terça-feira, 12 de novembro de 2013

Conhecendo o Desconhecido


As censuras que querem nos atingir muitas vezes são ardis para esconder as suas próprias imperfeições. Insistimos que ao menos deveriam compreender. Contudo, às vezes não aceitam entender.

Muitos dizem: “não posso compreender o que ele viu nela.” Sem dúvida, não entendemos bem o que causa isso, porém, como o ditado expressa: “o amor é cego!”, é não querer ver o que a pessoa amada fez de errado. Só quer enxerga o meio e não o resultado.

A cegueira de um amor que não enxerga, não está ligada aos olhos, mas ao coração. Embora, esqueçamos que o coração é enganoso, cultivamos os erros da pessoa amada, porque queremos enxergar com o que sentimos.

Sabemos que o amor de Deus é eficaz e não vê como o nosso, porque enxerga além dos olhos onde o Seu nível está acima da nossa compreensão.

Mas existem aqueles que veem como o santo ver, por ser um homem segundo o que Deus quer que ele seja.

O homem carnal não discerne o amor como o homem espiritual. O segredo para o homem espiritual está unicamente na ligação que ele tem com relação a Deus como sendo tudo na sua vida.

A alma desses homens é verdadeiramente centralizada em Deus que os governa por seus hábitos de bondade e misericórdia que geralmente essas pessoas têm como virtudes.

É uma coisa quase intrínseca nelas, mas entendemos que é o Espírito de Deus que atua nelas, fazendo-as pessoas com uma diferença muito grande em contato com outras.

A pessoa convertida com a alma tranquila é guiada por Deus e faz da sua razão a racionalização que Deus tem para ela.

Tal indivíduo sobressai entre outros, porque todo seu saber está livre da confusão do entendimento mundano. Sua filosofia não é dotada de assuntos promíscuos nem de bobagens mundanas, embora possa ter senso de humor e alegria constante.

É dotada duma cautela e duma proposta mais que todos os sábios, porque nela jaz a experiência vivida. Isso não quer dizer que não possa errar, nem tão pouco possa explicar tudo.

A filosofia explica que a proposta dessa inteligência possa ter dois lados controversos. Um como especulativo, que possa estudar a teoria e até desenvolvê-la quanto mostrar-se santo, e outra prática onde sabe guiar bem seus negócios humanos. Porém, um não anula a outra. O homem pode exercer o pecado e parecer mesmo sendo mau, como uma boa pessoa.

Por exemplo, um homem exerce o cargo de contador de uma igreja e a administra bem, e parece ser uma pessoa boa, mas em casa bate na mulher e ainda ameaça-a e diz que se ela denunciá-lo será morta, exercendo sua verdadeira maldade.

Isso faz com que sua inteligência diante do pecado, acabe arruinando seu progresso prático. Daí mesmo sendo um grande contador administrativo, tentaria especular no campo filosófico e percebe que mesmo conhecendo toda a administração matemática de contador, não conhece o significa da observação de um filosofo, porque sua inteligência está no campo especulativo, enquanto que o filosofo convencido e é iluminado pela sabedoria que sua inteligência já atua neste campo.

Não é porque tem raciocínio lógico que possa entender o mistério da natureza e possa guiar outros, não. O cego guiaria outro cego? Os dois cairiam juntos no buraco (Mateus 15.14); O psicólogo sem está purificado não pode resolver os problemas de um cristão que quer e almeja purificação. Certamente cairia em contradição.

Assim mesmo também o contador não poderia exercer a função de filosofo por não está preparado (purificado) quanto à observação constante. Mesmo sendo um grande contador, seu perfil está na verificação matemática, enquanto o filosofo está na direção da analise.

O certo e o errado nunca deveriam ser buscados num coração que não está renovado pelo Espírito Santo, porque pode ver muito, mas não pode sentir a transformação pessoal que uma pessoa deveria tê-la.  Se não se abrir a boca não se pode ver a garganta.

Assim o olho sem o microscópio não poderá ver as bactérias a olho nu. Bem como a razão na realidade objetiva não possa sentir a razão da fé existente (no sentido religioso), porque a fé pode ser a razão da vida da pessoa, e o individuo que há tem possa compreendê-la, mas o individuo que não há tem na razão não possa.

Mesmo o homem de fé julgando pela razão as coisas seculares, entende a razão das coisas que necessite de Deus como guia para resolver melhor as coisas do mundo. Pelo fato de saber que tudo foi criado por Deus e a Ele pertence.

O homem transformado e de fé consegue ver quase todas as coisas com a visão do ponto de vista da divindade, coisa que dificilmente aconteceria num homem que age somente pela razão sem fé em Deus. Pelo simples fato de não crer que foi Deus que fez tudo.

Como bem tratou a nossa irmã Teresa quando disse: “Nada é para mim aquilo que não seja Deus.” E esse dizer, muitos não tolera, não aceita e nem querem admitir. Porque não consegue perceber o que os rodeiam. Mas querem ter a tranquilidade e amar como os santos.

É o mesmo que o homem que ficou por trinta e oito anos esperando que alguém o colocasse no poço para que viesse um anjo e o curasse. Assim, são todos aqueles que negam a Deus, querem suas bênçãos, suas curas e o verdadeiro amor, mas nunca fizeram esforço para admitir e aceitar tal existência divina.

Quando Jesus apareceu para aquela criatura, perguntou para ele o que estava acontecendo e ele respondeu que ninguém o havia colocado no poço, como se fosse à água que haveria de curá-lo. O mesmo se faz hoje querem a cura, mas nunca disposição em fé para solução.

Conclusão


A necessidade hoje é não persistir nos erros, é entender que se você se entregar a Deus, nem um esforço farão para uma mudança, porque é Ele que irá transformá-lo em outra pessoa. Basta que seu coração esteja ligado a vontade do querer: “Vós me procurareis e me achareis, quando me procurardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29.13). 

Sabe qual é o problema de não conhecer muitos o verdadeiro amor e saber como não está enganado? É verdadeiramente não querer conhecer, Aquele que ama de verdade, que é Jesus Cristo. Nele sua vida é seu testemunho, suas obras mostrara sua bondade, e sua morte na cruz mostrou-nos Seu amor. 

A rejeição é uma forma de não querer conhecer o que não se conhece bem, porque como pode dizer não quero sem tentar? Como sabes que não é verdade? Já tentastes alguma vez entender que amor foi esse de morte? Teríamos nós coragem de morrer por alguém que nunca vimos? É fácil aceitar os que nos cercam e nos ama, mas o difícil e quase impossível é acreditar numa coisa que não vimos nem sentimos e muito menos cremos. 

Mas como conhecer se não queremos? Como entender se não deixarmos nosso raciocínio do não? Quando queremos aprender algo, ou até mesmo descobrir, geralmente estudamos, pesquisamos e analisamos, para chegarmos a uma conclusão. 

Pois bem, é isso mesmo que Deus quer que nós façamos com relação a Ele. Quando tu rebuscar teus olhos e tua mente no desconhecido, não mais dirás: “não o conheço e não o aceito.” [Galhardo].