quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Espiritismo no laboratório e insuficiência do materialismo




Fonte: Criacionismo
A revista Época desta semana traz uma matéria de seis páginas intitulada “Os avanços da ciência da alma”. O propósito é mostrar que uma pesquisa recente e inédita, com equipamentos de última geração, traz evidências de que o cérebro dos médiuns se comporta de maneira diferente durante o transe. Diz o texto: “Surpreendentemente, durante a psicografia os cérebros [dos médiuns] ativaram menos as áreas relacionadas ao planejamento e à criatividade, embora tenham sido produzidos textos mais complexos do que aqueles escritos sem ‘interferência espiritual’. Para os cientistas, isso seria compatível com a hipótese que os médiuns defendem: a autoria das psicografias não seria deles, mas dos espíritos comunicantes.” E para ficar mais clara ainda a inclinação favorável da repórter (e da revista) ao espiritismo, publicaram esta descrição de Chico Xavier: “Mineiro de família pobre, fala mansa e sorriso tímido, Chico Xavier recebeu apenas o ensino básico. Isso não o impediu de publicar mais de 400 livros, alguns em dez idiomas diferentes, cobrindo variados gêneros literários e amplas áreas do conhecimento. Ao final da vida, vendera mais de 40 milhões de exemplares, cujos direitos autorais foram doados. Psicografou por sete décadas. Nenhum tipo de fraude foi comprovada.”
Curiosamente, outra autora que conseguiu estudar apenas os primeiros anos do ensino fundamental, escreveu, no século 19, coisas que estão se cumprindo ao longo da história e especialmente em nossos dias. Os paralelos entre Ellen White e Chico Xavier (além da escolaridade) são interessantes: (1) mesmo sem educação formal, ela escreveu mais de 100 mil páginas que originaram dezenas de livros; (2) suas obras foram publicadas em centenas de idiomas, sendo ela a autora norte-americana mais traduzida na história; (3) Ellen escreveu sobre temas variados, como educação, psicologia, teologia, saúde, etc.; (4) seus livros foram distribuídos aos milhões ao redor do mundo (como é o caso da recente distribuição gratuita de milhões de exemplares de seu livro O Grande Conflito); (5) Ellen desenvolveu seu ministério profético por sete décadas.
Mas as semelhanças param por aí. A grande diferença entre Ellen White e Chico Xavier (ou qualquer outro médium) está na fonte de seus escritos: Ellen White recebeu mais de duas mil visões e outros tantos sonhos vindos de Deus. Seus escritos e suas pregações estão em total acordo com a Bíblia Sagrada, uma vez que o Espírito que inspirou a ambos é o mesmo. Por outro lado, Xavier atribui suas mensagens a espíritos de mortos que, segundo a Palavra de Deus, não “têm parte alguma no que se faz debaixo do sol [neste mundo]” (Ec 9:5, 6).
Há mais de cem anos, Ellen White escreveu: “Muitos se esforçam por explicar as manifestações espíritas, atribuindo-as inteiramente a fraudes e prestidigitação por parte do médium. Mas, conquanto seja verdade que os resultados da trapaça tenham muitas vezes sido apresentados como manifestações genuínas, tem havido também assinaladas exibições de poder sobrenatural. As pancadas misteriosas com que o espiritismo moderno se iniciou [na casa da família Fox, em Hydesville] não foram resultado de trapaça ou artifício humano, mas obra direta dos anjos maus, que assim introduziam um engano dos mais eficazes para a destruição das pessoas. Muitos serão enredados pela crença de que o espiritismo seja meramente impostura humana; quando postos em face de manifestações que não podem senão considerar como sobrenaturais, serão enganados e levados a aceitá-las como o grande poder de Deus.
“Essas pessoas não tomam em consideração o testemunho das Escrituras relativo às maravilhas operadas por Satanás e seus agentes. Foi por auxílio satânico que os magos de Faraó puderam contrafazer a obra de Deus. Paulo testifica que antes do segundo advento de Cristo haverá manifestações semelhantes do poder satânico. A vinda do Senhor deve ser precedida da operação de Satanás ‘com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça’ (2Ts 2:9, 10). E o apóstolo João, descrevendo o poder efetuador de prodígios que se manifestará nos últimos dias, declara: ‘Faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à Terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na Terra com sinais que foi permitido que fizesse’ (Ap 13:13, 14). Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes de Satanás têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar” (O Grande Conflito, p. 533).

Está predito: a influência do espiritismo continuará crescendo e enredando as massas (haja vista a quantidade de reportagens favoráveis, de filmes, seriados, desenhos e novelas com temática espírita). Os que conhecem a verdade bíblica (por sinal, muito mais confortadora e justa) devem fazer frente a essa promoção da mentira original segundo a qual o ser humano seria imortal, independentemente de aceitar a graça de Cristo ou não. Os cristãos bíblicos devem amar os espíritas, pessoas geralmente bondosas e sinceras, mas não devem omitir a verdade de que o ser humano é mortal, de que os mortos estão inconscientes até a volta de Jesus e de que nossa única esperança de vida eterna (ressurreição) está no Doador da vida.
Em tempo: a matéria de Época é concluída com uma reflexão interessante sobre o materialismo. “Galileu e Darwin só puderam revolucionar a ciência porque passaram a analisar fenômenos que antes não eram considerados.” Faltou a jornalista dizer que Galileu ajudou a criar o método científicojustamente para entender como Deus havia criado o Universo e que sua visão de mundo poderia ser chamada de criacionista. Faltou dizer também (mas ela deixa isso escapar nas entrelinhas) que Darwin se valeu da filosofia (nesse caso, do naturalismo filosófico) para conceber sua ideia de macroevolução.
A matéria cita o pesquisador Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde, da Universidade Federal de Juiz de Fora: “O materialismo é uma hipótese, não é ainda um fato cientificamente comprovado, como muitos acreditam.” E a repórter embarca na onda: “Não há dúvida de que o materialismo científico foi instrumento de enorme progresso para a humanidade. A dúvida é se ele, sozinho, seria capaz de explicar toda a experiência humana. Para a maioria da população, a visão materialista parece deixar um vazio atrás de si. Na busca de respostas para nossas principais questões, muitos assinariam embaixo da frase de Albert Einstein: o homem que não tem os olhos abertos para o mistério passará pela vida sem ver nada.” Engraçado... Já disse isso muitas vezes aqui...
Vou me lembrar dessas palavras bonitas da Época (e também das“pesquisas” sobre multiversos) quando o assunto foi crença em Deus, na Bíblia e o criacionismo, temas para os quais existem muito mais evidências empíricas do que para o espiritismo, por exemplo.
Michelson Borges
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 — com Igrejaremanescente