quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Estaria a Unicamp com "Racismo Acadêmico"?



O cancelamento em cima da hora do 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, que seria realizado na Unicamp no último dia 17 e que propunha o debate sobre o criacionismo e a teoria da evolução de Charles Darwin, provocou polêmica nas redes sociais e embate entres palestrantes e professores da instituição. O evento integrava os fóruns permanentes, organizados pela Coordenadoria Geral, e foi cancelado após pressão de um grupo de professores, que alega oportunismo de evangélicos, que buscam credibilidade no meio científico.
Os cinco palestrantes do fórum são ligados ao criacionismo - que, além de negar a teoria de Darwin, busca evidências científicas para desvendar o universo, mas sem contrariar a doutrina bíblica - , e quatro deles têm mestrado e doutorado e são acadêmicos. O quinto convidado tem só mestrado.
Alguns palestrantes concordam que o debate deveria reunir criacionistas e darwnistas, mas esclarecem que caberia à organização ter tomado esse cuidado.
Um dos palestrantes, o físico norte-americano Russel Humphreys, já havia comprado a passagem de avião para o Brasil.
A reitoria informou que o mesmo grupo que organizou, cancelou o evento, mas não esclarece quem é esse grupo e que pró-reitoria responde pelos fóruns.
Docentes da Unasp (Universidade Adventista de São Paulo) e da Unicamp travaram um duelo sobre o cancelamento do fórum nas redes sociais e, ontem, conversaram com a equipe do
O professor de arqueologia da Unasp, Rodrigo Silva, considerou a atitude dos docentes da Unicamp como racismo acadêmico.
"Pela reação, considero uma discriminação, um racismo acadêmico. Professores da Unicamp disseram que os cientistas não podem aceitar o criacionismo. Sou acadêmico, faço o segundo doutorado e sou criacionista e quero debater com darwnistas."
Já o professor de física da Unicamp, Leandro Tessler, assumiu que procurou a reitoria da universidade para recomendar que não houvesse apoio ao fórum. "Os criacionistas tentam propor debates na universidade para conquistar credibilidade no meio científico", comentou Tessler. Ele acredita que levar o criacionismo, que não tem base científica, para a instituição seria motivo de piada no ambiente acadêmico.
O Grupo Gestor de Benefícios Sociais informou que o forúm deve ser remarcado.
Fonte:destakjornal.