quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Único fóssil de camarão é achado em Missão Velha


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Peça paleontológica exclusiva no mundo será apresentada hoje por pesquisadores da Universidade do Cariri
Crato O único exemplar no mundo de um fóssil de camarão, com mais de 100 milhões de anos, foi encontrado na Bacia Sedimentar do Araripe. O achado será apresentado ao público hoje, às 9 horas, na sede do Geopark Araripe, em Crato. A descoberta aconteceu em maio do ano passado, durante a maior escavação controlada do Nordeste, iniciada em agosto de 2011, na região. A concreção foi vista em Jamacaru, distrito de Missão Velha. O material foi identificado entre 1.236 peças retiradas dessa escavação. Somente agora vem à publico, porque estava em análise para descrição científica.

Foram mais de 20 pesquisadores envolvidos no trabalho, sob a coordenação do paleontológo, Álamo Feitosa, professor da Urca Fotos: Elizângela Santos


Foram mais de 20 pesquisadores envolvidos no trabalho, iniciado em agosto de 2011, na cidade de Araripe. A pretensão inicial era também encontrar fósseis do período Jurássico.

Dessa escavação controlada, da pesquisa "Estudos Sistemáticos e Paleoecológicos da Fauna de Vertebrados das Formações Crato e Romualdo (grupo Santana) da Bacia do Araripe", coordenada pelo pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Urca) e paleontólogo, Álamo Feitosa Saraiva, foram encontrados mais dois grandes exemplares de fósseis.

A asa de um pterossauro gigante, além de uma tartaruga, que está sendo descrita, foram achadas logo no início dos trabalhos, em 2011. As escavações vinham sendo acompanhadas por um dos maiores nomes da Paleontologia brasileira, o pesquisador Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Museu Nacional. Ele será homenageado hoje, durante a solenidade de apresentação do exemplar, com o nome científico do material encontrado na reserva de Jamacaru.

O fóssil de camarão, do período Cretáceo, de mais de 100 milhões de anos, é semelhante ao crustáceo do gênero que se conhece atualmente. Antes, segundo o pesquisador Álamo Feitosa, foram encontrados outros exemplares, mas na barriga de peixes fossilizados, comuns de serem vistos na área da Bacia Sedimentar do Araripe.

O fóssil de camarão, do período Cretáceo, de mais de 100 milhões de anos, é semelhante ao crustáceo do gênero que se conhece atualmente. Estava em análise pelos pesquisadores, por isso, somente hoje a sua apresentação


As novas descobertas mostram, para Álamo Feitosa, a importância do desenvolvimento da pesquisa na região e a variedade de fósseis que podem ser descobertos. "Em apenas uma escavação controlada, podemos comprovar isso", acrescenta. A Bacia do Araripe sempre foi vista como um verdadeiro museu a céu aberto do mundo de fósseis. Somente durante essa pesquisa controlada, desenvolvida por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Nacional (CNPq), com apoio do Geopark Araripe, foram coletados mais de 4 mil exemplares.

O material foi encaminhado para estudo no laboratório de Paleontologia da Urca. A pesquisa tem duração de três anos. Poucas vezes no Cariri se viu a possibilidade de divulgar de forma exclusiva um achado fóssil, inédito no mundo. A maioria deles antes era encontrada por pesquisadores de outras partes do Brasil e outros países, e as divulgações terminavam acontecendo em suas respectivas regiões.

Relevância
Para os pesquisadores, esse trabalho só evidencia a diversidade fossilífera numa das principais áreas do País e do mundo, não apenas no achado dos pterossauros. Para o cientista Alex Kellner, a escavação controlada demonstra a grande vantagem desse trabalho, que envolveu uma equipe multidisciplinar. O camarão, inclusive, fará parte de uma publicação científica internacional.

No distrito de Jamacaru, foram realizadas pesquisas durante 11 dias, para ser encontrado o novo gênero e espécie do camarão, da família carídea. "As descobertas na área da Paleontologia evidenciam a região do Cariri para o mundo científico, e isso faz com que se tenha uma atenção especial para o Brasil. Diferencia a região de todas, no planeta, nesse campo do saber", ressalta o coordenador da pesquisa.

O trabalho envolveu pesquisadores, incluindo estudantes e professores de graduação e pós-graduação, de várias universidades brasileiras e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa está sendo coordenada pela Urca. O trabalho foi iniciado no Riacho Grande, localidade do Município de Araripe. O foco dos estudos foi em áreas pouco exploradas da região, com a possibilidade de achados de fósseis de dinossauros e pterossauros.

O cientista Alex Kellner destaca a importância do desenvolvimento científico na região. Segundo ele, os fósseis de maior relevância nas pesquisas encontrados até agora vão permanecer no Cariri e serão expostos no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri.

"Isso não ocorria em outros momentos, já que o material antes era levado para outras instituições, a exemplo do próprio Museu Nacional, no Rio de Janeiro, que hoje contém diversos achados paleontológicos do Araripe", explica ele.

FIQUE POR DENTRO
Região ganha destaque em todo o mundo
A Bacia Sedimentar do Araripe tem se evidenciado para o mundo científico pela importância dos achados fósseis, principalmente no tocante à preservação desse material. Já foram encontradas concreções dos períodos Cretáceo, que vão de 65 milhões de anos a 140 milhões; Jurássico, com até 200 milhões de anos; e Devoniano, com mais de 400 milhões de anos. Os pesquisadores destacam a grande variedade dos fósseis encontrados até agora. Os pterossauros, que há milhões de anos sobrevoaram os céus do Araripe, chegaram a fazer parte dos filmes americanos de Spielberg. Um dos maiores pesquisadores desses animais pré-históricos voadores na região é o cientista Alex Kellner, que será homenageado com a recente descoberta do camarão de água doce. O fóssil será apresentado hoje no Crato, para a comunidade científica mundial.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER 
Nota: O que me chama à atenção é que, o camarão não evolui depois de tantos milhões de anos? Vemos os evolucionistas alegarem a evolução de vários por meios biológicos, genéticos ou orgânicos através de mudanças hereditárias de geração a geração. Mas,  como lemos nesses textos não vemos diferenças nem mutações nenhuma no camarão.  Será que a evolução se dá somente em alguns campos de alguma espécie, ou adaptações de alguns animais não o fizeram descendente ancestral? É mais que evidente que, à espécie do camarão fossilizado prova que não houve evolução.