sábado, 27 de junho de 2015

Deus não escolhe o forte para levar sua verdade





A mensagem de hoje é um tanto preocupante, pois nos leva a refletir se, como saber ser isso uma verdade também?
Diante do que estudamos e sob observação analítica não temos dúvida nenhuma do que será apresentado.

Embora esse seja um estudo pequeno e que só no nível de contradizer aquilo que muitos dizem ser, é que venho apresentar alguns fatos importantes; dos quais iremos deixar que todos os amigos decida por sua própria consciência, ser este ou não, o caminho mais certo.

Vamos aos fatos: começando com Ana mãe de Samuel, ela era uma mulher estérea, e, por conseguinte não podia ter filhos, então orou ao Senhor insistentemente e Deus concedeu-lhe: “Ela ficou grávida e, no tempo certo, deu à luz um filho. Pôs nele o nome de Samuel e explicou: - Eu pedi esse filho a Deus, o Senhor.” (I Samuel 1.20), portanto, sua fraqueza foi ouvida por Deus quando submetesse a orar com determinação.

Mas poderiam pensar que este profeta era um homem forte, porém, não era porque era um homem pobre mesmo vivendo entre os reis.

Eu aqui não estou apresentando nem Moisés, Elias, Eliseu dentre outros; pois estou querendo mostrar aqueles que aos olhos do mundo pareciam não ter nem um problema significante, mesmo sabendo que estes também eram fracos: Moisés matou um homem e irou-se; Elias matou 850 profetas de baal e fugiu com medo de Jesabel; Eliseu era egoísta e avarento, pois queria logo um poder maior que o de Elias etc.
Temos aqui homens normais que ao que tudo indica com defeitos que do ponto de vista celestial, não poderia ter chance nenhuma ao que se refere perfeição.

Homens dotados não de qualidades, mas de meros defeitos corriqueiros.

Levando em conta o conceito de família tradicional, talvez nem desse muita atenção a eles, pois estavam muito ocupados com seu trabalho de alertar o povo.

Agora vemos Davi um rei escolhido por Deus que segundo a Bíblia tinha o coração rendido a Ele, contudo peca antes, e sofre consequências que nos leva a pensar sobre sua fraqueza com que lhe acometia: “Davi viu o Anjo que estava matando o povo e disse a Deus, Senhor: - Só eu sou culpado. Fui eu que errei. O que foi que esta pobre gente fez? Eu e a minha família é que deveríamos ser castigados por ti”. (2 Samuel).

Vemos Davi reconhecendo sua pequenez por ter cometidos os pecados que outrora houve no passado.

Pode até parecer que Davi havia se arrependido disso tudo, e isso é certo pensar. Entretanto não podemos esquecer que Davi queria construir o templo para adoração a Deus e não lhes foi permitido por ser um assassino: “és homem de sangue nas mãos!” disse o Senhor a ele.

O texto alude sua ira e raiva que tinha diante do povo mau, matando-os.

Estamos agora diante de um homem justo, que aos olhos do mundo poderia parecer sem força nenhuma para enfrentar o mal visto perdeu tudo que tinha para lutar. Este é Jó: fraco e abatido pela miséria e chagas que o assolava; e diante disso, retrata sua fidelidade para todos os amigos, parentes e do próprio Satanás da qual insiste para que tudo seja lhe tirado, então ele mostraria sua verdadeira face.

Entretanto, mesmo sendo fraco resiste e vence o inimigo.

Mesmo que você chegue a pensar que ele não errou, enganou-se, porque duvidou em certa ocasião do poder de Deus, mas isso não quer dizer que pecou: “Mas você pergunta: ‘Será que Deus sabe alguma coisa? As nuvens escuras ficam no meio; como é que ele pode nos julgar? ’ Os amigos respondem: ‘Jó, você acha que as grossas nuvens não deixam que Deus nos veja, quando ele está passeando pelo céu?” (Jó 22. 13 e 14).
Você pode pensar que eram os amigos dele que estavam acusando, e, portanto, isso nem tem valor nenhum. Então vejamos a passagem seguinte depois de muitas controvérsias dos amigos e pense conosco: “Porém em resposta Jó disse: ‘Eu ainda estou REVOLTADO e me queixo de Deus; não posso parar de gemer. Gostaria de saber onde ENCONTRA-LO; gostaria de ir até o lugar onde ele está, para levar a ele a minha causa e apresentar todas as razões que tenho a meu favor. Gostaria de saber o que ele me DIRIA e como me RESPONDERIA.” (Jó 23. 2-7).

A chave está nessas quatro palavras, revoltado, encontra-lo, diria e responderia para entender sua dúvida. 

Quando não se conhece, não pode entender o porquê das coisas estarem acontecendo, então carece de explicação, mas Deus precisa se explicar? Não, claro que não!

Deixemos Jó e vamos mais pra frente, nos tempos de Jesus, de frente aos discípulos, homens dotados não da razão, porém de enfretamento dos seus próprios desejos.

Sim, são esses e não outros que com suas fraquezas, Deus escolhera para levar a mensagem ao mundo.

Um mundo como eles, cheios de ganancias, satisfações, egoísmo etc., etc. e etc.

Pedro arrogante e intrépido; João bravo e possuído do extremo eu; André e Tiago queriam o melhor pra si; e outros? Teríamos muito do que falar, mas estes bastam para compreender das suas fraquezas.

O presente acabou o contemporâneo já se foi. Começa uma nova geração, o mundo está em trevas e no meio de perseguições, mortes e crueldades, surgi o maior de todos os apóstolos, sim, este mesmo: Paulo o grande. 

Sábio, inteligente, honesto, e defensor das classes menos privilegiadas, porém, com um espinho na carne.

Alguns teólogos pensam que ser este espinho, uma escama nos seus olhos. Eu duvido disso, porque se tratando de cura, Jesus nunca deixou incompletos seus milagres.

O que Deus toca, não há reflexo do mal.

Portanto na minha visão particular, ele tinha alguma fraqueza que o incomoda! Poderia ser: uma vontade louca de vingança diante dos opressores que perseguiam o povo e a ele; poderia ser um ardente desejo sexual, visto não ao que tudo indica era solteiro; poderia ser uma vontade tremenda de voltar aos tempos do farisaísmo onde tinha de tudo no templo; e por fim, poderia ser uma dúvida inerente aos seus instintos no acreditar, está ou não fazendo a coisa certa.

Bom, mas você poderia me perguntar: “Jesus não tocou nele e ele foi curado, ou seja, houve uma mudança completa?” caros amigos, Jesus tocou-lhe para ele mudar de atitude, mas não nas suas escolhas, portanto, continuava seu livre arbítrio. 

Prova disso: “o bem que quero fazer não faço, e o mal que não quero fazer faço!”, se ele tivesse sido tocado com a glória de Deus, ou seja, glorificado, poderia ser que não estivesse mais aqui. 

Entretanto não foi isso que aconteceu uma vez que permaneceu ensinando e admoestando a igreja de Deus.
Não é porque tinha alguma fraqueza que não poderia ser usado por Deus, pois do fraco ele faz forte.

Assim Está Escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e acabarei com o conhecimento dos instruídos.” (I Coríntios 1.18).

Ora, quanto aos sábios, Deus aqui está nos mostrando que ela não se faz presente diante das fraquezas daqueles que ao que tudo indica, Ele não escolheu.

O fato aqui está em contraste com que o mundo apresenta sob o aspecto da sabedoria humana ser a melhor por definição. Vem Deus com seu poder, e rasga na face dos sábios tudo o que eles acham como importância. 

Aqui não está mostrando que a sabedoria não seja importante, não, mas que em contraposição reflete que mesmo tendo o homem de Deus suas fraquezas, Deus está nele com a Sua sabedoria, vinda do céu.

“Pela mensagem da VERDADE e pelo PODER DE DEUS. Por vivermos em obediência à vontade de Deus, temos as armas que usamos tanto para ATACAR como para nos DEFENDER. Somos elogiados e caluniados; alguns nos insultam, outros falam bem de nós. Somos tratados como MENTIROSOS, mas FALAMOS A VERDADE; somos tratados como DESCONHECIDOS, embora SEJAMOS BEM CONHECIDOS DE TODOS; somos tratados como se ESTIVÉSSEMOS MORTOS, mas, como vocês estão vendo, CONTINUAMOS VIVOS.” (2 Coríntios 6. 7,8 e 9).

Conclusão

Levando em conta tudo que foi inteiramente apresentado, não temos dúvida nenhuma que o homem escolhido de Deus não possa sentir-se fraco; e mais, ele tem suas fraquezas. Sejam essas de várias formas, mas quem poderá julgá-lo? “Ao homem espiritual cabe à função de julgar todas as coisas, mas a ele, ninguém lhe julga”.

Vamos dizer que você considere-se espiritual, contudo foste escolhido diretamente por Deus? Deus falou contigo? Disse o que tu deverias ser? O espiritual que me refiro está entre aqueles que por assim dizer, é a voz de Deus na terra – o profeta (homens de Deus). [G].










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