quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A verdade de Celso de Mello, por Aroldo Murá


                                                               "Mundo Estranho"

Pessoal vale a pena ler esse texto da coluna do Aroldo Murá de hoje. Celso de Mello pensava diferente ou o pensamento se modula conforme ocasião? O diálogo abaixo foi extraído do livro Código da Vida (Editora Planeta, 7ª Reimpressão, Tópico 85, Página 170), do jurista Saulo Ramos (falecido), entre o autor e o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal – STF, que nunca se pronunciou a respeito desse assunto.
“Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:
- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.
- Claro, o que deu em você?
- É que a F. de São Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a F. de São Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.
Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:
- Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a F. de São Paulo noticiou que você votaria a favor?
- Sim.
- E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?
- Exatamente. O senhor me entendeu?
- Entendi. Entendi que você é um juiz de merda!
Bati o telefone e nunca mais falei com ele”.
OBS.: (da Joice) Celso de Mello, promotor de justiça do Estado de São Paulo, foi nomeado ministro do STF pelo presidente da República José Sarney, por indicação do advogado Saulo Ramos , então ministro da Justiça.

Nota: Se esse é o comportamento daquele que se dispõe em defender uma justiça superior após passar por outras justiças locais, estamos perdidos! Assim como muitos casos que acontecem no nosso país, vemos agora o que à justiça pode fazer injustiças a fim de preservar aqueles que deveriam ser condenados.