quarta-feira, 29 de julho de 2015

Olhos abertos e mente fechada



Todos conheceram a expressão: “Abrão seus olhos”, sim, conhecemos muito bem ela, mas não compreendemos!
Ter olhos abertos significa em outras palavras, abrir a mente para o que vemos.


Temos a mania de vermos as coisas somente pelos olhos e como de costume, a mente permanece fechada.
Poderíamos dizer: uma mente obscura; uma mente embotada; uma mente sem entendimento; etc.


Então mesmo que tentemos explicarmos porque fizemos isso, ou porque agimos assim, não nos convence de forma clara, objetiva e real.


No antigo Israel, os “grandes homens” (intelectuais fariseus), que estudam e decoravam as Escrituras Sagradas, conhecidas como Torá, desenvolveram certos tipos de cultos e uma sequência de rituais no suposto intuito de está agradando a Deus seus ensinos.


Seus dogmas diziam-se está de acordo com a vontade daquele que conhece tudo, e que mesmo sendo promissor para os seus dias, pois todos achavam importantes, não condizia com a verdade.


Mesmo que para eles essa proposta fosse necessária em razão de estarem com razão, Jesus Cristo veio e trouxe o deslumbramento da real verdade.


Embora naquela época eles achavam-se com o direito de posicionar-se teologicamente, pois acreditavam que eram detentores desta verdade, Jesus Cristo mostrou-lhes que as coisas não era bem assim como eles diziam e faziam.


Naquela era, o homem era considerado culpado por ter pecados diante do mundo antigo e do Eterno. Então eram-lhes exigidos sacrifícios diários e rituais a serem feitos necessários. Então diante disso, os detentores da suposta verdade, os teólogos da época, entraram com muitas das suas normas com o fim de fazê-los supostamente libertos das culpas que os envolviam.


Com isso, não só livrar-lhes das suas necessidades da crise que tomavam-lhes, como também, faziam-lhes dependentes deles (dos teólogos fariseus).


Independente de serem ou não homens de cultura, eles estavam pondo neles (no povo), cargas que eles não podiam suportar.


Jesus Cristo quando presenciou isso, ficou extremamente indignado.


Todos nós podemos fazer essas coisas, inconscientemente e conscientemente quando queremos ofertar algo diante dos homens sejam: nossos dogmas; nossas leis; nossos desejos e nossos anseios, sem no mínimo nos darmos o trabalho de enxergar o que essa pessoa esteja sentindo.


Na era medieval, ou seja, na inquisição, com uma suposta proposta de fazer justiça, os homens perseguiram e mataram milhões de pessoas.


Era um tempo que na sua maioria se falava o latim, e eram ricos (teólogos) da época, e, portanto usava-se dessas, com o objetivo de ludibriar e enganar as classes menos favorecidas, ou seja, os pobres.


Era o mundo das atividades grotescas e perversas, pois viam, com os olhos, mas as mentes estavam obscurecidas com trevas.


Na verdade deve-se ter reverência e culto ao nosso Deus, porém, não fazer disso, um incessante jugo pesado para os homens, pois Jesus não agia dessa maneira.


Ele ensinava, mas fazia deste, em ações também, pois não só traziam-lhes a luz da verdade, mas da cura.


Ele curava a alma, mas a emoção.


Como assim? Vede que muitas pessoas estão envolvidas com algum tipo de sentimento, seja esse bom ou ruim, e, portanto, doentes da alma e emoção.


Mas uma pessoa com um sentimento bom pode está doente? Sim, pode, pois nem sempre o sentimento bom está envolvido com a necessidade que muitos precisam.


A necessidade deste sentimento bom, não é dele? Claro, mas se pode tê-lo, pode distribui-lo, porém, muitos não fazem, então precisam ser curado.


Também Ele curava o homem da culpa, pois se achavam necessitado disso todos os dias uma vez que era necessário trazer uma oferta (cordeiro), todos os dias.


Porém, os fariseus (teólogos antigos), aproveitando-se disso, vendia-lhes tudo que pudesse.


Alguém conhece algo parecido hoje? Pois é...


O antigo e o novo se junta ou unir-se nesse encontro, sobre uma suposta necessidade de bênçãos que todos devem e precisam alcançar para poderem ter acesso a Deus.


Conquanto pareçam estarem ajudando a obra e o mesmo para si, virou uma sequência de necessidades: dar para receber – é o toma lá da cá.


O que Jesus Cristo diria com essas vendas no templo? Será que aprovaria do mesmo jeito que aprovou na frente do templo, o comércio?


O som criminoso de que ouvimos que o homem para poder alcançar a Deus, tenha que se envolver nisso (dinheiro) e prosperidade, é no mínimo afastar-se radicalmente da verdade da salvação.


O ensino verdadeiro deve ser tratado não em “subjugar”, mas em trazer a paz de liberdade, onde Cristo disse que “o meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30).


Queremos e necessitamos adorar a Deus e precisamos disso! Entretanto, nossos olhos estão abertos, mas nossas mentes fechadas.


O visível aparece como um bom caminho, uma vez que estamos vendo o que é de bom para nós, mas não conseguimos enxergar mentalmente nada do invisível.


Talvez porque queremos mais e mais, e esquecemos que não iremos morar aqui.


Talvez porque somos egoístas e como tal, queremos, só para nós.


Ou talvez porque necessitamos mostrar para os outros que somos os melhores, e, portanto, todo esse “show”, nos pareça bom tê-los.


É um sentido ilusório que tentam passar para os irmãos, pois muitos deles estão como estavam no passado quando não entendiam o latim – cegos e surdos.


Não há como negar que mesmo que alguns pareçam alegres, a Bíblia também nos apresentam que muitos dos seus profetas e fiéis viam abatidos com tristezas e clamores de dia e noite.


Frankl, em frente ao sofrimento de Auschwitz disse a Deus: “a quem entreguei minha dor e TRISTEZA como algo que faz sentido, e, finalmente, não senti carente de explicação. 
Daí por diante, tenho passado por uma fantástica recuperação”. (FRANKL, Viktor – A Presença Ignorada de Deus, pág. 13, 1985).


Não podemos venerar o errado supondo que está certo o que pensamos ser certo, simplesmente por Jesus tirou e rasgou o “véu do templo”. Vede isso: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3.14).


Muitos poderiam alegar que este verso está referindo-se a antiga aliança que estava escrita em tábuas de pedras (leis), foram extintas, mas não esqueça que essas mesmas foram postas no coração; e não estamos aqui levando o sentido deste em referência a lei, mas na vitória em ser livre, ou seja, liberdade em Jesus Cristo, sem está presos por doutrinas (ensinos) mentirosos.


Deus amigos não só lida com a igreja comunidade como um todo, mas também com ela individual, é fantasioso achar que ele não permanece no cristão individual.


Precisamos aprender a pensar com a mente e não só enxergamos como os olhos, pois ele nos engana. E como somos enganados!


A fé não pode ser cega. Na fé temos que enxergar com a mente e não só com os olhos.


Moisés falava com Deus, mas não o via, com os olhos, porém, entendia com a mente, seus ensinos.


Que nós possamos agir que nem ele, ver com a mente para que possamos compreender que os olhos estão fechados para liberdade. [G].










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