domingo, 16 de dezembro de 2012

JESUS CRISTO NA HISTÓRIA E NOS ESCRITOS PROFÉTICOS PARTE 2


É tão históricas quanto essa afirmação, são as provas que Jesus Cristo aduziu para demonstrá-la.
Razões tinha Jesus Cristo por tudo quanto se via, em Sua Pessoas, de santidade e de verdade, por tudo quanto os Profetas haviam predito do Messias, e que o podiam ver inteiramente cumprido n'Ele, para que cressem n'Ele. Mas, "se em Mim não quereis acreditar", dizia a seus adversários, "operibus credite", crede em minhas obras". (João 10.38).


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As obras de Jesus Cristo! Plenas de realidade, inconfundíveis, infalsificáveis. Justíssimo é que o entendimento humano queira provas da realidade afirmada por Jesus Cristo. Não é o próprio do homem razoável crer sem provas. Pedi provas, e provas positivas, das que não possais racionalmente duvidar, das que não possam ser falsificadas. 
Quando, porém, oferecem-vos essas provas como todo o rigor crítico possível, não procedeis racionalmente se as recusais por apriorismos afetivos.
- Igreja, de-me uma prova clara, uma prova para um operário. Igreja, uma prova para um comerciante.... Igreja, sou um homem metido em negócios; eu sou arquiteto...Igreja,  não me dê essa prova...que não compreendo. Igreja, sou médico e cuido da parte material do homem; não me apresente uma prova de excelência, de agudeza de espírito porque... - Fazes muito bem em solicitar provas ao vosso alcance. Pedis uma prova que seja palpável, pedis uma prova manisfesta, que conste ser, sem tergiversação possível, uma prova irrecusável . Exigis provas, exigis. Provas sensíveis, tangíveis, não provas de difícil compreensão para este ou aquele privilegiado entendimento.
Provas manisfestas e absolutamente fora do curso natural e ordinário. 
     Provas em que a desproporção real entre a causa e o efeito salte à vista.
                            Provas que, pela maneira plena de dignidade que são realizadas, excluem o charlatanismo e tudo quanto tenda a favorecer o orgulho, o exibicionismo e os bastardos interesses do lucro.
Prova relacionadas com algo de transcendência vital, de verdadeiro inte-
resse, não ligeirezas e puerilidades nigromânticas e de manisfesta vacuidade.
                           Provas em que a pessoa que as produz por sua honorabilidade, virtude, seriedade, seja a sua garantia. 
Está em vós exigir essa as provas, para possuirdes um fundamento sólido em vossa crença.





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E como Jesus Cristo se mostra magnífico em oferecer provas inconcussas de suas afirmações!
Magnífico nas provas é Jesus Cristo!
Ah, amigos! Quando Jesus Cristo resolve apor o seu selo!
Há firmas que podem ser falsificadas. Para isso existem os falsificadores. Mas quando Jesus Cristo
põe-se a selar, usa de um sinal que ninguém possa falsificar! Como Jesus Cristo o faz bem!...
Contam-se, nos quatro Evangelhos, nada menos que 41 dessas provas; 24 em Mateus, 22 em Marcos, 24 em Lucas e 9 em João, num total de 41 provas diferentes, sendo, as demais repetidas.
Provas que constituem a substância mesma dos Evangelhos.
Provas de tal maneira distribuídas nos Evangelhos que, em crítica científica é absolutamente impossível qualquer interpolação; porque os antecedentes e consequentes de tais provas - a razão pela qual se fazem os milagres e a doutrina que, na oportunidade, Jesus Cristo explicou - estão todos no Evangelho.
Todo o Evangelho, amigos, é como que antecedente e consequente das provas - os milagres - que Jesus
Cristo ofereceu de Sua Pessoa.
Todo o Evangelho. E, amigos, o Evangelho todo, em plena crítica, sob o critério científico mais rigoroso, é um documento histórico de tamanho valor que, segundo a confissão até mesmo dos não crentes, mas especialistas na matéria, não existe outro livro, na literatura antiga, que possua já não digo iguais, mas nem mesmo longínquas provas a favor de sua historicidade.






Jesus Cristo é magnífico no oferecimento de provas. Quarenta e uma vezes as apresenta, fundadas na mais rigorosa crítica histórica.
Selecionemos algumas...Certa vez Jesus Cristo ergueu os olhos e viu uma turba que viera ao seu encontro e,
compadecido desses homens, pois estavam como ovelhas sem pastor, acolheu-os e principiou a doutriná-los; começou a pregar-lhes. Eram muitos, mais de 5.000, sem contar multidão de mulheres e crianças.
Aqueles homens, entusiasmados pela prédica de Jesus Cristo - Oh! sim, se eu vos pudesse falar como falava Jesus Cristo - seguiram- durante o dia todo, sem um pedaço de pão para mastigar.
Quando a tarde desceu, ao avançar das horas, aproximaram-se dos discípulos dizendo: "Estamos num deserto e faz-se tarde; deixa ir essa gente, para que demandando as aldeias, compre de comer". (Mateus 14.17-21). Mas Jesus disse-lhes: "Não tem necessidade de ir. Dai-lhes de comer". 
Dirigindo-se depois a Felipe perguntou-lhe: "Onde compraremos o pão para dar de comer a essa gente? 
Quantos pães tens?". (João 6.5-14).
André, o irmão de Pedro, respondeu: "Há aqui um jovem que tem cinco pães de cevada e dois peixes, Mas que é isto para tanta gente?" 
Redarguiu-se Jesus: "Traze-o aqui". E acrescentou, numa ordem: "Faze com que vão se sentando sobre a relva, por grupos".


E, de acordo com o que foi ordenado, fizeram com que todos se sentassem em grupos de cem ou de cinquenta. Tomou, então, Jesus, os cinco pães e os dois peixes, abençoa-os e mandou que seus discípulos os distribuíssem... Ah! pseudocientista, que, com ironia, e desdém exclamas para desvirtuar os fatos: "Sugestão! Sugestão! Quem sabe até onde chega à sugestão?"
Pseudocientífico! O lamentável não é te perderes, mas que te percas por vontade; o lamentável é que, voluntariamente, não queiras refletir; o lamentável é que não só te perdes como arrastas outros infelizes em tua perdição, abusando de tua autoridade pseudocientífica.
Encarcera-se aquele que envenena com drogas e estupefacientes, mas não se condena quem envenena as almas, que é mais que o corpo.
Pseudocientista! Como Jesus Cristo ensina bem! Ensina e sela sua doutrinação de maneira infalsificável!
Repartem-se pães. Repartem-se pães. Sugestão! 5.000 homens que comem, 5.000 homens que se fartam. Sugestão! Oh! protervia humana! Acreditam-se nas ridicularias e no noticiário dos jornais e quando Jesus Cristo exibe o seu selo...Sugestão!
Sugestão sobre 5.000 homens - e acrescentem-se ainda, as mulheres e as crianças - que não julgam ver, mas que pegam, comem e se fartam! ... Como é irrecusável o selo de Jesus Cristo! ... E manda que se recolham os fragmentos das sobras de pão, com as quais se enchem doze enormes cestos!
"Jesus Cristo, ordenas que se recolham os pedaçoes de pão? Mas que falta fazem essa migalhas, quando multiplicaste os cinco pães?"
Há! amigos, nenhuma falta faziam a Jesus Cristo as sobras de pão, mas a mim foi muito bom que Ele mandasse recolhê-las.
Começaram a repartir cinco pães, deles comeram 5.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças, e ainda sobraram, amigos, doze cestos do resto desses pães.
Com que razão argumenta Jesus Cristo: "Se não credes em Mim, crede em minhas obras".




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Que imenso pecado o daquele que cospe em Jesus Cristo e atira à sua face: " Não acredito em Ti!"
Amigos, como é indestrutível o selo de Jesus Cristo!...
Existem médicos por aqui? Diz o médico: sugestão! Eu pergunto: desejava saber o que é sugestão...Que será a sugestão?
Há aqui algum psiquiatra? Que será a sugestão? O mecanismo interno que se designa com oito letras: sugestão! Mas, espera ai vem Jesus Cristo  a caminho de Jerusalém, e dele aproximam-se dez leprosos.

Haverá aqui médicos que conhecem o bacilo de Hansen e os módulos cancerosos e a degeneração dos tecidos?  A técnica atual do Século XXI, à força de investigar em tantos centros, chegou a observar que talvez, 



"Hoje, porém, a situação é bem diferente. Com o tratamento adequado, a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, menores os riscos de sequelas. O tratamento é feito com remédios (poliquimioterapia), e deve ser mantido pelo tempo determinado pelo médico para ser eficaz (6 a 12 meses, em média). Dependendo das sequelas, pode ser necessário realizar também fisioterapia ou terapia ocupacional.
Um aspecto pouco destacado da hanseníase é o comprometimento dos olhos. Em geral, os sintomas citados são as manchas na pele, com alteração de sensibilidade, dor e alteração dos movimentos nos braços, mãos, pernas e pés. Mas os olhos também são acometidos, com o aparecimento de ressecamento e perda de força dos músculos das pálpebras.
É importante lembrar que, quando um caso de hanseníase é diagnosticado, deve ser feita uma avaliação de familiares e outras pessoas, principalmente as que convivem na mesma casa; assim, verificando-se outros casos ainda não percebidos, o tratamento pode ser iniciado mais cedo. Essa necessidade se justifica pelo modo de transmissão da hanseníase: através de gotículas expelidas pelo doente e transmitidas através do ar até outras pessoas próximas e pelo contato direto com feridas do paciente." Fonte:renatapinheiro.com/hanseniase-lepra-tem-cura  Bem tratado devidamente administrado, se obtenha certa remissão e cura condicional da lepra. Tratamento dolorosíssimo, prolongado e ... não eficaz. 
     Eis que vem Jesus Cristo e dele aproximam-se os leprosos, aqueles que não podiam apresentar-se em público, mas que tiveram coragem para aproximar-se do Mestre, com essa confiança que somente Jesus Cristo inspirava.
    Chega o leproso, ocultando as chagas em sua carne e, uma vez diante d'Ele, diz-lhe: "Senhor, se queres poderás limpar-me". ( Mateus 7.2-3). Resposta de Jesus Cristo: "Quero! Fica limpo!"
     E no mesmo instante aquela carne podre tornou-se completamente limpa, sadia como corpo de recém-nascido...Sugestão?
     Haverá quem queira arriscar-se ao ridículo afirmando que a lepra é curável por sugestão?
     Amigos! Como prova Jesus Cristo!


                                                                   
                                                                      
                                                                                * * *

   Tal não aconteceu. 
   Muitos sim, muitos creram. Mas, diz o Evangelho que grande aparte, não. Quisera que aqui esta noite, um psicólogo famoso, um grande psiquiatra que pudesse explicar-me o influxo da afetividade na lógica, e ao mesmo tempo observasse como as derivações psíquicas, que antes se acreditava fossem primordialmente intelectuais, parecem ser, agora, de ordem afetiva.
   Como é ver
   Há alguém aqui que conheça Medicina Legal? Qual a prova certa para determinar-se a morte real, distinguindo-a prova certa para determinar-se a morte real, distinguindo-a da aparente? 
   Reparai, amigos; o certo em ciência, o indiscutível é isto: onde ha putrefação não existe vida. Cédula putrefata, célula morta. O putrefato não vive. Protoplasma desintegrado, núcleo desintegrado, estado coloidal transformado em estado gel...,morte!
   Em ciência tal é indiscutível: putrefação, morte! Lázaro, da Betânia, encontra-se gravemente enfermo. Suas irmãs mandam contar a Jesus Cristo. Esse, porém, atrasa-se em atender ao chamado e chega ao lar do amigo quatro dias após o seu sepultamento. (João 11.1-54).
   Dizem a Jesus: "Se houvesse estado aqui, Lázaro nosso irmão não morreria", o que equivale a dizer-lhe: Por que  o deixaste morrer? Deixou-o morrer, amigos, para bem selar a prova de Sua divindade.
   "Amigos, disse-lhe Marta, Senhor, repete Maria, se houvesses estado aqui, meu irmão não teria morrido". Chora Marta, Maria desmancha-se em lágrimas, os judeus que tinham ido até o sepulcro, choram também, e Jesus, diante daquela cena de dor e ternura, deixa entrever a imensa suavidade de seu coração ...e cai em pranto.
    Disse Jesus : "Retirai a pedra!"
    Marta, a irmã do defunto, diz-lhe: "Senhor, ele já cheira mal, morreu há quatro dias".
    Ao retirarem a pedra todos, sem dúvida, haveriam de sentir o nauseabundo odor que se exalaria do sepulcro.
    Ergueu Jesus os olhos para o alto e exclamou: "Pai... para que todos creiam que Tu me enviaste".
    E com aquele mesmo poder com que criou os astros, que em vertiginosa carreira giram pelos espaços, com seus milhões de quilômetros cúbicos de massa; com aquele poderio de Deus Criador, Jesus Cristo, sereno, digno, em pleno domínio de Si mesmo, clama em voz forte: "Lázaro, sai para fora!"
   Eis Lázaro vivo, não num lugar que se ignora, não diante dum grupo de iniciados por Jesus Cristo, mas em Betânia, à frente dos Judeus que se encontravam em casa de Marta e Maria, inimigos mortais de Jesus Cristo em sua maioria.
   Lázaro vive!
   Saiu do túmulo o que estava morto, pés e mãos amarrados, o rosto envolto num sudário.
   Amigos! É de se perder o juízo!
   Parece que ver o cadáver ressuscitado seria suficiente para que todos, arrojados à terra, adorassem Jesus Cristo, beijassem a fímbria de seu manto e exclamassem: "Creio!"
dade! Que influência a da afetividade! E por causa dela, como odeiam a Jesus Cristo, com encarniçada raiva! O que Jesus Cristo dá de melhor, convertem-no no pior.
   Os judeus não negam o fato - é por demais palpável - mas, fervendo de ódio diante do prodígio, acodem pressurosos aos Príncipes dos Sacerdotes, instando em fazer que Jesus Cristo desapareça o quanto antes. "Que faremos? Esse homem faz muitos milagres". " Se o deixarmos continuar, todos acabarão crendo Nele".
   Quão tremenda, amigos, é a cegueira afetiva! como o ódio altera a inteligência! 
   O prodígio é palpável, não o negam, mas ao invés de se renderem à evidência, tornam-se, por ele, abrasados do ódio que obscurece a inteligência.
   E ouve-se esses judeus murmurar: "Que faremos com este homem? Ele está fazendo prodígios  magníficos e, se o deixarmos continuar, todos acabarão crendo Nele!"
   Que fazer? Pois crer n'Ele e adorá-lo. O lógico, o conseguinte.
   Mas não amigos, aconteceu o contrário. Deste fato nasceu precisamente o influxo tremendo que determinou a morte de Nosso Senhor.
   Desse fato de amor nasceu o ódio e dessa fonte de vida surgiu o "Temos que levá-lo à morte!"
   Tal como hoje! É preciso varrê-lo da sociedade. Tal como hoje!
   Quanto podem as cargas afetivas!...
   A História se repete, amigos, no fluir dos séculos. O influxo da paixão sobre a inteligência está, de modo insuperável, descrito na cena do cego de nascença. É a página mais bela que se escreveu sobre a paixão e a lógica (João 9).
   Saia Jesus Cristo do templo, certo dia; em seu encalço também saíram, bramindo, os fariseus e os escribas, cheias as mãos de pedras para serem atiradas sobre Ele.
   Saiu; e ao sair, percebeu um ceguinho de nascença que pedia uma esmola à porta do templo de Jerusalém.
  Jesus Cristo, que acabara de se proclamar a Luz do mundo, quis demonstrar, com fatos, que Ele dava a luz ao mundo - cego de nascença pelas paixões e pela concupiscência - como dava a luz aos olhos do ceguinho que esperava uma esmola.
  Fez Jesus Cristo como o pó do chão e saliva um pouco de barro, com o qual untou os olhos do cego e: " Vê - disse-lhe - e banha-te na piscina de Siloé".
  E o cego, conduzido por seu guia, foi-se, banhou-se e viu.
  O cego não vê, mas crê; o cego caminha ate´a piscina e o cego recobra a vida dos olhos, que é a luz.
   Um cego de nascença! Quantos problemas desencadeia a cegueira de nascença! Cego de nascença...E um pouco de lama que Jesus coloca em seus olhos, um pouco de água para lavá-los e a visão aparece...
   As pessoas observam que um homem enxerga e dizem a si mesmos: "mas não é este o ceguinho que estava esmolando no templo?" E indagam: "Ouça, não é você quem pedia à porta do templo?"
  Ele responde afirmativamente...
  Ah! amigos, se é que ainda não saboreastes os Evangelhos! Que capítulo, o nono de João!
   E  o cego, entusiasmado, acreditando dar uma grande notícia aos escribas e fariseus, lhes disse: "Jesus acaba de dar-me a visão!"
   "como! curou-o hoje? Mas hoje é sábado! - o sábado é dia de santo entre nós judeus -; aos sábados não se pode trabalhar; como o curou hoje, sábado?"
   Hipócritas! Quanta hipocrisia!
   Certo sábado, Jesus Cristo, após haver curado uma mulher, lhes disse: "Estranha dialética a vossa! Por acaso não dais de comer aos bois ao sábados, para que não morram? É por ventura, esta pobre muher, de pior condição que um animal? Se teu boi cai numa fossa num sábado, não chamas teus vizinhos para o ajudarem a retirá-lo dali? É esta pobre mulher de pior condição que o boi que caiu? Hipócritas!" 
   Os escribas e fariseus murmuram entre si: "Como foi curá-lo, se é sábado? O mesmo acontece com aqueles  q fazem a pergunta sobre os bombeiros, enfermeiros, médicos e aqueles que socorrem as pessoas; eles não compreendem que Jesus Cristo autorizou fazer o bem neste dia. (Mateus 12.12), E passam a acusar os Adventistas do Sétimo Dia. 
   Chamam: - leia, como foi isso? O pobre homem, indagado pela primeira vez, narra: - Estava à porta do templo e quando Jesus saiu, untou-me os olhos com lama(lodo), lavei-os e passei a ver.
   - Esse nunca foi cego - redarguiram os fariseus. E para prová-lo, mandem buscar seus pais.
   Chegados os pais, perguntaram-lhes: - Este é seu filho?
   - Sim.
   - Ele era cego?
   - Desde que nasceu.
   - E como é que ele vê?
   Os pais, que temiam explicar como o filho passara a enxergar, já que ameaças existiam de expulsão do templo dos que se confessassem a Jesus Cristo, hesitaram: "Ele já em idade suficiente para contar-vos. 
   Perguntai a ele".
   Procuraram novamente o recém-curado e novamente indagam como se deu a cura.
   Farto de tantas indagações, perguntou-lhes o ex-cego: "Por acaso também quereis fazer-vos discípulos d'Ele?"...!!
   Aquelas palavras fizeram explodir os ânimos: " Discipulos desse que nem sequer sabemos de onde vem? Somos  discípulos de Moisés! Nasceste mergulhado no pecado e pretendes ensinar-nos?...
   E o arrojaram foram do templo. 
   Jesus Cristo, ao saber da expulsão, procura-o e indaga: - Crês no Filho de Deus?
   O mendigo, que reconheceu aquele que o curara, certo de que o que dissesse merecia crédito e confiança, disse: - Senhor, e quem é esse, para que eu creia nele? 
   Respondeu-lhe Jesus:
   - já o viste. É o que está falando contigo.
   - Creio, Senhor, confessou o cego curado, caindo de joelhos, em adoração.
   o cego reconheceu Jesus Cristo. E os escribas e os fariseus fogem voluntariamente da luz, cegando-se, obstinados pelo ódio.
   Aí está retratada, amigos, a psicologia da incredulidade.


                                                                   

                                                                           * * *


    Amigos, desejais crítica? Quereis ciência? Pois em plena ciência e crítica histórica, deveis admitir a historicidade dos Evangelhos.
   Em sua páginas, constituindo sua essência, depositadas estão algumas das provas apresentadas por Jesus Cristo, fiadoras de sua missão e de Sua Pessoa
   Muitos de vós negais os fatos que não se enquadram nas vossas idéias e nas vossas tendências afetivas! E ainda alardeias ciência...
   Amigos! Isto não é sério, nem sincero. É algo espantoso!
   Todo crítico especialista nesta matéria admite as obras de Heródoto e de Tucídides. Pois bem, amigos quem mencionou Heródoto pela primeira vez, e cem anos após sua morte, foi Aristóteles. E o primeiro a reconhecer como autênticas as obras de Tucídides foi Cícero, trezentos anos depois do seu desaparecimento.
   Considera-se suficiente para que o crítico, exibindo erudição admita Heródoto e Tucídides como autores de tais e tais obras, o simples depoimento de testemunhas que viveram de cem e trezentos anos posteriormente à sua morte.
   Amigos, é de grande proveito observar que aqueles que, nos Evangelhos, fogem da luz, são os mesmos que admitem, sem a menor hesitação a vida e a doutrina de Buda. Mas o livro Lalita Vistara, que contém a história de Buda, é reconhecido, de olhos fechados, por todos os críticos, como do Século I antes de Cristo, isto é, redigido pelo menos três séculos após a morte de Buda.
   A questão, amigos, não é de ciência, mas de fobia, Disse-o expressamente Strauss: Não querem admitir os Evangelhos, não porque haja razões para isto, mas para não admitir as consequências morais dos mesmos.
   Mais - confessa terminantemente Zeller: ainda que tivessem a prova máxima de Jesus Cristo, corroborada por argumentos de maior força e mais valor, jamais acreditariam nele.
   Foi o que aconteceu com os judeus e se passa com os incrédulos de hoje.
   E este é o enorme pecado contra o Espírito Santo, do qual o grande perdoador Jesus Cristo Nosso Senhor diz que "não haverá perdão para quem blasfemar contra o Espírito Santo" 
  É o pecado de desprezar e caluniar as obras manisfestas de Deus.
  Isto como se vê, não tem perdão, não porque o pecador, arrependido, não possa obtê-lo, pois Deus perdoa a quem se arrepende, mas sim porque os que procedem dessa forma fecham para si próprios, da maneira mais absoluta, o caminho da conversão.
  Ah! que dó sentiu Jesus Cristo dessa gente! Ele, que propiciou as máximas garantias em prol da verdade! Quanta pena lhe causou essa conduta!
  Com que dor de coração exclamou Jesus Cristo diante desse tristíssimo proceder: "Se eu não tivesse vindo e não lhes houvesse falado, não teriam culpa, mas agora não tem desculpa do seu pecado...Se eu não houvesse feito entre eles tais obras, como nenhum outro as fez, não teriam culpa, mas agora viram-nas e, contudo, aborreceram-me a mim, e não só a mim, mas também a meu Pai". (João 15.22-24).
  A luz veio ao mundo....Bem nítido está no Evangelho tudo quanto se refere à pessoa de Jesus Cristo e a Suas Obras.
  Mas, "amaram os homens mais as trevas do que a luz"...
   



                                                                   


                                                                             * * *


  Amigos, peço a Deus quando comecei, mantivéssemos bem abertos os olhos da alma, procurando dissipar as trevas das paixões que pertubam uma visão esclarecida.
  E diante de nós apresentou-se Jesus Cristo, com uma realidade histórica baseada em fontes de tal valor crítico que, no parecer de técnicos especialistas, que contam com anos de minuciosa investigação, não existem, no estudo da literatura clássica, livros que possuam, historicamente falando, posição mais privilegiada que os Evangelhos. 
  E tais fontes, de indisputável valor, apresentaram-nos a Jesus Cristo através de declarações claras e diáfanas sobre Sua Pessoa, e com provas, tanto em número como em qualidade, absolutamente convincentes.

  Esse é Jesus Cristo na História e nos Escritos Proféticos.