quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Segredos muito além do gnóstico pop David Bowie



David Bowie conseguiu escapar do obituário clichê 
que a indústria do entretenimento reserva ao 
astros do rock: drogado, atormentado etc. Ele 
conseguiu elevar o rock da adolescência para a 
maturidade. Bowie tinha uma obsessão secreta 
por doutrinas gnósticas, o Oculto e o Paranormal. 
Tudo teria começado com a turnê Ziggy Stardust 
(1972-73) e a misteriosa figura empresarial 
por trás do sucesso: Tony DeFries – figura 
emblemática no pop, também associada ao 
sucesso de Madonna, a ressurreição de Steve 
Wonder e o fim dos Beatles. Após a blitz 
de marketing global sem precedentes, o sucesso 
tornou Bowie paranoico e obcecado por livros de 
autodefesa psíquica. Nas entrevistas falava em 
“malevolência paranormal”. Como John Lennon 
ainda nos Beatles, Bowie passou a colocar 
mensagens cifradas e enigmáticas em suas 
músicas tentando chamar a atenção sobre algo 
muito sinistro por trás da indústria do entretenimento.


Nascido David Robert Jones em 1947, David
 Bowie sempre teve o gosto pela ficção 
científica e “esquisitices espaciais” – 
refletido no seu filho Duncan Jones, diretor 
de “esquisitices” sci fi como os filmes 
Lunar eContra O Tempo. Colocando em 
perspectiva sua obra, um tipo de arquétipo 
sempre esteve por trás como força motriz
 das letras das suas músicas e 
performances ao vivo: a figura do alienígena
 que caiu na Terra e que, tal como um 
messias, veio denunciar que aqui nesse 
planeta vivemos uma condição semelhante
 – a de estrangeiros dentro de nossas próprias
 vidas.


Muitos fãs de David Bowie sabem que o 
cantor tinha uma obsessão secreta por
 doutrinas gnósticas, ocultismo, o 
paranormal, Aleister Crowley e nazismo. 
Diversos livros autorizados ou não já 
documentaram isso.

Também foi documentado que em seus anos
 mais jovens teve um vivo interesse nos 
ensinamentos gnósticos e cabala judaica. 
“Eu sempre tive interesse nos gnósticos”, 
afirmou Bowie em 1996 em meio a sua turnê 
comemorativa dos seus 50 anos.

Segundo relatos, no auge da turnê 
Ziggy Stardust (1972-73) arrastava consigo 
uma biblioteca de livros gnósticos e 
ocultistas. E mantinha frascos com a própria
 urina em geladeiras... Foi o início da sua 
estranha fase paranoica: passou a usar 
pentagramas de proteção (muitas delas 
estilizadas em maquiagens ou pentagramas 
de prata em sua testa) contras sinistras 
forças espirituais. Dizia ver nos shows 
seres desencarnados, praticava rituais 
ocultistas em camarins repletos com velas 
pretas.


Segundo Jeremy Reed no livro Nebulosa 
Diamond, no show do Los Angeles 
Amphitheatre em setembro de 1974,
 Bowie teria visto “extraterrestres” 
no meio da plateia. Estava aterrorizado 
com a possibilidade deles também estarem
 nos camarins. Bowie pintou um pentagrama
 em sua testa para o show. Mesmo 
aterrorizado, o show foi perfeito, um dos 
melhores. “Ele tornou-se um mutante 
automatizado, um androide do rock. As 
pessoas pagavam para vê-lo na expectativa 
de que ele iria morrer no palco” (p.68).

E no vídeo-clip promocional do último álbum
 Black Star, voltam os mesmos temas 
recorrentes da sua carreira: anjos (ou 
alienígenas) caídos, estrelas negras, 
pentagramas e a denúncia da manipulação 
religiosa que nos cega e crucifica, assim 
como o espantalho que figura no clip e o 
livro religioso com uma estrela negra que 
Bowie empunha.

Auto-Defesa Psíquica


Bowie tinha um fascínio por Hitler e o 
nazismo.Não que fosse nazista – sua mãe era 
irlandesa-judaica. O que chamava a 
atenção dele eram os gigantescos comícios 
teatrais na época do III Reich e como 
Hitler teria se tornado, segundo ele, “a 
primeira estrela pop” capaz de hipnotizar os 
cidadãos alemães. 

Ao lado de John Lennon, talvez tenha sido o 
mais autoconsciente dos astros pop sobre o 
significado do seu papel dentro da indústria
 do entretenimento – viver a ambiguidade
 de ter consciência de influenciador da 
cultura popular ao mesmo tempo que, de 
alguma forma, procurava se manter 
afastado das maquinações da indústria de 
controle social.

John Lennon enfrentou essa indústria 
pelas vias explicitamente políticas: rompeu 
com os Beatles (segundo ele em entrevista,
 uma maquinação de “craftsmen” – 
“artesãos”, sobre isso clique aqui
participou de movimentos de protestos 
contra a guerra do Vietnã e luta pelos 
direitos civis nos EUA chegando quase a 
ser deportado. Enquanto David Bowie 
escolheu a via ocultista e esotérica – 
acreditava que a indústria do entretenimento,
 assim como a máquina de cultura pop 
nazi, lidava com forças paranormais.


Por isso Bowie ficou obcecado pelo livro 
Auto-Defesa Psíquica (1930) do ocultista 
britânico Dion Fortune para se 
defender da “malevolência paranormal”.

Durante esse período “paranoico” de 
Bowie que envolveu a turnê Ziggy Stardust 
e posteriores autoexílios em Nova York e 
Los Angeles (1974-76) e mais tarde em 
Berlim (1976-79) a mídia tentou 
enquadrá-lo no tradicionalplot da estrela 
pop viciada em cocaína e heroína, incapaz 
de lidar com o sucesso e o ego imenso. 
Apenas que, diferente de astros como Kurt 
Cobain, Bowie sobreviveu para pular fora
 desse obituário que a indústria do 
entretenimento já preparava para ele.

Malevolências paranormais


Um pouco antes da sua morte John Lennon 
falou em uma entrevista sobre “craftsmen”
 por trás dos Beatles. David Bowie 
falava em “malevolências paranormais” 
por trás da cultura pop e, mais 
especificamente, por trás da persona de 
Ziggy Stardust que o lançou ao topo do pop 
e para a história do rock.

O que David Bowie viu que o fez mergulhar
 na filosofia gnóstica e ocultista?
No dia 28 de abril de 1972, uma estranha 
aparição surgiu nas telas do Reino Unido:
 uma figura andrógina, pálida, com um sorriso
 torto e cabelo de fogo cantando Star Man:
 “Há um homem das estrelas à espera no céu/
 ele gostaria de vir nos conhecer/ mas 
teme que possa explodir nossas mentes”.

A música era auto-referencial. Em 1972 
ninguém havia imaginado uma criatura 
como essa, diretamente oposta
 a uma juventude predominantemente 
homofóbica e uma sociedade inglesa 
conservadora. Mas esse personagem como 
um alien que caíra na Terra, alienado e 
solitário, tornou-se um símbolo de subversão
 radical. Alguns anos à frente da onda punk.


O que chama a atenção de biógrafos e 
pesquisadores sobre o rock é que David 
Bowie não era nenhum recém-chegado à 
cena pop. Por quase uma década já 
lançava discos sem nenhum sucesso, com 
uma rápida exceção com a música Space 
Oddity de 1969. Bowie estava quase 
desistindo da carreira de roqueiro para se 
dedicar ao teatro e as artes.

Quem é Tony DeFries?


Até conhecer uma estranha e misteriosa 
figura do meio empresarial chamada Tony 
DeFries: “Garoto, vou fazer de você uma 
estrela!”, teria dito a Bowie no 
primeiro encontro que empresarialmente foi
 o divisor de águas da história do pop. A 
partir daí DeFries fez um arranjo que não é 
usual para um executivo nesse nível: jogou 
caminhões de dinheiro em Bowie e em todo 
seu entourage, como se jogasse arroz em 
noivos que saem de uma igreja.

No livro Mate-me Por Favor de Legs McNeil e 
Gillian McCain descreve a gastança em 
limosines, festas em Hollywood e todos os 
excessos dos músicos da banda 
Spiders From Mars que acompanhava 
Bowie. A ideia era mostrar para jornalistas 
e ao cenário pop que Bowie já era sucesso, 
antes mesmo de sê-lo, numa tática 
mercadológica inédita, excêntrica e 
empresarialmente suicida.

Ou DeFries estava muito confiante no 
potencial de Bowie em que se tornasse da 
noite para o dia na galinha dos ovos de 
ouro do rock ou havia algo mais acontecendo 
naquele momento.

Mas quem era Tony DeFries? Para 
pesquisadores e teóricos conspiratórios do 
rock, DeFries é uma figura chave por trás 
de alguns eventos mais importantes da 
música pop: esteve presente no 
nascimento de Madonna, na ressurreição 
da carreira de Steve Wonder, na 
morte dos Beatles e no renascimento de Iggy 
Pop. Mas apesar da sua importância, nunca 
foi entrevistado, jamais fez declarações 
públicas.


Se formos ao Linkedin e pesquisarmos o 
perfil de Tony DeFries veremos que ele é 
um agitador do mundo da ciência e 
tecnologia. No perfil descobriremos que 
muitos dos projetos nos quais está envolvido
 são conectados com o complexo industrial 
militar global. Além de deter várias patentes 
de tecnologia de ponta – clique aqui para 
ver o perfil.

Que razões houve para essa estranha 
parceria Bowie/DeFries na campanha 
de relações públicas (na verdade 
uma blitz mundial) mais surpreendente na 
história do rock?


Bowie e DeFries
Muitos tentam conectar DeFries com o 
famigerado Instituto Tavistock de Relações
 Humanas de Londres ligado a 
pesquisas sócio-técnicas mas, 
principalmente, conhecido pelo 
desenvolvimento de estratégias de mudança 
e controle social.

Bowie gnóstico


O fato é que a partir desse momento as 
letras das músicas de Bowie passam a ser 
tomadas por referencias a Aleister Crowley 
e da sociedade secreta ocultista do século 
XIX Golden Dawn (“Estou mais perto da 
Golden Dawn/ vestindo um uniforme
 com imagens de Crowley”- Quick Sand), 
imagerie nazista (“Estou vivendo em um 
filme mudo/ retratando Himmlers no sagrado
reino da realidade dos sonhos”- Quick Sand).


Além de estranhos avisos cifrados sobre ter 
aberto inadvertidamente algum tipo de caixa 
de pandora: “Não olhe em seu tapete/ eu 
tirei algo de terrível dele, veja”- Breaking
 Glass; ou “Ela abriu estranhas portas
 que nunca mais se fecharam”- Scary 
Monsters.

DeFrie e seu “cliente” foram agentes de 
mudanças especificamente empregadas por 
Tavistock para ajudar a moldar a opinião da 
cultura jovem. Bowie foi um instrumento 
para ajudar a derrubar costumes sociais e
 tabus para emergir a Terceira Onda 
da sociedade industrial e consumo: a 
customização do marketing e toda as 
mudanças tecnológicas das plantas 
industrias das fábricas – da produção em 
massa para a segmentada e sob demanda.

Mas Bowie viu algo mais na histeria em 
torno de Ziggy Stardust alimentada pela 
grana de investimentos a fundo perdido. 
Alguma coisa que chamou de 
“malevolência paranormal”. Ficou paranoico, 
matou o personagem e partiu para um 
autoexílio por Nova York, Los Angeles e 
Berlim.


Suas músicas se tornaram cada vez 
auto-confidentes e gnósticas. De Ziggy 
Stardust ficou a figura do alienígena que 
caiu na Terra, revolucionou a tecnologia, 
foi seduzido e depois corrompido pela 
grandes corporações como no filme que 
protagonizou O Homem Que Caiu na 
Terra (1976) – sobre o filme clique aqui.

O apego ao gnosticismo como forma de 
denúncia cifrada para os fãs pode ser 
percebida em músicas como Love The Alien 
– última música escrita na sua fase 
paranoica em Los Angeles e gravada em 
1985: o Evangelho como uma grande 
mentira, com Jesus Cristo que jamais teria 
morrido na cruz e sua história como o 
resultado de uma engenharia política. A 
ideia de uma Igreja que dominaria sonhos 
e desejos de incontáveis gerações.

Assim como John Lennon que buscou em 
músicas como I Am The Walrus fazer um 
acerto de contas com a engenharia social 
por trás dos Beatles, Bowie passou explorar 
simbologias gnósticas e ocultistas. Lennon
 deixou o campo dos simbolismos e 
passou para a ação política explícita, 
o que, para muitos pesquisadores, teria lhe 
custado a vida.

Ao contrário, Bowie mergulhou ainda mais 
no Oculto (como atestam os últimos vídeo
-clipes da sua vidaBlack Star e Lazarus). 
Escapou do tradicional obituário que a 
grande mídia reserva para as estrelas pop 
(drogado, atormentado etc.) e elevou o rock 
da adolescência para a maturidade.

Graças a isso, Bowie conseguiu manter a 
integridade das suas letras e a virulência da
 suas auto-confidências gnósticas para a 
posteridade.
Fonte: http://cinegnose.blogspot.com.br/
Nota: Muito se tem falado de que Bowie tenha 
aceitado o evangelho nos seus últimos dias da sua 
vida, mas o que surpreende é que ele já conhecia
 muito sobre os assuntos envolvendo o mundo 
metafísico e ainda o mundo místico. Então, é meio 
contraditório afirmar que ele tenha recebido o 
Jesus Cristo da Bíblia uma vez que vivia desse 
modo meio místico, meio rockeiro.
Ao que tudo indica: ele só era uma pessoa que gostava de si 
autoproclamar vistoso, isto é o ego acima de tudo. Sua forma de 
ser, seu jeito egocêntrico e suas vestes quantas aparências, 
mostra-nos isso.
Um blog abaixo da média, mas desafiando a lógica.
http://igrejaremanescente-igrejaremanescente.blogspot.com.br/* Serão permitida reprodução total quanto parcial, onde poder ser incluídos textos, imagens e desenhos, para qualquer meio, para sistema gráficos, fotográficos, etc., sendo que, sua cópia não seja modificada nem tão pouca alterada sua forma de interpretação, dando fonte e autor do mesmo. P.Galhardo.