunidas, o mais velho que era chamado de presbítero (ancião), comandava, mas isso não queria dizer que não houvesse um colegiado para determinar como deveria prosseguir a reunião.

Contudo, o maior objetivo nessas reuniões não era pregar, mas fazer orações em favor daqueles que eram perseguidos, e mais, o hábito de dividir os bens a fim de ajudar os necessitados (Atos 2).

Muitos acreditavam que não poderia haver tal reunião sem a santa ceia, pois isso acompanhava como um cumprimento das Escrituras.

Tanto é verdade que Felix, filho de Saturnino e orador da igreja (casa), ele indagou de maneira contundente a apologética dizendo – “como se pudesse existir um cristão sem a Santa Ceia, ou pudesse a Santa Ceia ser celebrada sem um cristão? Um não tem valor sem o outro. Nós realizamos nossa reunião de modo muito glorioso...”.  

Diante disso, eles acreditavam que a presença do Senhor se fazia presente entre eles, não só no coração e na mente, porém, como em forma real.

Assim sendo, com essas reuniões e não deixando de cultuar esse dogma do pão e vinho, consumavam uma comunhão concreta e ao mesmo tempo, regozijavam estarem fazendo o que o Mestre havia determinado que fizesse e poderiam usufruir do reino vindouro naquele momento.  
  
Havia uma representação formada não somente de um cristão, mas de vários, uma vez que um corpo é não somente feito de um membro, porém, com vários membros.

Tão pouco não somente dizer: “sou cristão, e, portanto, tenho o direito da chave para entrar pela porta!”, não, mas estarem dividindo simbolicamente o pão comido que representava o corpo de Cristo, e o vinho bebido que simbolicamente era o sangue derramado pelo pecador e restaurado. 

Assim a alegação de alguns que a Santa Ceia é pagã, é falsa diante dos estudos feitos da história da Igreja Cristã. Aliás, a determinação de comemorá-la só veio muito antes, com a ordem de Jesus Cristo.

E mesmo que houvesse algo parecido antes disso, pois muitos sem estudar a história devida não sabem que, os oferecimentos eram com intuito de adorar outros deuses diante do verdadeiro.

Suponhamos que houvesse esse tipo de costumes entre os pagãos, Jesus Cristo usando essa forma determinaria quem era o verdadeiro Deus que deveria ser adorado.

A graça que Jesus Cristo trouxe aos homens não era uma questão somente de veneração a ele, mas de transformação, ou seja, mudança de vida.

Se os cristãos não pudessem reunir-se em comum acordo e muito menos para participar da Santa Ceia, não haveria sentido o Cristianismo, pois ela lembra sua morte e ressurreição.

Conquanto hoje a igreja estabeleça um dia para fazê-la, pois acredita ser muito importante; no passado a coisa era bem diferente, era costume tradicional realiza-la todas às vezes ao encontro.

Quando oferecido isso, era como uma representação em oferecimento não somente como obediência, mas como participantes da sua morte.

Ninguém que presar-se cristão antigamente, não deixaria de realizar tal ato, pois não era considerado um se não fizesse.

Ademais, era uma norma estabelecida pela igreja (c asa) primitiva. Ou seja, seu cumprimento deveria realizar-se constantemente em meio aos cristãos.

Ninguém nem ousaria dizer que não deveria haver tal prática, pois se assim fizesse, teria que sair-se do meio deles.

O cristianismo naquela época era levado a sério. Não era como os dias atuais onde tudo se pode e deve ser feito, não, os costumes eram outros, e as normas eram obedecidas fielmente e realmente.

Na possibilidade que não fosse cumprida por todos, alguns se dispunha de levar aos doentes e os presos, porém, havia um dogma entre eles que mesmo em faze de serem perseguidos e mortos, aceitavam que somente em confissão no nome de Jesus Cristo os asilavam terem feito. 

Hoje amigos, não temos noção quase nenhuma a que era ser cristãos no passado, somos resolutos em sabe disso.

Imagine viver num meio onde não se pode fazer quase nada, onde o nada já era muito; pois era assim que viviam os cristãos naquela era; e muito assim ainda os que eram escravos; seus senhores viviam perseguindo-os.

E para demonstrar que eram fieis ao seu Mestre Senhor, e que não poderiam admitir nem em hipótese não ter tal cumprimento da Santa Ceia, era que ela fosse realizada quase diariamente.

Criam que adorar não era somente merecer ou não, mas participar da lei que uma vez fora estabelecida pelo Senhor: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás”. (Mateus 4.10).

Não bastava dizer: “sou um cristão!”, mas notificar dessa veneração diante de todos os outros cristãos.

Há exemplo disso, uma lealdade estava acima, até das leis do estado, da família e do que outrora haviam aprendido em função de tal prática corriqueira.

E ainda alguns vêm supor que não havia esse costume entre a igreja primitiva (irmãos antigos)? Somente para aqueles que querem acreditar neste tamanho absurdo!

Não me surpreende saber que muitos que professam hoje o não cumprimento desta ordem imposta de forma clara por Jesus Cristo, não saiba a história da igreja antiga.

Não estou aqui querendo ofender ninguém uma vez que nem todos tem acesso direto com outros livros, não, de jeito nenhum! Porém, no mínimo não dever-se espalhar o que não conhece bem.

Não se pode existir outro tipo de sugestão de cumprir o que Jesus Cristo quisera-se que os homens fizessem, porque seria uma forma de lembra-los do seu sacrifício e morte.

Nesta era moderna o que os homens mais almejam é saber que tudo se pode e deve ser feito, contudo, entre os cristãos, a ênfase dos eventos que ocorriam e dos quais muitos participaram e viram, não seria possível negar o fato mesmo que esses fossem, além disso.

Não seria uma questão de supor que estavam cultuando ou oferecendo louvores a outros deuses com esse tipo de tradição, jamais, porque a princípio, alguns, viram e ouviram, e, portanto, não haveria dúvidas que não precisasse ter essa realização. 

As influencias que muitos que não viram e nem ouviram, permeavam entre eles uma vez que, quem não confia no que seus avós, seus pais dizem? 

Seria muito ilógico ressaltar que o povo era ignorante porque tratava essas ações costumeiramente, visto não somente se abordava de uma tradição, mas de uma realização de pai para filho.

E ainda que não houvesse nenhum interesse concreto ao que se refere riqueza ou bens, mesmo que houvesse uma distribuição constante.

Ninguém, digo, ninguém seria louco o suficiente para adentrar numa prática onde a igreja não crer-se fielmente nisso, porque isso poderia trazer-lhe consequências gravíssimas.

Aqui amigos, não estamos escrevendo do mundo atual, não, mas perceba que era um mundo antigo, o mundo dos filósofos, dos gregos, dos romanos, dos ditadores e muito mais.

Quem poderia ser contra o que os anciãos queriam, pois havia um respeito muito grande aos homens experientes? Somente uma cabeça vazia não se apercebe disso!
Quem poderia ser contra a igreja (irmãos), uma vez que ela era conduzida desde começo por aqueles que viram e ouviram? Somente uma cabeça relutante em não conhecer desta verdade!

Quem poderia ser por princípio não atender os mandados do grande e sabedor de tudo uma vez que morreu e ressuscitou para essa causa? Somente os fracos e ignorantes que não conhece o nascimento da igreja!

O segundo não destrói o primeiro, porque o primeiro já se fez e o segundo mesmo que queira, nunca poderá ser o primeiro.

É preciso compreender as normas resultantes de fatos, mas não somente desses, mas dos fatos além do que muitos acreditam estarem certos.

Embora, temos o livre arbítrio com o fim de fazermos o que bem entendermos serem feitos, não podemos jamais negar a historia ao nosso bel prazer, pois no mínimo não seriamos sinceros.

Na história apresenta o começo da igreja, e vede que não estou aqui demonstrando muitos dos argumentos pela lógica bíblica, mas pela liberdade da qual nos foi outorgada.

Não podemos de jeito nenhum evitar a história porque ela sempre nos vem na mente, e é participante do mundo, quer seja antigo, presente e futuro.

A história é e será o nosso melhor meio de saber do que aconteceu verdadeiramente em todos os eventos do mundo outrora e atual.

Quem nega-la não está baseando-se na verdade, mas em mera conjectura, visto seu desejo será impor por força de raciocínio seu ensejo obscuro.

O maior perigo que pode causar será em mentes não tanto acostumadas ao raciocínio critico, e, portanto, acreditar em mera propaganda falsa e enganosa.

Não se pode crer em tudo que nos é apresentado sem ir direto aos livros históricos e estuda-los com afinco e descobrir que a Santa Ceia foi um ato livre, espontâneo, costumeiro e individual e cada um que queria cumprir a ordem do Mestre Jesus Cristo. 

Querem mais provas? Leiam os livros, leiam a história! [G].

1 Coríntios 10:16
“Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é nossa participação no Corpo de Cristo?”

Marcos 14:24
“Então lhes revelou: “Isto é o meu sangue da Aliança, o qual é derramado para o bem de muitos”.









                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Um blog abaixo da média, mas além dos fatos.

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