terça-feira, 29 de outubro de 2013

Adventistas relatam Cansaço após fazer o Enem à noite, em Goiânia


Estudantes sabatistas deixaram local de prova após à meia-noite.

Apesar da restrição, eles enfrentaram o segundo dia com ânimo e confiança.

Cansados, um grupo de fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia voltou a fazer prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (27). Diferentemente dos outros inscritos,  os sabatistas ficaram sete horas confinados em salas até poder iniciar a prova, às 20h de sábado. "Passamos fome, sono, calor e muito cansaço. Saímos daqui era meia-noite e já estamos de volta", disse Cleiton Sousa Costa, de 22 anos.
O jovem, que já cursa engenharia civil em uma universidade particular da capital, faz o exame em busca de uma bolsa. No entanto, se o desempenho dele for bom, ele quer trocar de curso: "Quero fazer medicina".
Cleiton vem para a prova acompanhado de amigos da igreja que freqüenta. Um deles é Johny Silva, de 30 anos, que tem o objetivo de se graduar em engenharia elétrica. "Quero crescer. O crescimento está no estudo, na educação. Quero o melhor pra mim e pra minha família", ressalta.
Johny  faz a prova acompanhado da sobrinha Katrina Larissa Silva, de 15 anos. Apesar de ela estar no segundo ano do ensino médio, a adolescente quer testar seus conhecimentos. "Achei difícil a primeira parte porque tem muita coisa que eu nunca vi. Vim fazer para eu praticar e ver o que preciso estudar", comenta a estudante.
Outro adventista que também acompanha o grupo é Anderson Lima de Sousa, de 29 anos. Ele trancou o curso de engenharia civil em uma universidade particular e faz o Enem para tentar uma bolsa. Ele esperou até meia-noite e meia para sair com o caderno de repostas e está confiante. "Acertei mais da metade da prova. Hoje estou tranquilo. Vamos ver no que vai dar", afirma.
Mesmo faltando 15 minutos para o portão fechar, os amigos Anderson e Johny comeram um espetinho antes de entrar no local do exame. "Vamos comer porque não dá de fazer prova com fome. Ontem passamos fome, porque ficamos confinados e só depois começamos a fazer a prova", relata Johny.
Medicina
Pela segunda vez fazendo o Enem, a sabatista Emily Rodrigues Almeida, de 17 anos, estuda em casa para a prova. Com o sonho de ser médica, ela chegou cedo para o segundo dia de prova. "A gente nunca sabe o que pode acontecer. Não posso correr o risco de não entrar na prova. Achei difícil comparando com o ano passado, mas sai bem. Estou com expectativa de que vai dar certo", afirma.
Esperando para entrar no local de prova, a adolescente estava com a mãe, a representante comercial Eliane Rodrigues. A mulher diz que sempre acompanha a filha: "Toda a vida acompanho ela, desde o maternal. Acho muito importante estar perto, pois dá segurança e incentiva".
Fonte: http:Adventismo em foco e http://g1.globo.com