quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

JESUS CRISTO EM SUA OBRA - A IGREJA REMANESCENTE PARTE 2

                           Continuação Jesus Cristo em Sua Obra a Igreja Remanescente:

Estranho programa para arrebatar o mundo a que era proposto.
                           Mostrar a bem-aventurança na pobreza...aos que cobiçavam e roubavam o alheio!
                           Mostrar a bem-aventurança na mansidão ...aos que se compraziam em descarregar violentamente sua ira!
                           Mostrar a bem-aventurança na justiça...aos que somente conheciam a opressão do fraco e do escravo!
                           Mostrar a bem-aventurança em ser misericordioso...ao mundo que vivia na satisfação da vingança!
                           Mostrar a bem-aventurança em ter limpo o coração...aos que, no paroxismo do vício e da carne, deificaram até as perversões do instinto!
                           Mostrar a bem-aventurança no padecer e na perseguição por viver santa e justamente...aos que fugiam da dor e do trabalho e atingiram o refinamento do gozo!
                           Meditai, amigos, se esse é um programa que tem algum motivo para arrastar multidões. Aí tem os amigos a súmula do conteúdo doutrinal, original de um judeu justiçado, apresentado por vulgares e ignorantes judeus ao mundo do poder e das letras.

                                                                             * * *

                           Com desprezo transbordante de ódio, foi recebida pelos grandes gênios e talentos do Império, a doutrina do justiçado.
Públio Cornélio Tácito ou simplesmente Tácito, foi um historiador, orador e político romano. Ocupou os cargos de questor, pretor, cônsul e procônsul da Ásia. É considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade.
                            Tácito chamou-a de desoladora superstição, "exitiabilem superstitionem".
Plínio, o Velho (Gaius Plinius Secundus), um nobre romano, cientista e historiador que morreu na erupção do Vesúvio em 79 d.C                           Plínio, escrevendo a Trajano, classificou a doutrina cristã de loucura, "amentiam".
                           Marcus Minucius Felix foi um dos mais primeiros apologistas latinos do Cristianismo. De sua história pessoal, nada se sabe, e até a data em que ele escreveu só pode ser inferida por aproximação como sendo entre 150-270 dC.
                           Conta-nos Minúcio Félix que o retórico africano, Frontão, tinha o cristianismo por "furiosam opinionem", doutrina carente de engenho e cultura, indigna dos gregos e dos romanos.


                                                                     * * *


                            Somente deprezo? Foi somente desprezo, amigos, que encontrou essa doutrina e que aguardou seus Apóstolos e seguidores?
                            Não, amigos. Desprezo com tormentos. E que tormentos!
                            Urgia varrê-la do Império. E força e poder detinha o Império em suas mãos, esse Império que, dominando o mundo, tornou-se seu senhor pelo poder das armas.
                            Conhecia, então, o Império romano o seu período áureo, trazendo as suas águias imperiais o mundo todo submetido pela força.
                            Roma dominou impérios, escravizou raças, aniquilou e subjugou povos aguerridos e ferozes. Por que não iria o Império reduzir a silêncio aquela pregação estulta e estólida de judeus desprezíveis, ignaros e plebeus?
                             O Império Romano era o mundo todo. O mundo todo no auge do poder e da glória.
                             E esse poder, na plenitude de sua força, arremeteu ingente contra o cristianismo que despontava, pregando a doutrina dum vulgar justiçado que, com sua tendência para a igualdade e a fraternidade entre os homens, e em todo seu conteúdo doutrinário, repelia o povo que dominava o universo inteiro.
                             Desencadeou-se, tremenda, a perseguição do ano 64, a mando daquele cujo nome passou à História  como sinônimo de crueldade: Nero.Nero Cláudio César Augusto Germânico, foi um imperador romano que governou de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68. E durante 249 anos, amigos, com os altos e baixos que acontecem nas tempestades marítimas, rugiu aquela tormenta de ódio e de dor contra os cristãos.
                             Corpos de cristãos, embebidos em pez e resina, arderam como tochas para o capricho de Nero.                   
                             Como animais ao matadouro, conduziam-se os cristãos ao Circo e ao Coliseu, para serem atirados às feras.
                             
                                      Diocleciano reafirmando o princípio de igualdade romano: O povo é igual a lixo e está um grau abaixo do carpete do palácio.
                                      Domiciano e Diocleciano apuraram o refinamento dos suplícios na dilaceração dos corpos.
                             Ninguém negará que a doutrina pregado por pescadores, freio de paixões, sem qualquer promessa alegre para este mundo terreno, contemplada, numa noite romana, à luz de corpos cristãos transformados em tochas vivas, não era espetáculo para atrair voluptuosos senadores e elegantes patrícias.
                             Com a frieza e a energia de quem está acostumado a dispor do comando de inumeráveis exércitos, ordena Trajano que, se o Cristão delatado persevera na confissão de sua fé, deve ser morto sem mais delongas, a fim de que esta gente desprezada não perturbe a ideologia e a vida do império. 
                              Correu sangue em torrente, sangue de homens no esplendor da virilidade e no ocaso da vida, sangue de crianças, sangue de mulheres, sangue de moças, como Inês e Cecília, sangue de escravos, sangue de parentes de imperadores, sangue de magistrados, sangue de militares, de senadores, até de uma legião completa de soldados tebanos.
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                         Gigantes se erguem contra o Cristianismo: Nero, Domiciano, Setimio, Severo, Décio
Diocleciano, Galério; levantaram-se, amigos, Trajano, Caracalla...e, em seu poder despótico, transbordante de ódio e de rancor, manejam tridentes de ferro que rasgam as carnes dos cristãos, com ossos e entranhas à mostra; lançam mão de instrumentos que, com suas cordas e polés, esticam os membros, que se desconjuntam centímetro a centímetro em todas as articulações; usam lâminas e bois de bronze feito áscuas, que fazem crepitar a carne dos cristãos, ao morrer assados como animais; utilizam pez e fogo que transformam corpos em tochas que iluminam orgias de hienas; dispõem de tenazes que mutilam, laceram, arrancam pedaços dos corpos; usam feras cujas garras fazem as carnes em tiras e cujas mandíbulas trituram, tal roda de moinho, os corpos dos mártires devorados jorrando sangue, os ossos lambidos e roídos pelos animais saciados.
                         Eis o Império Romano disposto a esmagar o Cristianismo! Meios é que não lhe faltam!
Quantos cristãos morreram? 
                          Muitos, muitíssimos, sem número...já dizia uma inscrição daquela época que os mártires foram   tantos, "quorum nomina Deus scit",  que somente Deus conhece o nome de todos eles...
Pensemos, amigos. Reflexionemos.
                    Existiram doutrinas que dispuseram de todo o ímpeto que as paixões mais fortes da Humanidade encerra, como bem sabem os que estudaram História da Filosofia - existiram, amigos, existiram...isto é, não existem. Foram, não são. Passaram, pereceram.
Existiram, amigos, impérios e nações que dispuseram de gênios na Filosofia, de oradores, cuja eloquência empolgou multidões, de generais e de exércitos que subjugaram o mundo. Existiram, amigos, isto é, já não mais existem, como da Grécia, o de Roma...existiram!
                        E diante dessa lei da História, da caducidade de tudo quanto tem o humano por fundamento,
por maior que seja, apresenta-se este outro fato histórico inegável, da perpetuidade única, e de experiência intuitiva.

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Guarde a Terceira parte da Obra de Jesus Cristo a Igreja Remanescente