sábado, 2 de agosto de 2014

O Engano dos Pregadores - Credibilidade é Diferente de Fama


Diferente



O enriquecimento ilícito quando se constrói uma determinada instituição religiosa, é uma das causas, mas controvérsia que existe no nosso meio.

Pregar o evangelho e constituir fortuna em cima do mesmo destrói qualquer credibilidade daquele que fundou sua denominação, uma vez que a intenção é de salvação e não de riqueza.

Não tem como se dizer, sou homem de Deus mostrando que ficou rico em cima dos dízimos e das ofertas dos irmãos.

Ademais, em nenhum lugar na Bíblia é encontrado que os homens trabalhavam na causa do evangelho e ficar-se rico.

O próprio Jesus condenou a riqueza desse mundo: “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera”. (Marcos 4:19).

Embora possamos entender que o homem possa adquirir riquezas através do seu trabalho etc., isso não pode ocorrer em cima da pregação da palavra de Deus.

Existem várias pessoas com problemas financeiros dentro das suas próprias igrejas, e os pregadores se beneficiando daqueles que com sacrifício e suor ganham seu pão a cada dia.

E não me venha dizer que, tem algo errado com eles, pois necessitam devolver o dízimo, uma vez que a palavra de Deus não impõe tal condição nos seus escritos.

Se isso fosse verdade, por que muitos cristãos morrem na causa do evangelho? Cadê o cuidado relatado em Malaquias 3?

- Isso é uma prova que tá mal interpretado o contexto do mesmo!

Não estou querendo tirar a ajuda que toda instituição precise para sobreviver, não, mas observar as condições que alguns vivem dentro desta, e outros não.

Ah, mas você diz – eu lutei para chegar onde estou! Pois bem, entendo que realmente alguns conseguiram com seus esforços, lutas, determinação e estudo, alcançar vitória; mas isso não ti dar o direito de usufruir aquilo que não ti pertence.

Qual maior direito está em um filho de um pastor estudar com regalias num colégio da instituição, e o filho do irmão que dizima não ter a mesma?

Ainda mais, o que disse Isaías com relação os órfãos e as viúvas? “Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” (Isaías 1:17).

Agora vamos pensar um pouco mais: Se uma mulher fica grávida por ter casado e o marido deixando-a ou até mesmo por ter se relacionado com um homem, e ficou sozinha lutando para criar seus filhos, não poderia ela e seus filhos ser tratados como umas viúvas e como órfãos de pai?

Entretanto, não é isso que vemos hoje nos nossos dias, aliás, pouco se vê com as próprias viúvas e órfãos.

 O que acontece é que cada um de nós queremos vê nosso umbigo, se ele tá sujo ou se tá limpo.

E queremos pregar, queremos alcançar alvo de batismo, mas cadê a verdadeira prática na vida?

O resultado é o seguinte: quanto mais, melhor, pois se as igrejas estão cheias, mas dinheiro corre, contudo, seria essa prática adequada sabendo que alguns vivem em dificuldade e outros no luxo?

Não parece hipocrisia dizer que tá realmente pregando o evangelho construindo igrejas luxuosas com milhões de reais, vinda do bolso do coitado do irmão?

Também não concordo com doações absurdas por alguns irmãos, e que dizem estarem ajudando a causa de Deus, doando milhões para se construírem templos faraônicos e deixando de ajudar o necessitado.

“A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1:27).

E por incrível que possa parecer, ainda depois de recolherem o dízimo e as ofertas, ainda pedem ajuda para construírem mais igrejas? Para onde vai todo o arrecadamento de todas as contribuições?

Se quiserem usar o texto de Malaquias, então siga ao pé da letra: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.(Malaquias 3.10).

Aqui não estou querendo demonstrar que não se deva doar, não, estou só apresentando as falhas diante da incoerência que alguns vivem.

Alguns poderiam pensar: mas esses que não estão sendo ajudados porque não estão em conformidade com a igreja, portanto não podemos fazer nada! Mas isso é um absurdo se tratando de cristianismo, pois o mesmo intrínseco prega a amar.

Veja isso:

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,
¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.
(Atos 2:38-47).

Então, diante dos fatos e das evidências, o que podemos concluir é, nos falta muito para sermos chamados de cristãos; e, portanto, não estamos andando em conformidade com que o evangelho nos pede. [G].

http://igrejaremanescente-igrejaremanescente.blogspot.com.br/ * Serão permitida reprodução total quanto parcial, onde poder ser incluídos textos, imagens e desenhos, para qualquer meio, para sistema gráficos, fotográficos, etc., sendo que, sua cópia não seja modificada nem tão pouca alterada sua forma de interpretação, dando fonte e autor do mesmo. P.Galhardo.