quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Carta à Igreja de Éfeso


    Fundador da Igreja de Éfeso

            O Apóstolo Paulo foi um dos fundadores da igreja de Éfeso, pois foi lá seu grande ministério de evangelização, onde ele estabeleceu seu trabalho em prol da organização da igreja cristã. Enfrentando os adoradores da deusa Diana e todo o seu comércio envolvido nas fundições de estátuas de prata, entre outros objetos de adoração. (Atos 19).
         O amor por essa falsa deusa Diana era tanto que chegaram a gritar como protesto assim: “– Viva a grande deusa Diana de Éfeso!” (Atos 19. 28). Uns verdadeiros idólatras, combatidos ferozmente pelo Apóstolo Paulo. Essa deusa Diana havia sido instituída pelo império romano através do idolatra Domiciano que, acreditava ser um “senhor” e “deus” exigindo à adoração ao templo através da deusa que muitos achavam ser a deusa da fertilidade; vindo o nome romano que corresponde ao nome grego Ártemis. Era também conhecida como “grande mãe”. O templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo.
       Éfeso era uma cidade com uma igreja de muitas qualidades cristãs; tanto é que é citada no Apocalipse 2.2, “Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança”. Mesmo sendo um centro onde o paganismo era forte, era conhecida como provada e aprovada por Deus.
     Rejeitou os ensinos dos falsos mestres com forte dureza. “... puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são”. (Apocalipse 2.2). Como em todos os campos há sempre os aproveitadores e gananciosas na Igreja de Éfeso também existia, e foram rejeitados de maneira dura. Souberam defender à fé da igreja cristã e não abriram mão dos ensinos certos.
     Mesmo acontecendo várias perseguições e provações como as dos Apóstolos ela permaneceu firme. “... tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer”. (verso 3).  O começo dessa perseguição iniciou-se por Pedro e João em Jerusalém (Atos 4); como a morte de Estevão (Atos 7.54-60); a morte de Tiago, irmão de João (Atos 7.54-60); até, as prisões, açoites e apedrejamentos do Apóstolo Paulo. A igreja começando ficou forte vendo todas essas coisas e não admitindo os erros que os ditos “falsos profetas” pregavam.

     Enquanto a igreja crescia na comunidade mais perseguição através dos romanos e dos próprios judeus que não acreditavam e não podiam admitir os ensinos referentes ao messias. Porém, com o testemunho do Apóstolo Paulo a igreja passou a crer e ter fé forte. Quando estudamos e analisamos os feitos de Paulo, percebemos sua atuação maior na igreja de Éfeso e até exigindo quando foi preso em Filipos (Atos 16.38,39); que era cidadão romano e deveria ser jugado por Roma. Enquanto nos acoites foge e escapa das mãos do povo de Jerusalém, quando apela para César (Atos 25.10-12); e preso em Roma como romano (Atos 28.30-31). Chegando até a Espanha quando morre decapitado por ordem de Nero. Não intimado e não recusando-se da pregação que lhe fora imposta, causa grande espanto de testemunho na igreja de Éfeso que, os fazem fiéis à causa cristã.
      Porém, o primeiro amor não prevalece; o amor ao que à igreja primitiva tinha adquirido é abandonado. E essa é à advertência de Jesus para à igreja: “... tenho uma coisa contra vocês: é que agora vocês não me amam como me amavam no principio. Lembrem-se do quantos vocês caíram!” (Apocalipse 2.4 e 5).  Jesus adverte-os contra a falta de amor nessa igreja que tinha por Ele e pelos outros.  
      Mesmo mostrando-os seus erros, ainda assim há uma coisa que Jesus diz a eles estarem fazendo certo: “... odeias as obras dos nicolaitas, as quais Eu também odeio”. (Apocalipse 2.6); presume-se que essa obra dos nicolaitas sejam adorações a ídolos e prostituições que havia muito nessa época. Nicanor era um dos diáconos escolhido pelos apóstolos e talvez o nome viesse dele. (Atos 6.5).  Essa palavra nicolaita significa “dominadores do povo” uma seita herética que talvez viesse do gnosticismo, onde João havia combatido com todos os seus esforços.


       Os que suportaram as provações e perseveram nos escritos dos Apóstolos, principalmente do apóstolo Paulo; terá como diz à carta à igreja de Éfeso e nos é importante sabermos, “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida, que se encontra no paraíso de Deus”. (Apocalipse 2.7). Uma grande promessa para aqueles que perseveram nos ensinos e aguentam as provações. Essa era e é uma palavra de encorajamento para os da igreja de Éfeso e nós hoje.

     Conclusão: Temos que ter o mesmo amor que tinha à igreja no primeiro século, e ainda perseverar aos ensinos e, contudo trabalhar, rejeitar às heresias e ainda manter o amor ao próximo e principalmente a Jesus Cristo.
“Estas cousas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro”. (Apocalipse 2.2). Os sete candeeiros significa “as sete igrejas do Apocalipse” e as sete estrelas são “os sete mensageiros de Deus” (Pastores).