sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Carta à Igreja de Pérgamo



A cidade de Pérgamo era uma grande província do império romano, e possuía uma das maiores biblioteca, como também ficou conhecida pela aprimorada fabricação de pergaminhos. Pergaminhos são peças de couro que eram escritas e usadas, tanto como cartas, como documentos para passar mensagens.

 O nome originou-se por serem fabricados na cidade Pérgamo.
Grande idolatria acontecia na cidade, pois, existia um dos maiores templos ao deus Zeus, deus grego adorado e venerado pelos gregos. Três imperadores, Augusto, Trajano e Severo, tinham três templos que obrigava à população a reverenciá-los como imperadores divinos. Para isso, eles agiam com mágicas e hipnoses a fim de enganar o povo.

A igreja de Pérgamo, do ano 300 ao ano 500 d. C., na história, se deixou envolver pelo estado no ano 325 d. C. Sendo religião oficial do império romano. A profecia veio alertar à igreja primitiva, quanto ter deixado à simplicidade e fé cristã, para instituir à elite clerical (clero); pois, politizaram na igreja os ensinos errados, que desviara os irmãos das doutrinas escriturísticas. Dentre elas, como exemplo, a adoração aos deuses pagãos.


No verso 12, percebemos uma advertência que diz o Senhor: “Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes” (Após. 2.12). Aqui vemos Jesus, como Juiz analisando a sentença para dá ao povo de Pérgamo. Mesmo sendo uma igreja que, usou de doutrinas heréticas, introduziu de deuses estranhos e forças externas imperiais, o Senhor está observando e percebendo as influências que não à deixa refletir Sua glória.

E no verso 13, relata: “Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás” (Apocalipse 2.13). Como já dissemos, a igreja exercia várias influências anticristãs pagãs, levando-a a adorar como deus, Zeus, e venerar como divinos os imperadores; formando assim uma igreja satânica. Daí o termo, trono de Satanás. A igreja habitava num lugar cheio de idolatrias, e mediante tudo isso, Jesus acreditava ela está sob comando do Diabo; embora Jesus perceba sua apostasia, chama-a para um reforma espiritual com uma carta de alerta em relação à sua união com o estado romano.


Mesmos estando com alguns fiéis... “... e que conservas o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda dos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o que foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Apocalipse 2.13). O verso nos indica que habitava naquela região uma “testemunha” (palavra original derivada do grego, “mártur”) fiel, q foi um mártir, ou seja, uma pessoa morreu e tornou-se um grande testemunho. Uma lenda naquela época ecoava que, morreu um pastor cristão que foi martirizado pelo imperador Domiciano, sendo esse pastor com nome Antipas, fora colocado dentro de uma escultura de um boi de bronze, e queimado até ficar rubro, e que havia louvado, cantando hinos e orando a Deus no seu sofrimento e angústia.

Muitos nomes no passado eram usados como símbolos (metáforas), para designar os sofrimentos que acontecia mesmo, perseguições; pois o nome do próprio Antipas tinha como tradução “contra todos” (anti = contra + paz = todos = Antipas), uma indicação proveniente de perseguição de todos os lados.
Levada aos erros à igreja fora comparada com um mestre indigno e rebelde: “Tenho, todavia, contra ti algumas cousas, pois tens ai os que sustentam a doutrina de Balaão (Teologia da Prosperidade)” (Apocalipse 2.14). No meio dessa igreja, é apresentado como símbolo um mestre falso que, representa os falsos profetas, existente no passado e que existe hoje. “Andam perdidos porque se desviaram do caminho certo. Seguem o caminho de Balaão, filho de Beor, que cobiçou o DINHEIRO que ia receber fazendo o mal”. (2 Pedro 2.15); “Ai deles! Seguem o mesmo caminho de Caim. Por causa de DINHEIRO, eles se entregam ao mesmo erro de Balaão. E, como Corá se revoltou e foi destruído, eles também se revoltam e serão destruídos”. (Judas 11). A história de Balaão leia-se e encontrasse em Números 22.1-35. Esses movidos pela ganância financeira, não atenderam às ordens do Senhor que, não aceita subornos, nem dinheiro para curas e milagres. É interessante notar, o que o poder e o dinheiro exercem nas pessoas, não querendo aceitar à verdade escrita bíblica. A igreja primitiva cristã vendeu-se ao império romano, permitindo usos de objetos e imagens, que, mancharias a fé da igreja e dos irmãos.


O poder hoje como antes é venerado, admitindo como solução para os problemas da igreja cristã, mas, a igreja nunca pode ser representada somente pela atuação dos clérigos (pastores). Os leigos (irmãos) tem suas habilidades que por vezes os mais instruídos não poderão perceber. A vida dos mais abastados é diferente dos menos capacitados, isso leva-nos a pensar: existem pessoas a serem alcançadas em diferentes níveis sociais e econômicos. Os ajuntamentos ecumênicos como doutrinas fantasiosas e espíritas, nunca produziram vantagens e nem beneficiaram às igrejas, visto serem guiadas pelas forças humanas; e não doutrinas bíblicas. Nem todas seguem as regras das Escrituras Sagradas. Muitas não fizeram isso nem no passado nem no presente e muito menos farão no futuro.

... Tu tens os que, da mesma forma, sustentam a doutrina dos nicolaítas”. (Apocalipse 2.15). Percebemos anteriormente que, os nicolaítas poderiam ser membros de uma seita gnóstica, que mantinham sobre os suas doutrinas (ensinos), heresias, provavelmente diferenças de normas que à Bíblia pedia que fizessem. Uma dessas doutrinas gnósticas afirmava que, o verbo (Jesus) não se tornou carne, ou seja, Jesus ser o divino humano. Quanto à mesma doutrina falsa, havia homens fiéis que não deixaram esses ensinos entrarem na igreja primitiva cristã. Embora, ela tenha aceitado outras heresias anti escriturísticas.
Deus mostra sua misericórdia quando chama a igreja ao arrependimento: “Portanto, arrepende-te; e se não, venho contra ti sem demora, e contra eles pelejarei com a espada da minha boca”. (Apocalipse 2.16). Seus pecados são si unir ao império romano e algumas heresias gnósticas, pois, havia no meio da igreja muitos que acatavam essas doutrinas. Hoje como no passado vemos e percebemos que as igrejas cristãs aceitaram esses ensinos de imagens, esculturas, dinheiros, curas, milagres, fantasias e até mesmo hipnoses. Tudo falso, tudo anti Escritura (Contra Bíblia). Não que não haja no meio da igreja: curas, milagres e prodígios. Não, não é nada disso! Mas, o que tentam é avolumar para essas (curas, milagres e prodígios) que, dando dinheiro e aumentando os cofres com lucros nas igrejas, eles (cristãos, fiéis) alcançarão prosperidade e as bênçãos de Deus. Coisa que não é verdade! A ordem é “arrepende-te; e se não, venho contra ti” Deus sempre antes de agir tem uma mensagem de reconciliação; porque Sua vontade não é de destruir, mas de trazer o homem para junto de Si.


Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Apocalipse 2.17). Deus aqui concede a igreja uma esperança de receber o pão da vida, que está no céu. O mesmo que recebeu os israelitas quando estava com fome no deserto. (Êxodo 16). Essa mensagem de maná é uma das grandes provas que, Deus escondeu a arca do concerto a qual dentro dela encontrasse o Maná, os Dez Mandamentos e a Vara de Arão, que floresceu no deserto. Essa pedrinha branca, símbolo da pureza do novo nome que receberemos quando entrarmos no Céu.

Conclusão: Temos que rejeitar heresias, temos que ser fiéis, temos que receber os Pastores e os leigos como iguais no sentido cristão comum, tem quem perceba os Ensinos da Bíblia como relevante, e que através dela, estaremos seguros dos ensinos falsos e mensagens estranhas. Temos que procurar acreditar, ter fé, ter coragem de pregar a palavra, mesmo em tempos difíceis e de relativismo do neo ateísmo como evolucionismo. E por fim, temos de fazer o esforço de nos arrependermos dos nossos pecados e de entrarmos nos céus. “Pela graça sois salvos mediante a fé e isso é dom de Deus”. Amém!